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·22 de março de 2026
Roger diz que derrota “machuca” e explica atuação abaixo do São Paulo: “Estratégia se dissolveu”

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·22 de março de 2026

O técnico Roger Machado deixou o gramado do Morumbis insatisfeito com a atuação do São Paulo na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, na noite do último sábado, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador admitiu que a equipe tricolor não conseguiu encontrar soluções em meio ao bloco baixo da defesa do Verdão, que abriu o placar com cinco minutos de jogo.
“Esses dois jogos [Atlético-MG e Palmeiras] foram muito parecidos. Saímos atrás no placar contra equipes que tem uma proposta de transição e tem sua força defensiva, valores que, ao sair na frente, fazem com que a partida mude de estratégia. A estratégia inicial não era cruzar tantas bolas, mas quando tentamos bolas por dentro, fomos contra-atacados. Os poucos espaços apareceram pelo lado, daí a quantidade de cruzamentos, em função de uma defesa muito baixa de um time que saiu na frente com cinco minutos”, explicou o treinador.
“A ideia inicial era conseguir atrair o Palmeiras saindo do nosso campo usando a figura do Danielzinho e do Bobadilla nos corredores, empurrando os laterais para amplitude e ter superioridade no meio. Mas com cinco minutos, a estratégia se dissolveu com o gol cedo. Infelizmente, conseguimos ter volume, mas não [criamos] chances claras de gol”, acrescentou.
O São Paulo terminou o Choque-Rei com 41 cruzamentos, sendo que acertou apenas três, de acordo com plataformas de estatísticas. Roger Machado reconheceu que o time abusou das bolas aéreas e precisa encontrar novas soluções. Ele ainda lamentou a derrota em casa para o rival diante de 55 mil torcedores.
“Perder nunca é bom. Busquei não lidar com o tempo sem vencer o nosso rival, mas com a possibilidade de voltar à liderança. Machuca muito, mas o que mais machuca é porque a nossa casa estava muito bonita, 55 mil torcedores que nos apoiaram e depois do gol, seguiram cantando. Claro que ficam chateados, e isso nos chateia também. Ao mesmo tempo, dá vontade de retribuir todo o carinho com muito trabalho”, analisou.
Roger Machado também explicou as mudanças no intervalo. Em uma tentativa de tornar o time mais ofensivo, o técnico promoveu três alterações de uma vez só. Sacou Enzo Díaz, Cauly e Alan Franco para colocar Wendell, Tapia e Arboleda. As trocas, entretanto, não surtiram efeito.
“A opção pela saída do Cauly, ele teve dificuldade em encontrar espaços em uma marcação quase individualizada. Flutuou, se somou muito à frente, mas não estava levando vantagem significativa ali. E no jogo de força muitas vezes utilizado pelo Palmeiras, estávamos sucumbindo e devolvendo a bola muito rápido ao rival. A ideia era com o Luciano ali, colocando o Tapia ali, continuar com o controle daquela bola no setor e com o Luciano que tem uma capacidade de um jogo mais físico no meio”, avaliou.
“Do Tapia, foi para ter a figura do Calleri entre os zagueiros, e o Tapia com um pouco mais de movimentação nos poucos espaços que aparecessem. Depois, o Wendell foi em função de ter mais ofensividade e pelo fato do Enzo ter o cartão amarelo no primeiro tempo, que poderia ser perigoso”, prosseguiu.
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Por fim, Roger Machado ainda deixou elogios à arbitragem do clássico, comandada por Anderson Daronco. O tema foi assunto antes do Choque-Rei, com uma declaração de Abel Ferreira que iniciou uma série de troca de farpas entre personagens como Rui Costa (diretor do São Paulo), Anderson Barros (diretor do Palmeiras), Leila Pereira (presidente do Palmeiras) e Harry Massis (presidente do São Paulo).
“Mesmo com todo o questionamento, eu estive preocupado com as questões do campo. Claro que quando o árbitro apita da forma como pouco aparece, é porque teve uma boa arbitragem. Daronco é um cara experiente. Senti falta de agilizar mais o jogo em alguns momentos, principalmente quando a partida estava mais parada pelo nosso adversário, mas de modo geral ele não comprometeu. Conduziu bem”, concluiu o técnico.
Com o resultado, o São Paulo amargou a segunda derrota seguida no Campeonato Brasileiro e permaneceu na segunda colocação, com 16 pontos, mas ainda pode perder a vice-liderança em caso de vitória do Bahia, que encara o Remo, fora de casa, neste domingo.
Uma vitória do Flamengo por dois ou mais gols de diferença também tira o São Paulo da vice-liderança. O Rubro-Negro encara o Corinthians, também no domingo, na Neo Química Arena.









































