Jogada10
·05 de fevereiro de 2026
Roberto Assaf: “Vale a discussão: Quadrangular da Morte é título?”

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O Flamengo – que empatou às duras penas por 1 a 1 com o Internacional no Maracanã – está diante de um problema sério: demitir Filipe Luis, pois a indenização é milionária, e a contratação de um técnico de verdade também vai custar muito dinheiro. Após muito tempo enganando, a torcida parece que vai perceber enfim o que é este treinador, que escala, mal, substitui mal, justifica mal. Além disso, é de uma teimosia absurda. Mas a culpa não é só dele. Também é de quem dirige o clube. Está na hora de uma intervenção no futebol.
Flamengo e Internacional fizeram um primeiro tempo equilibrado, cada qual obedecendo a um estilo, em jogo praticamente sem chances de gol. O time carioca tentava trocar passes com maior velocidade, e buscava penetrar na área sem sucesso, repetindo os erros de compromissos anteriores, o pior deles a noção de espaço que os atletas devem ocupar, notadamente do meio para frente. O gaúcho, mais cauteloso, vez por outra chegava ao ataque, arriscando chutes de longa distância. Na realidade, nenhuma das equipes mostrou nada de interessante. Nos acréscimos, a estratégia do Internacional funcionou: Carbonero rolou para Borré, que driblou o medíocre Léo Ortiz, que caiu sentado, e bateu na saída de Rossi: 1 a 0. O Flamengo não vira jogo que sai perdendo, quando Filipe Luis está à beira do campo, supostamente dirigindo a equipe.
O Flamengo voltou com Varela, ou seja, com 10, pois Royal – e La Cruz – não contam, e Pedro, pois que só na cabeça de Filipe Luis pode ser reserva. A partida reiniciou com correria de ambos os lados, Carbonero envolvia a defesa rubro-negra como queria, e o time carioca tombava na marcação do Inter, e Paquetá tirou uma oportunidade para Varela. A torcida começou a incentivar, mas é curioso que ninguém critica o suposto técnico, embora muitos que vão hoje ao Maracanã não entendem muito de futebol, mas principalmente de selfies.
O tempo vai passando, a equipe vai errando, o adversário faz trocas pontuais, para ampliar a marcação. Assim, o Flamengo se arrasta. Aos 17, La Cruz levou cartão amarelo. Importante para notar que ele estava em campo. Pouco depois, o técnico tirou Éverton Cebolinha e pôs Samuel Lino, uma espécie de Caldeira da década atual. Mas o Internacional fez uma besteira: recuou excessivamente, por simples receio do cenário
Aos 20, a arbitragem marcou pênalti de Bernabei em Varela, que fazia esquecer Royal. Depois, aos 22, Arrascaeta cobrou à esquerda, sem chance para o compatriota Rochet: 1 a 1. Aos 28, La Cruz deixou o campo. Foi passear em Pocitos. O Internacional já não é o mesmo, satisfeito com o empate, retrato de um treinador medroso, que já poderia ter liquidado o jogo, com um mínimo de coragem. No fim mais substituições para segurar o resultado.
Aos 45, falta a favor do Internacional. Alan Patrick, cheio de marra, bateu para fora. E a arbitragem deu mais nove minutos. Samuel Lino brigava com a bola – são inimigos – e Carrascal, atabalhoado, que já havia perdido chance, continuava tropeçando. O Internacional fez o tempo passar – o cai-cai passou a ser comum – e segurou o resultado. Pèssimo para os dois.
Agora,seos resultados não ajudarem na do Carioca, vamos ao Quadrangular da Morte! O técnico será Filipe Luis?








































