Sadio Mané explica decisão de retornar ao campo após protesto na Copa Africana de Nações | OneFootball

Sadio Mané explica decisão de retornar ao campo após protesto na Copa Africana de Nações | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Gazeta Esportiva.com

Gazeta Esportiva.com

·20 de janeiro de 2026

Sadio Mané explica decisão de retornar ao campo após protesto na Copa Africana de Nações

Imagem do artigo:Sadio Mané explica decisão de retornar ao campo após protesto na Copa Africana de Nações

Neste domingo, a final da Copa Africana de Nações ficou marcada por um final de jogo cheio de polêmicas. Ao final da partida, os jogadores de Senegal saíram de campo em protesto, antes de a partida ser finalizada. No entanto, minutos depois, retornaram após influência do atacante ex-Liverpool, Sadio Mané.

As cenas aconteceram aos 53 minutos da segunda parte da partida, quando o árbitro, com auxílio do VAR, marcou um pênalti para a seleção de Marrocos, minutos depois da arbitragem anular um gol de Senegal. A marcação não foi bem aceita pelo técnico senegalês Pape Thiaw, que ordenou que o time saísse de campo.


Vídeos OneFootball


O jogo ficou interrompido por 16 minutos, até que Mané, único jogador da equipe que permaneceu em campo, se dirigiu aos vestiários e voltou com todo o elenco de volta para o gramado.

Sadio Mané justifica sua decisão

Após a partida, Sadio destacou o porquê de sua decisão.

“Imagine por um segundo entrar nos vestiários e a partida de futebol parar ali. Acho que isso transmitiria uma imagem negativa do nosso futebol. Acho que a África hoje não merece isso. O futebol africano evoluiu de uma forma incrível e a prova disso é que é acompanhado no mundo inteiro. Então, da minha parte, fiz o que tinha que fazer.”, explicou.

“Acho que seria uma loucura não jogar esta partida, porque, o quê? O árbitro marcou um pênalti e nós saímos do jogo? Acho que isso seria a pior coisa, especialmente no futebol africano. Prefiro perder do que ver algo assim acontecer com o nosso futebol.”, acrescentou.

Após o reinício da partida, o atacante do Real Madrid, Brahim Díaz, perdeu a cobrança após dar uma “cavadinha” nas mãos do goleiro Mendy.

O jogo foi para a prorrogação, onde, logo aos quatro minutos do tempo extra, o meio-campista do Villareal, Pape Gueye, marcou o gol do segundo título de Senegal na competição.

Técnicos discordam sobre protesto

Em entrevista pós-jogo, o técnico de Senegal se desculpou por sua opção de retirar a equipe de campo.

“Depois de refletir sobre o ocorrido, fiz com que eles voltassem (para o campo) – você pode reagir no calor do momento. Reconhecemos os erros do árbitro. Não deveríamos ter feito isso, mas já está feito e agora apresentamos nossas desculpas ao futebol.”, disse.

Porém, o treinador da seleção de Marrocos, Walid Regragui, criticou a decisão de Thiaw.

“A imagem que passamos da África é vergonhosa. Um treinador que pede aos seus jogadores que saiam de campo… O que Pape fez não honra a África”, disse Regragui.

Saiba mais sobre o veículo