Roger faz forte desabafo após mais vaias e garante permanência: “Que exemplo eu daria para as minhas filhas desistindo” | OneFootball

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·22 de abril de 2026

Roger faz forte desabafo após mais vaias e garante permanência: “Que exemplo eu daria para as minhas filhas desistindo”

Imagem do artigo:Roger faz forte desabafo após mais vaias e garante permanência: “Que exemplo eu daria para as minhas filhas desistindo”

Roger Machado resolveu abrir o coração. Após a vitória sobre o Juventude por 1 a 0, no duelo de ida dos 16avos de final da Copa do Brasil, no Morumbi, nesta terça-feira (21), o jogo em segundo plano ao treinador enfim deixar de minimizar as vaias, ofensas e cobranças que vêm sofrendo da torcida do São Paulo.

“Sempre a gente se questiona. O que eu daria como exemplo para minhas duas filhas se nesse momento de maior dificuldade, de pressão externa, que em alguns momentos me parece um pouco injusta, eu desistisse? Não vou desistir”, disse.


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De maneira enfática, Roger afirmou de maneira clara que não vai pedir demissão, contrariando alguns boatos que circularam desde o final de semana, após a derrota para o Vasco de virada, pelo Campeonato Brasileiro.

“Sigo trabalhando até quando o presidente e o Rui (Costa, executivo de futebol) entenderem que é positivo. Claro que esse ambiente externo de pressão ao treinador acaba contaminando o jogo, faz com que os jogadores fiquem ansiosos. Não foi um, nem dois, três, quatro. Foram todos que vieram me dar um abraço e pedir que seguisse firme”, completou.

“Esse cargo não é meu, eu estou treinador do São Paulo até quando entenderem que seja necessário e possível. Sinto neste momento que presidente, Rui, Rafinha (gerente de futebol), confiam nesse trabalho”, concluiu.

O São Paulo abriu o placar com gol de Luciano ainda no primeiro tempo e dominando as investidas, sustentando 65% de posse de bola, mas desperdiçou chances, viu um adversário ser expulso no início do segundo tempo e, atuando com um a mais, ainda perdeu ainda um pênalti cobrado por Calleri e defendido pelo goleiro rival.

Roger tornou-se alvo de vaias da torcida ainda no intervalo e também no fim da partida, deixando o campo debaixo de xingamentos.

“Estou sendo julgado mais do que pelos resultados, contexto do clube também está entrando nessa conta. E aí está ficando pesado. Gera insegurança no jogador. Tenho confiança na reversão. Eu sinceramente nunca vi isso (essa situação), mas acredito na força do trabalho”, disse.

“Hoje, embora vencendo e poderíamos ter vencido de muito mais, saímos decepcionados de campo pela frustração de não ter feito mais gols e definido uma classificação. É um jogo que saio com sentimento de tristeza. Gostaria de compreender”, lamentou.

Perguntado sobre o que estaria sendo feito nos bastidores do clube , o comandante são-paulino reconheceu de maneira indireta que se trata da insatisfação pela demissão do antecessor Hernán Crespo quando este liderava o Brasileirão.

“Não consigo te dar essa resposta. Gostaria de ouvir do torcedor porque essa manifestação com tanto peso. Não vem agora em função dos resultados e das atuações, foi anterior à minha chegada e só aumentou neste 40 dias”, apontou.

“Importante a gente diferenciar o ambiente interno das pressões externas. O ambiente interno é saudável, preservamos e todos estão envolvidos para que as coisas deem certo. Contexto externo, pressão, acabam de uma certa forma impactando os atletas”, completou.

Pelo menos um sinal de apoio a Roger veio da principal torcida organizada do clube. A Independente decidiu dar um trégua e não endossar as vaias e xingamentos. Um de seus principais líderes, Henrique Gomes, o Baby, chegou a postar cobrando a torcida para poupar o técnico.

“Tenho divido com a minha esposa e com minhas filhas que esse momento é muito mais que futebol. Está sendo uma experiência de vida maravilhosa. Como preservar a saúde? Dormindo bem, se alimentando bem, tendo pessoas ao seu lado que te passam confiança e estando em um ambiente de trabalho interno maravilhoso. Se tem algo que me motiva é o carinho que recebo internamente no CT diariamente. Me faz chegar três horas antes para organizar as atividades, rever a estratégia e dar o melhor treino. Muitas vezes, na batalha, o comandante veste vermelho, que é para ninguém ver que ele está ferido. Seguimos”, concluiu, admitindo que o ambiente criado em seu entorno está prejudicando o rendimento do time.

“No jogo da Sul-Americana pedi que os jogadores ficassem mais calmos porque estávamos ansiosos por causa do ambiente externo criado em oposição ao treinador. Isso é ruim para o trabalho e ruim para o São Paulo. Mas são 33 anos nesse lugar. Já houve momentos em que estive pressionado, em alguns passou esse gap das pressões e em outros não. Sigo forte e acreditando na reversão desse cenário”, disse.

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