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·04 de junho de 2026
Samu resiste? Velho conhecido lidera revolução no ataque do FC Porto

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André Silva está muito perto de ser reforço do FC Porto, preparando o regresso a ‘casa’ nove anos depois de ter deixado o Dragão para assinar pelo AC Milan. O ponta de lança português, agora com 30 anos, voltará mais experiente, mas não deverá ser a única novidade no ataque que o FC Porto quer renovar para a época 2026/27.
Com as saídas já confirmadas de Terem Moffi (devolvido ao Nice) e de Luuk de Jong (não renovou contrato), André Villas-Boas e Francesco Farioli continuam a trabalhar no setor que mais dificuldades causou na época passada, havendo apenas uma certeza: Samu é o único com lugar garantido para a nova temporada.
Isto porque Deniz Gul também poderá deixar o FC Porto no mercado de verão, com os turcos do Galatasaray entre os principais interessados. O avançado de 21 anos soma já uma época e meia de dragão ao peito, mas nunca se afirmou como titular nos azuis e brancos, embora tenha sido útil como segunda opção, ainda que os números fiquem longe de ser extraordinários (nove golos em 67 jogos).
Gul vai estar no Mundial2026 e pode, assim, mostrar-se na grande montra do futebol, ao mesmo tempo que o FC Porto pode ver o seu ativo valorizar-se, o que lhe permitiria encaixar um lucro maior numa eventual venda.
Contratado no início de 2025 aos suecos do Hammarby, por menos de cinco milhões de euros, Deniz Gul pode sair do FC Porto e rumar a outros destinos, tornando ainda mais evidente a hipótese de uma revolução quase total no ataque.
Na época que terminou para o FC Porto, o ataque foi uma fonte permanente de preocupação. Luuk de Jong, contratação surpresa no mercado de verão, lesionou-se logo nas primeiras semanas de 2025/26, enquanto Samu também sofreu uma lesão grave que o afastou do resto da temporada, bem como de uma eventual presença no Mundial2026.
Restaram, então, Deniz Gul e Moffi, este último contratado no mercado de inverno para colmatar as ausências dos dois avançados, mas nenhum conseguiu igualar o registo goleador de Samu, o que leva agora a uma mudança mais profunda na frente de ataque que os dragões querem apresentar em 2026/27, época em que terão de defender o título de campeão nacional e regressar à elite do futebol europeu – ou seja, à Liga dos Campeões.
André Silva será, por isso, o ‘velho conhecido’ que servirá de ponto de partida para a revolução de Farioli e Villas-Boas, sendo certo que terá de apresentar rendimento (e golos) para se impor no onze do FC Porto. O avançado natural de Baguim do Monte, Rio Tinto, vem de uma época positiva ao serviço do Elche, tendo marcado 10 golos (todos na La Liga) em 32 jogos e tornado-se no primeiro jogador do clube da província de Alicante a atingir a dezena de golos desde Jonathas de Jesus, em 2014/15.
As boas exibições ao serviço do Elche colocaram, de resto, André Silva novamente no radar da seleção nacional, com vista ao Mundial2026, mas o selecionador nacional preferiu convocar um terceiro avançado mais móvel (Gonçalo Guedes), deixando de fora pontas de lança como o próprio ou Paulinho.
Antes da passagem pelo Elche, que está a chegar ao fim, André Silva viveu a última década entre altos e baixos, passando por Itália, Alemanha e Espanha.
Em 2016 saiu do FC Porto para assinar pelo AC Milan, que pagou quase 40 milhões pela contratação, mas a aventura em Milão durou apenas uma temporada, tendo depois sido emprestado ao Sevilla na época seguinte.
Seguiu-se uma passagem pelo Eintracht Frankfurt, onde alcançou o melhor registo da carreira em 2020/2021, com 29 golos e sete assistências em apenas 34 jogos, antes de se transferir para o RB Leipzig no verão de 2021.
Depois de duas épocas na equipa da Red Bull, o internacional português foi emprestado à Real Sociedad num primeiro momento, regressando ao Leipzig durante meia temporada, antes de voltar a ser cedido, mantendo-se na Bundesliga para representar o Werder Bremen.
No último verão, desvinculou-se do RB Leipzig e aceitou regressar a Espanha para jogar no Elche, assinando um contrato de um ano com opção. Agora, tem caminho aberto para voltar ao Dragão quase uma década depois da saída, estando tudo acertado entre as partes, segundo as informações recolhidas pelo Desporto ao Minuto.
O último jogo de André Silva com a camisola do FC Porto remonta a 21 de maio de 2017, quando os dragões perderam na visita ao Moreirense (1-3), na última jornada da I Liga. O avançado português começou no banco, mas foi lançado por Nuno Espírito Santo ao intervalo, ainda assim sem evitar o desaire do FC Porto, que terminou no segundo lugar, a seis pontos do então campeão Benfica.
Por sua vez, o último golo de André Silva pelos portistas tinha surgido na jornada anterior, frente ao Paços de Ferreira (4-1), quando saiu novamente do banco de suplentes para sentenciar o triunfo do FC Porto na conversão de uma grande penalidade.
No total da primeira passagem pelo FC Porto, André Silva somou 24 golos em 58 jogos, tendo agora uma segunda oportunidade para melhorar esses registos.
Fica ainda a nota de que irá reencontrar João Costa, o único jogador que integrava o plantel portista em 2016/17 e que se encontra agora às ordens de Farioli.







































