Saída do FC Porto, Seleção nacional, convite da Bélgica...e do Benfica: Sérgio Conceição abriu o livro | OneFootball

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·08 de junho de 2026

Saída do FC Porto, Seleção nacional, convite da Bélgica...e do Benfica: Sérgio Conceição abriu o livro

Imagem do artigo:Saída do FC Porto, Seleção nacional, convite da Bélgica...e do Benfica: Sérgio Conceição abriu o livro

Atualmente sem clube, depois de ter terminado ligação ao Al-Ittihad, Sérgio Conceição concedeu uma entrevista ao Maisfutebol/CNN/TVI, onde abordou o seu futuro como treinador, falou da hipótese de vir a treinar a seleção nacional lusa e revelou ainda um convite antigo de outra seleção, assim como a possibilidade de treinar o Benfica. Além disso, comentou a saída do FC Porto.

Seleção Nacional: «Volto a dizer, eticamente não é correto dizer se estou preparado. Sou profissional, estou preparado para tudo. Ainda não sei o que vou fazer amanhã. Vou pensar no que poderá aparecer, num projeto que seja um bocadinho diferente, foram dois projetos difíceis. Neste momento sem clube e sem convites? Sim.»


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Outros convites: «Tive a possibilidade de treinar, antes do Al Ittihad, uma seleção que está no Mundial. Não aceitei. Tive um convite quando saiu o Tedesco da Bélgica. Tive dois clubes franceses há bem pouco tempo. A minha carreira, neste momento, passará mais por fora de Portugal.»

Voltar a Portugal: «Muito difícil perante aquilo que é o meu passado em Portugal. Era difícil, mas não posso dizer nunca, porque sou um profissional do futebol. Neste momento sinto que é difícil outro clube em Portugal a não ser o FC Porto. Não vou desmentir que havia interesse de Luís Filipe Vieira em falar comigo para ir treinar o Benfica se fosse eleito, mas nunca se avançou de uma simples conversa informal.»

Quebrar o silêncio após a saída do FC Porto: «Vários motivos, a minha saída do FC Porto não foi fácil, a todos os níveis. Ligação de 7 anos como treinador, o fim de um ciclo de alguém que marcou a minha carreira desportiva, o presidente Pinto da Costa. Era a altura que tinha de ser.»

Arábia: «Cheguei depois de um ano positivo do clube. Ganharam campeonato e a King Cup, mas sabia-se de alguns problemas na estrutura. Saio com uma experiência muito diferente. Eles não estão habituados a treinar durante o dia. Se tivéssemos mais do que um treino por dia já era difícil para eles respeitar os horários.»

Itália: «Os seis meses no Milan foram bastante interessantes.»

O que diria ao falecido pai se tivesse cinco minutos com ele? «Abraçava e agradecia. Os sacrifícios dele foram muitos ao longo da nossa vida, tive a oportunidade de estar 16 anos com ele e recebi ensinamentos fantásticos. Mesmo nos silêncios dele, ele ensinava. Mesmo nos momentos em que era difícil alguma coisa depois de um dia de trabalho, ele ensinava. Sim, cheguei a trabalhar com ele nas férias da escola. Tenho 5 filhos, todos bem formados, o mais novo tem 11 anos, vai pelo mesmo caminho. Respeito, gratidão, humildade… valores intrínsecos, fazem parte de mim. Trajeto muito difícil. O meu queria que acabasse os estudos para trabalhar com ele. Apesar de me acompanhar nas camadas jovens da Académica, ele não me elogiava. Não me lembro de o meu pai dizer ‘gosto muito de ti’, mas mostrava de outras formas. Acho que estaria orgulhoso da minha carreira, a minha mãe também.»

Onde foi buscar força para continuar a acreditar na vitória: «Cheguei ao FC Porto, fiquei no lar de Costa Cabral com alguns jogadores africanos e de outros países e de outras cidades de Portugal. A minha mãe estava doente na altura, ia a Coimbra levar algum dinheiro para ajudar. Não foi fácil. Olhei para o futebol como algo que me dava satisfação enorme. Eles podiam olhar para mim e ver que tudo o que foi o sacrifício deles valeu a pena. Lutei sempre com isso em mente. Sim, choro. Penso neles, no meu irmão, nas pessoas que me ajudaram e estão vivas.»

Dinheiro: «Dinheiro tem importância, facilita a vida, ajuda a ter alguns dos prazeres da vida mundana, mas não é algo que valorizo muitíssimo. É importante, trabalhamos para isso, mas o prazer de ganhar títulos, de ter sucesso na vida. Houve cuidado na gestão do dinheiro, mas não é algo que dê prioridade. Se calhar por isso acontece de forma natural, estou tranquilo a esse nível agora. O que me mais preocupa é o próximo projeto, não o dinheiro.»

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