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·23 de junho de 2026

Rui Costa contratou um jogador por mês no São Paulo, mas só nove deles se firmaram como titular

Imagem do artigo:Rui Costa contratou um jogador por mês no São Paulo, mas só nove deles se firmaram como titular

Rui Costa deixou o comando do futebol profissional do São Paulo. Demitido no último final de semana, o executivo chegou ao clube em janeiro de 2021, contratado pelo então presidente recém-empossado Julio Casares. E a eficiência apresentada no cargo talvez justifique o fato da saída ter sido aplaudida por grande parte da torcida.

Em seus pouco mais de cinco anos na diretoria, Costa contratou o expressivo número de 60 jogadores. Ou seja, durante sua gestão no futebol, seja subordinado a um diretor estatutário, seja como o principal responsável pelo setor, ostentou uma chamativa média de quase um atleta novo por mês. Desses, 16 deixaram o clube antes mesmo do término do vínculo assinado.


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Muita coisa para uma equipe que atravessa uma das maiores crises financeiras de sua história. E mais do que nunca, nesse caso quantidade passou longe de significar qualidade.

Dos 60 atletas contratados no período analisado, apenas 16 participaram de mais de dois terços das partidas oficiais realizadas durante suas respectivas passagens, e somente nove firmaram-se como titulares em mais de 50% desses confrontos.

Em contrapartida, o índice de atletas com baixa minutagem é expressivo: 20 contratados disputaram menos de um terço dos jogos da equipe, enquanto 29 iniciaram entre os titulares em menos de um quarto das partidas.

Baixo rendimento ofensivo

O desempenho do setor de ataque também registra indicadores abaixo do esperado. Das 32 contratações efetuadas para o meio-campo e o setor ofensivo, apenas três atletas superaram a marca de 20 gols marcados: André Silva, Jonathan Calleri e Lucas Moura.

O trio também lidera o aproveitamento individual, sendo os únicos jogadores com mais de dez atuações a sustentar uma média superior a 0,2 gol por partida.

O grupo de jogadores que alcançaram os dois dígitos em número de gols pelo clube restringe-se a outros quatro nomes: Ferreirinha (20 gols) Emiliano Rigoni (14 gols na primeira passagem), Éder Citadin (11 gols) e Damián Bobadilla (10 gols).

A saída do executivo de futebol Rui Costa vinha sendo articulada nos bastidores do São Paulo há meses, impulsionada pelo aumento da pressão política e pela oscilação esportiva da equipe.

O presidente Harry Massis vinha resistindo às cobranças de conselheiros aliados, membros da oposição e de setores da torcida. Contudo, o mandatário optou por selar a demissão durante a pausa do calendário para a Copa do Mundo, período estratégico que oferece maior margem para a reorganização do departamento de futebol sem o impacto imediato das competições.

O desgaste do executivo acentuou-se após a demissão do técnico Hernán Crespo, em março, período em que o São Paulo liderava o Campeonato Brasileiro. A contratação de Roger Machado para o cargo tornou-se o principal ponto de ruptura na gestão do dirigente. O treinador permaneceu menos de dois meses na função, sendo demitido após a eliminação da equipe para o Juventude na Copa do Brasil, o que culminou na contratação de Dorival Júnior.

A alta rotatividade no comando técnico, somada à queda do time para a oitava colocação no Campeonato Brasileiro, intensificou os questionamentos sobre a condução do setor. Outro fator determinante para a destituição de Rui Costa foi o teor de suas declarações após a saída de Roger Machado; ao compartilhar publicamente a responsabilidade da contratação com a alta cúpula do clube, o ex-executivo gerou forte desconforto interno e precipitou o fim de sua viabilidade política no Morumbi.

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