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·27 de agosto de 2026

River Plate sofre de novo nos pênaltis e acumula mais um fracasso no ano

Imagem do artigo:River Plate sofre de novo nos pênaltis e acumula mais um fracasso no ano

O River Plate despejou mais de R$ 300 milhões em reforços na janela de transferências para estancar a crise sem precedentes no time, mas os resultados ainda não apareceram. Nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, mais um fracasso: uma eliminação em casa, na disputa de pênaltis, diante do Independiente Santa Fe, da Colômbia. 

Depois do empate sem gols no primeiro jogo, na semana passada, o River contou com o apoio massivo de seu torcedor no Monumental e saiu na frente, com gol de Driussi no começo do segundo tempo. Mas o time recuou, se desestruturou e sofreu o empate faltando 10 minutos para o fim da partida, levando a decisão da vaga para os pênaltis. Então, mais drama: foram 22 cobranças até Wimar Asprilla fechar a vitória colombiana por 8 a 7.


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O Santa Fe, aliás, agora será o adversário do Vasco nas quartas de final da Copa Sul-Americana.

Coudet vai seguir?

Como é de costume em caso de uma eliminação precoce de um time grande, o treinador tende a ser a primeira vítima. Mas é difícil encontrar motivos para justificar a continuidade do trabalho de Eduardo Coudet no cargo. 

Alvo favorito da mídia argentina hoje, o treinador sequer foi para a entrevista coletiva depois do jogo e sua demissão parece ser uma questão de tempo. Contratado em março para substituir a lenda Marcelo Gallardo - que também não vinha bem - Coudet acumula 13 vitórias, seis empates e oito derrotas em 27 jogos, mas venceu apenas um dos últimos novo compromissos, com o único triunfo servindo de intervalo de uma série de cinco derrotas e a sequência de três empates.

Além da queda na Sul-Americana, o River perdeu a final do Apertura do Argentino para o Belgrano, foi eliminado da Copa Argentina para o Aldosivi e é apenas o 14º colocado no Grupo B do Clausura, com quatro pontos em seis jogos, nove atrás do líder Argentino Juniors.

Antes mesmo da confirmação da demissão do treinador, a especulação é de que Ramón Diaz, ex-Corinthians e Vasco, seja o favorito ao cargo. O nome do treinador, campeão da Libertadores com o River em 1996, chegou a ser cantado por torcedores nos arredores do Monumental ontem, depois da queda.

O trauma dos pênaltis

A queda na disputa de pênaltis foi só mais um trauma neste que passou a ser um pesadelo para o torcedor dos Millonarios. Essa foi a 10ª eliminação desta forma nas últimas 13 vezes que o River foi decidir seu destino nas penalidades. 

Tudo começou depois da vitória sobre o Cruzeiro, nas oitavas da Copa Libertadores de 2019. Então vieram oito derrotas seguidas na marca da cal, sendo duas contra o arquirrival Boca Juniors, e a "maldição" só se encerrou no ano passado, quando conseguiram superar, em questão de uma semana, o Libertad, na Libertadores, e o Unión, na Copa Argentina

Mas não se tratava de uma página virada na história do clube: a final da Copa Argentina também foi parar na disputa de pênaltis e o River perdeu para o Independiente Rivadavia, e o triunfo sobre o San Lorenzo, nas oitavas do Apertura de 2026, só deu mais esperança antes da tragédia da noite de ontem. 

Goleiro herói virou vilão

Uma das grandes crueldades da noite se passou com o goleiro Santiago Beltrán, que acabou sendo o responsável por perder a última cobrança do River Plate, abrindo a porta para a confirmação da vaga do Santa Fe. A péssima cobrança, que mais pareceu um tiro de meta, atrapalhou os planos de quem tinha tudo para ser herói.

Beltrán tinha defendido a cobrança de Emmanuel Olivera e o River teve chance de fechar a disputa contra o Santa Fe em sua quinta cobrança, mas Rafael Borré desperdiçou a penalidade.

Depois disso, nas alternadas, Martínez Quarta perdeu a sexta cobrança do River, mas o goleiro defendeu o chute de Jhojan Torres. Depois, no oitavo pênalti dos argentinos, Facundo González perdeu, mas Beltrán estava lá mais uma vez para salvar, parando Jeison Angulo. Ou seja, o camisa 41 pode dizer que fez sua parte, mas faltou colaboração.

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