Portal dos Dragões
·02 de outubro de 2026
Samu e a transferência para o FC Porto: “Há coisas que não quero contar”

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Samu, internacional espanhol e avançado do FC Porto, revisitou a transferência do Atlético de Madrid para os dragões no verão de 2024. Entre a gratidão ao antigo clube e a memória de um período particularmente difícil, afastou também qualquer ressentimento em relação a Diego Simeone e garantiu: “Não tenho nada contra ele.”
O negócio, que ascendeu aos 32 milhões de euros e tornou Samu no reforço mais caro da história do futebol português, continua ligado a uma passagem que o avançado não esquece. Ao recordar a saída do Atlético de Madrid, deixou claro que há pormenores que prefere manter longe do espaço público.
Sobre o papel do clube espanhol no seu percurso, Samu começou por vincar o reconhecimento, sem apagar o sofrimento que marcou a despedida.
“Estou super agradecido ao Atlético de Madrid. Eu, praticamente sem eles, talvez não estaria onde estou”, refletiu.
Esse agradecimento, porém, não anulou as reservas sobre a forma como todo o processo foi conduzido.
“Passaram-se muitas coisas de que também não quero falar, porque foi um período em que passei muito mal”, sublinhou.
As palavras revelam uma memória dividida: de um lado, o reconhecimento pelo impacto do Atlético de Madrid na carreira; do outro, feridas sobre as quais Samu não pretende alongar-se. O silêncio escolhido pelo avançado acaba, por isso, por dizer tanto quanto aquilo que decidiu contar.
Questionado diretamente sobre Diego Simeone, treinador dos colchoneros, Samu recusou transformar o passado num conflito pessoal. O avançado enquadrou o episódio como um choque de interesses já ultrapassado.
“Não tenho nada contra ele.”, garantiu. “É uma luta de interesses, e penso que foram coisas do passado que, no final, uma pessoa esquece. Eu também não sou rancoroso”.
Samu fecha assim a porta ao ressentimento, mas não reescreve o que viveu. Entre a distância em relação a Simeone e a recusa em expor todos os detalhes, permanece a ideia de um capítulo difícil, agora tratado como passado.







































