Jogada10
·27 de junho de 2026
Rochet, do Internacional, é apontado com um dos líderes contra Bielsa no Uruguai

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Os bastidores da eliminação do Uruguai na Copa do Mundo ganharam contornos dramáticos após a derrota por 1 a 0 para a Espanha, na última sexta-feira (26), em Guadalajara. No entanto, o resultado de campo acabou ficando em segundo plano diante de uma grave crise interna.
Isso porque o goleiro do Internacional, Sergio Rochet, que substituiu Muslera no intervalo da partida, despontou como um dos articuladores de uma rebelião contra o técnico Marcelo Bielsa momentos antes do confronto decisivo.
A contestação ao comandante argentino começou a se desenhar ainda na preparação para o duelo. Conforme informações reveladas pela rádio Espectador Deportes, Rochet liderou um forte questionamento a Bielsa. Isto ao lado de nomes de peso como Federico Valverde, Manuel Ugarte e Rodrigo Bentancur.

Rochet entrou no segundo tempo contra a Espanha – Foto: Ricardo Duarte / Internacional
O grupo de atletas manifestou profunda insatisfação com a excessiva carga dos treinamentos, apontando o desgaste físico como o principal motivo para as lesões que afetaram o elenco. Adicionalmente, os líderes do plantel exigiram mudanças na postura tática da equipe. Eles sugeriram um esquema defensivo em bloco baixo para explorar os contra-ataques diante dos espanhóis.
Em resposta imediata à pressão, Bielsa convocou uma reunião geral com todo o elenco para expor as suas diretrizes. De acordo com os relatos, o treinador conduziu um monólogo de 48 minutos, no qual defendeu sua metodologia de trabalho e confrontou os atletas diretamente.
Durante o pronunciamento, o técnico acusou o grupo de tentar derrubá-lo do cargo desde o momento em que ele decidiu barrar as convocações do veterano Luis Suárez e excluir o volante Nahitan Nández da lista final para o Mundial.
A tensão atingiu o ápice quando o comandante argentino subiu o tom e afirmou que a sua comissão técnica moldou a carreira de atletas como Cáceres e Maxi Araújo.
Essa declaração inflamou os ânimos de parte do elenco, provocando a saída imediata de alguns jogadores da sala de reuniões. Apesar dos esforços do zagueiro Giménez, que tentou conter os companheiros e acalmar os ânimos, o racha no vestiário se consolidou pouco antes de a bola rolar.
Como reflexo desse ambiente hostil, o Uruguai sucumbiu em campo e se despediu do torneio após o gol de Baena no primeiro tempo.
O lance, inclusive, nasceu de uma falha do veterano Fernando Muslera, que disputava sua quinta Copa do Mundo. Duramente vaiado pela torcida, o goleiro titular deixou o gramado no intervalo para a entrada de Rochet. Ele sequer retornou ao banco de reservas na etapa final.


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