Central do Timão
·12 de junho de 2026
Rivellino relembra amizade com Maradona: “Elevou ainda mais meu nome”

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·12 de junho de 2026

Ídolo do Corinthians, da Seleção e um dos maiores jogadores da história do futebol, Roberto Rivellino relembrou, em entrevista exclusiva à Central do Timão, a relação de amizade que construiu com Diego Maradona ao longo dos anos. O craque alvinegro contou como conheceu a história de admiração do argentino por seu futebol, recordou encontros marcantes entre os dois e falou sobre o carinho que recebeu do lendário meia-atacante.
Segundo Rivellino, a primeira vez que ouviu falar de Maradona foi através de César Luis Menotti, técnico campeão do mundo com a Argentina em 1978. Na época, o brasileiro participava de um evento com uma seleção formada por jogadores sul-americanos quando recebeu um convite para conhecer o jovem que começava a despontar no futebol argentino.

Reprodução
“Foi fantástico, né? Porque eu fui fazer uma vez um jogo no Paraguai. Uma mistura de seleções, essas coisas sul-americanas. E o Menotti era treinador dessa seleção. Ele chegou e falou, Rivellino, tem um garoto que te ama. Ele estava começando, o Maradona. E tinha um jogo na Argentina. Ele me convidou. ‘Você não quer ir lá jogar?’ Você não gostaria? Falei, pô, eu gostaria, mas não tenho condição, Menotti… Infelizmente, eu não vou ter essa condição de ir para a Argentina.”
Com o passar dos anos, os dois acabaram se aproximando. Rivellino revelou que sempre percebeu uma admiração muito grande por parte do argentino, algo que ficou evidente em diversos encontros que tiveram.
“E realmente ele tinha um carinho por mim, que era uma coisa de louco. Ele estava sentado aqui, nós três, falando. Ele falava com o Maradona e o Maradona ficava assim… olhando para mim (risos)”.
“Eu fui num programa lá em 14, no Rio, e o Maradona tinha um programa na Venezuela. E ele me convidou, estava o apresentador, aí fez a abertura, o apresentador passou a bola, ficou eu e ele, conversando. De repente, o cara virou e falou que acabou o tempo. Então, ficamos mais de uma hora conversando”, relembrou.
“Impressionante. E ele tinha um carinho por mim, me abraçava, me beijava… Eu sei aonde eu cheguei. O Maradona, eu acho que ele elevou o meu nome mais ainda.”
Recordando a amizade construída com o craque argentino, Rivellino fez questão de destacar as qualidades humanas de Maradona, além do talento que demonstrou dentro de campo.
“Ele era uma pessoa maravilhosa. Eu estive num Carnaval com ele, que ele ficava louco. Mas era gente boa demais. Gente muito boa. Pena, pena que foi. E jogou, né? Jogou muito a bola.”
O ex-jogador também comentou as comparações frequentemente feitas entre Maradona e Pelé. Para Rivellino, apesar da genialidade do argentino, o Rei do Futebol ocupa uma posição única na história do esporte, inclusive ele chegou a falar isso para o próprio astro do futebol argentino.
“Então, até que eu falei para ele: ‘você não vem comparar com o Pelé, esquece o Pelé. Esquece o Pelé. Pelé é do outro mundo, esquece. Mas você jogou muito, Maradona’. Realmente, jogou muito. Como o Messi joga muito. Cristiano Ronaldo é um tipo de jogo que eu respeito, mas não gosto muito. Eu já gosto mais do Messi, Maradona. Na maneira de jogar.”
Ao relembrar Maradona, Rivellino destacou não apenas um dos maiores jogadores que viu atuar, mas também a amizade que manteve com o argentino até os últimos anos de sua vida. Para o ídolo corintiano, o carinho demonstrado pelo camisa 10 da Argentina permanece como uma das lembranças mais especiais de sua trajetória no futebol.







































