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·06 de julho de 2026

Roberto Assaf: O nome do créu é Haaland

Imagem do artigo:Roberto Assaf: O nome do créu é Haaland

Erling Haaland decidiu: 2 a 1 . No primeiro gol, Gabriel Magalhães – que é zagueiro do Arsenal e jogou várias vezes contra – bobeou, e até pareceu que não sabia do que o norueguês era capaz. No segundo, o artilheiro, implacável, bateu de longe e Alisson, como faz habitualmente, Só pulou. Atrasado. O Brasil nunca ganhou do adversário. Segunda derrota em Copa do Mundo. A primeira em 1998, quando era possível perder. Agora, fatal. Ele é o cara. Está sempre na direção da bola. Quando ela cai no pé dele também é problema. Como fez hoje. Fim de festa. Créu. Sem remos. Assim, o  país do futebol acompanha o resto do torneio pela TV.

A Noruega começou atacando, e chegou marcar um gol, bem anulado. Os apoiadores tinham liberdade para manobrar e facilidade para alimentar os atacantes. Mas, em lance fortuito, Kristoffer Ajer fez pênalti evidente em Matheus Cunha, e o Brasil desperdiçou a sua primeira grande oportunidade, pois Bruno Guimarães cobrou à esquerda, para defesa de Orjan Nyland. O jogo ficou equilibrado, e embora o time europeu a posse da bola, a equipe dirigida por Carlo Ancelotti criava mais. Como ocorreu aos 30, quando Gabriel Martinelli cruzou por trás do goleiro e ninguém conseguiu aproveitar.


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A Noruega, porém, continuava visando marcar, tanto que Martin Odegaard, a referência dos escandinavos, bateu aos 35, de longa distância. E  Alisson quase engole o frango, o que é freqüente em sua carreira. Aos 39, Vinícius Júnior driblou Julian Ryerson e bateu forte, para nova defesa de Orjan Nyland. Ao fim do primeiro tempo, o time de Stale Solbaken procurava cadenciar o ritmo, pois o calor castigava os europeus. Nos acréscimos, Martin Odegaard, livre na área, chutou e Alisson – isso é comum em goleiros ruins quando a finalização é muito próxima – impediu o gol.

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Haaland detona o Brasil. Foto:  Al Bello/Getty Images

Breasil leva o créu de Haaland no segundo tempo

A Noruega trocou dois jogadores no intervalo, Alexander Sorloth e Antonio Nusa respectivamente por Oscar Bobb e Andreas Schjelderup, para ampliar o fôlego. A ordem deles, na prática, era reter a bola o maior tempo possível, para evitar o cansaço. Aos 12, Endrick substituiu Matheus Cunha. O Brasil chamava o adversário, e optava pelos contra-ataques, como ocorreu aos 14 minutos, quando Endrick entrou livre na área, e bateu de canhota para fora, na saída do goleiro. Logo depois, quase Rayan fez – mais defesa de Orjan Nyland. Aos 21, Kristoffer Ayer cruzou rasteiro e Braut Haaland – braut, em norueguês é “noivo” – chegou atrasado.

Entraram Danilo Santos e Neymar. Deixaram o campo Rayan e Gabriel Martinelli. Havia, no geral, um equilíbrio e uma partida indefinida por completo. Aos 29, novamente na área, Andreas Schjelderup tentou o canto direito e o goleiro rebateu. Assim, tensão dentro e fora do gramado. Aos 33, Éderson Silva mandou Bruno Guimarães para o banco. E o mesmo Schjelderup levantou para Erling Haaland avançar à frente de Gabriel Magalhães e concluir de cabeça, à esquerda, aos 34: 1 a 0. A Noruega seguiu com o seu jogo e o Brasil começou a entrar em desespero. Aos 39, Endrick chutou na trave. Mas aos 52, Leo Ostigard fez pênalti em Casemiro. Neymar diminuiu: 2 a 1. Enfim, sem tempo para nada.

Vinte e oito anos sem Mundial. Mas o Brasil, como consolo, continua sendo o único penta..

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