Jogada10
·07 de julho de 2026
Rival da Argentina, Egito tem clube que já foi filial do futebol brasileiro

In partnership with
Yahoo sportsJogada10
·07 de julho de 2026

Além da reverência à história e aos craques do futebol brasileiro, o Egito já teve influência direta de nomes bastante conhecidos por aqui. Em 2018, o Pyramids FC foi refundado e contou com investimento de um sheik árabe para levar seis jogadores de uma vez, além do técnico Alberto Valentim e sua comissão.
Rivais da Argentina nesta terça-feira, às 13h, por vaga nas quartas de final, os africanos nunca esconderam o amor pelo Brasil. É fácil encontrar o rosto de Neymar e até de outros craques do passado em Cairo. E é justamente a capital de 20 milhões de habiantes que abriga o Pyramids.
Há oito anos, os meio-campistas Rodriguinho e Carlos Eduardo e os atacantes Ribamar, Keno e Arthur Caike desembarcaram por lá para fazer parte de um projeto ambicioso. No entanto, retornaram no fim da temporada, à medida em que os salários começaram a atrasar e as interferências surgiram.
Então destaque do Palmeiras, o atacante Keno se tornou a transferência mais cara da história do país. Foram 10 milhões de dólares (o equivalente R$ 47 milhões) para convencê-lo a encarar a aventura. A imprensa local, frequentemente, trata o negócio de maneira crítica como o “caso Keno”, que serviu para desequilibrar as contas do clube. Além dele, o meio-campo Rodriguinho (ex-Corinthians) também surgiu como esperança.

Keno (Fluminense) jogou pelo Pyrramids em 2018 – Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
O Pyramids, por sua vez, não ganhou nada com os brasileiros e se desfez parte do elenco. Para o lugar de Valentim, o argentino Ramón Díaz foi contratado (antes de trabalhar em Vasco e Corinthians). Mas também não gozou de muito prestígio e saiu com menos de ano.
A situação mais constrangedora, aliás, ocorreu com Arthur Kaike. Antes mesmo de estrear, por um impasse burocrático, ele foi vendido ao Al Shabab, da Arábia Saudita. E Valentim entrou em rota de colisão com a diretoria por ter se recusado a escalar Ribamar em determinada partida. Não demorou para o clube eventualmente mudar de investidor – o emiradense Salem Saeed Al Shamsi chegou e arrumou a casa.
De volta ao noticiário brasileiro por um confronto com o Flamengo, o Pyramids celebrou a classificação para o Mundial de Clubes de 2025. Afinal, desde a reorganização do clube, já foi campeão egípcio e da Copa das Confederações do continente. Aquela partida terminou 2 a 0 para o Rubro-Negro, com gols de Léo Pereira e Danilo.
Mesmo assim, é o rival Al-Ahly que tem mais jogadores na seleção, nesta Copa do Mundo. Um total de nove, contra apenas três do Pyramids. Um deles é Mostafa Ziko, meia que marcou um gol em amistoso contra o Brasil e foi batizado em homenagem ao ídolo do Flamengo.
Hoje, o único brasileiro no clube é Ewerton, atacante que fez carreira no futebol tcheco e é reserva da equipe treinada pelo croata Krunoslav Jurcic.
Quem vencer entre Argentina e Egito terá pela frente Colômbia ou Suíça nas quartas de final. Para os sul-americanos, é a chance de manter o sonho do tetra vivo. Já para os africanos, a classificação seria inédia. Por sinal, a vitória sobre Austrália, no mata-mata, já foi a primeira do país em um mata-mata.







































