Jogada10
·11 de março de 2026
SAF Botafogo pede que Textor siga no comando até decisão da arbitragem

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·11 de março de 2026

Antes do jogo contra o Barcelona-EQU, que determinou a eliminação do Glorioso da Copa Libertadores, a SAF Botafogo protocolou um documento nesta terça (10) para tentar manter John Textor no controle da empresa. O clube informou à Justiça do Rio de Janeiro que aceita transferir a briga com a Eagle Bidco para o Tribunal Arbitral.
No entanto, a defesa solicita a preservação das decisões vigentes até a análise dos árbitros. A Eagle, representante dos interesses da Ares, defende a resolução da disputa exclusivamente por arbitragem agora que o órgão está constituído.
Na prática, os advogados de Textor querem evitar um afastamento antes de uma nova análise jurídica. A SAF argumenta que não se opõe à extinção da cautelar pré-arbitral, desde que os efeitos da decisão que segura o americano no cargo continuem valendo. O Tribunal Arbitral funciona como um meio alternativo e autônomo para resolver conflitos, mas ainda não tem uma data definida para avaliar o mérito da questão.
“A SAF Botafogo não se opõe à extinção da presente cautelar pré-arbitral, desde que seja ressalvado, expressamente, a manutenção dos efeitos da decisão proferida até reapreciação da matéria pelo Tribunal Arbitral, à luz do entendimento da jurisprudência da e Corte Superior “, diz uma parte do documento.

John Textor, dono da SAF Botafogo e JP Magalhães, presidente do modelo associativo – Foto: Vítor Silva/Botafogo
O cenário para o Botafogo depende agora de uma resposta da Justiça comum ao pedido feito pela Eagle na semana passada. Caso o juiz aceite extinguir a liminar sem as condições pedidas pela SAF, John Textor pode perder o poder de gestão imediatamente. Com a queda da decisão favorável ao americano, a Eagle teria caminho livre para convocar uma Assembleia Geral e nomear novos membros para o Conselho de Administração.
Se essa mudança ocorrer, a nova cúpula poderá indicar outros diretores estatutários para comandar a SAF. Por enquanto, a estrutura administrativa segue inalterada até que o Judiciário se manifeste sobre o protocolo desta terça (10). O caso segue sob sigilo e envolve o debate sobre quem deve dar as cartas no comando alvinegro desde o ano passado.









































