Papo na Colina
·25 de maio de 2026
Rombo técnico! Levantamento mostra que reforços milionários do Vasco somam só 4 gols

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·25 de maio de 2026

O Vasco enfrenta um grave problema de eficiência em suas contratações ofensivas após investir o montante expressivo de R$ 105,9 milhões na aquisição de seis reforços para o setor de frente na atual gestão administrativa. De acordo com um levantamento estatístico exclusivo realizado pela reportagem do Papo na Colina nesta segunda-feira (25), o pacote de jogadores de meio para a frente entregou a tímida marca de apenas 8 participações diretas em gols na temporada de 2026. O baixo rendimento técnico dos atletas contratados com status de solução para o elenco aumentou a pressão sobre o comitê de futebol no Rio de Janeiro, especialmente após a equipe flertar diretamente com a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
O mapeamento financeiro aponta que as maiores fatias do orçamento da SAF foram destinadas a atletas que não conseguiram se firmar entre os titulares do técnico Renato Gaúcho. O atacante Brenner, contratado pelo valor impactante de R$ 31 milhões, disputou 23 jogos e anotou somente 3 gols e uma assistência até o momento. Cenário semelhante vive o colombiano Marino Hinestroza, que custou R$ 30 milhões aos cofres cruz-maltinos e balançou as redes em nenhuma oportunidade, contribuindo com apenas um passe para gol durante as suas 18 exibições oficiais no gramado de São Januário.
A lista de contratações que não deram certo na atual temporada engloba outras peças que continuam amargando a reserva ou sofrendo com críticas severas das arquibancadas. O ponta Benjamin Garré recebeu um investimento de R$ 15 milhões para adquirir seus direitos econômicos, mas soma uma única assistência em 22 compromissos disputados. Já o meia suíço Maxime Domínguez, que demandou o pagamento de R$ 12,4 milhões, anotou um gol isolado e distribuiu um passe decisivo ao longo de suas 15 participações táticas na temporada.
O encerramento do balanço estatístico do setor ofensivo traz números ainda mais preocupantes para os analistas de desempenho do clube associativo. O atacante angolano Loide Augusto foi comprado por R$ 9 milhões e continua zerado em participações diretas após entrar em campo 18 vezes no ano. Fechando o pacote de atletas de frente que não vingaram, o chileno Jean David custou R$ 8,5 milhões e não registrou gols ou assistências nas 15 partidas em que foi acionado pela comissão técnica vascaína.
O cenário de terra arrasada do meio para a frente só não é completo devido ao rendimento de três peças específicas que conseguiram se salvar das críticas gerais. O volante Thiago Mendes se consolidou como o principal nome do elenco na atualidade, ditando o ritmo de marcação no meio-campo e demonstrando a liderança necessária no vestiário. No comando do ataque, o centroavante argentino Claudio Spinelli tem se destacado pela luta individual e pelos gols marcados, acumulando uma estatística digna com 5 gols anotados e uma assistência na conta.
A terceira peça que consegue entregar alguma consistência tática é o meio-campista colombiano Johan Rojas, que atua na Colina por meio de um contrato de empréstimo. Embora o meia conviva com cobranças esporádicas dos torcedores organizados por conta da oscilação coletiva da equipe, suas atuações são consideradas úteis pela comissão técnica de Renato. A diretoria executiva do Vasco precisará utilizar esses dados internos para recalibrar os critérios de avaliação de mercado na janela de julho, buscando reforços que entreguem retorno técnico imediato para afastar o fantasma da Série B.

Spinelli tem feito gols e entregado luta em campo – Foto: Dikran Sahagian / Vasco da Gama
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