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·30 de junho de 2026
SAD do FC Porto decide dossiês dos emprestados até ao fecho do mercado

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Em paralelo com o regresso de Eustáquio ao FC Porto, há outros jogadores que passaram por empréstimo e que também são esperados nos próximos dias no Olival para começarem a pré-temporada, ainda que, para já, não haja intenção de integrar qualquer um deles no plantel principal, cujos trabalhos arrancam esta quarta-feira. Até ao fecho do mercado, a SAD vai analisar estes processos, procurando, numa primeira fase, retirar o maior retorno financeiro possível destes ativos, embora nem todos se enquadrem nessa prioridade.
Por partes: Samuel Portugal (Al Akhdoud), Iván Jaime (CF Montréal), Gabriel Veron (Nacional), Dennis Konney (Gondomar) e Kotaro Nagata (Oliveirense) são os jogadores cedidos na época passada cujo futuro será definido nesta janela de transferências de verão. Já o caso de Vasco Sousa é diferente: o médio, emprestado ao Moreirense, foi operado a uma fratura do perónio da perna direita em dezembro, mas o pós-operatório complicou-se devido a um vírus hospitalar. Regressou ao Olival após 39 dias de internamento e 21 idas ao bloco operatório e continuará a recuperação com a equipa médica portista.
Outro caso à parte é o de Tomás Pérez. O médio emprestado ao Atlético Mineiro vai manter-se no Brasil até dezembro. Em maio, os brasileiros não ativaram a cláusula de 5 milhões de euros para adquirir 80 por cento do passe do internacional sub-20 argentino, mas ainda poderão fazê-lo até 31 de dezembro, embora por um valor superior, de 5,5 milhões de euros.
Importa referir que, no âmbito do empréstimo de Samuel Portugal, que rendeu uma taxa de 215 mil euros, os dragões ficaram com uma opção para prolongar o vínculo do brasileiro até 2028, a exercer até setembro, de forma a evitar que entre no último ano de contrato.
As operações fechadas pela SAD portista com André Franco, Ángel Alarcón e Danny Namaso garantiram ao FC Porto um encaixe mínimo de 8,65 milhões de euros, montante que pode aumentar com bónus e variáveis. No caso de André Franco, estão assegurados 650 mil euros fixos pela cedência definitiva de 50 por cento dos direitos económicos ao Chicago Fire, valor dividido em três tranches e que pode chegar, com objetivos, perto dos 865 mil euros, mantendo o FC Porto metade do passe do médio português.
O extremo espanhol Ángel Alarcón, por sua vez, proporcionou 2 milhões de euros com a opção de compra exercida pelo Utrecht sobre 50 por cento dos direitos económicos, numa operação sem custos de intermediação e que inclui ainda 25 por cento de uma futura mais-valia para os dragões. O FC Porto reservou também a possibilidade de recomprar 40 por cento dos 50 por cento do passe de Alarcón agora nas mãos do Utrecht por 3 milhões de euros.
Danny Namaso foi o dossiê mais significativo, com 1 milhão de euros garantido pela taxa de empréstimo ao Auxerre e mais 5 milhões de euros pela transferência definitiva, depois de cumpridos os critérios que tornaram obrigatória a opção de compra, elevando para 6 milhões de euros o encaixe apenas neste negócio com o internacional camaronês. A estes números juntam-se ainda até 700 mil euros em remuneração variável ligada a objetivos individuais e colectivos, o que pode fazer subir o valor total da operação relativa a Namaso.
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