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·22 de agosto de 2026

Santo Dérbi: Ajuda extra para Marcos e no elevador com inimigo após vaga

Imagem do artigo:Santo Dérbi: Ajuda extra para Marcos e no elevador com inimigo após vaga

O ano de 1999 não foi o suficiente para acirrar a rivalidade do Dérbi na Copa Libertadores. Quis o destino que Palmeiras e Corinthians se enfrentassem novamente no mata-mata, desta vez na semifinal, com Marcos, mais uma vez, como protagonista.

Fita cassete

O segundo jogo da semifinal aconteceu dia 6 de junho e há 26 anos as informações não estavam tão disponíveis como nos dias de hoje. Coube então a Carlos Pracidelli, preparador de goleiros, encontrar uma forma de se preparar para uma possível decisão por pênaltis.


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– Nós temos uma colega chamada Helô Campanholo, e eu fiz um pedido a ela. Eu falei: “Helô você pudesse conseguir para mim as penalidades que foram batidas pelos jogadores do Corinthians?” Porque se a gente vence o Corinthians no tempo normal, é possível ir para os pênaltis e a Helô falou: “Não, Carlos, eu vou fazer o possível” – recorda Pracidelli, ao NOSSO PALESTRA.

Pedido? É uma ordem!

Após o pedido de Carlos Pracidelli, Helô, então na TV Bandeirantes, pensou em uma maneira de ajudar a conseguir o vídeo com as penalidades recentes dos corintianos. A jornalista lembra que se tratando de Palmeiras não era apenas um pedido.

– O pedido do Palmeiras era uma ordem, né? Como palmeirense que sou. Naquela época, o Pracidelli estava contando que o time iria para a disputa de pênalti. Na cabeça dele, ele cismou que iria para os pênaltis, e aí ele falou comigo em um treino. Aí eu falei com um amigo meu, que também é muito palmeirense, o Marquinhos. Separaramos todos os pênaltis que o Corinthians bate, que é para o Palmeiras. Ele falou: “É para já!” – relembra Helô, ao NP.

“A gente separou todos, sentamos lá na ilha de edição e separamos todos os pênaltis que o Corinthians batia, que o Marcelinho batia, esse, aquele. Eu falei: “Agora prepara aí que eu vou mandar”. Aí cheguei no treino e entreguei numa fita cassete, olha o tempo. Eu estou velha, Jesus amado!” Helô Campanholo, jornalista, sobre a ajuda nas penalidades de 2000

Tarde de TV na concentração

Com as imagens separadas, Helô as entregou para Pracidelli e o estudo aconteceu no quarto da concentração, horas antes do segundo jogo. Na ida, o Palmeiras havia perdido por 4 a 3. O preparador de goleiros chamou Marcos, Sérgio e Marcelo para analisarem as batidas do rival.

– O Marcão falou assim: ‘Porra, eu nunca vi tanto pênalti na minha vida, na concentração”. Eu falei: Ah, Marcão era para o bem maior. E foi assim, foi o pedido e foi uma ordem, entendeu? – diz Helô Campanholo.

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Lá e cá

Com os pênaltis estudados e com a vitória do Palmeiras por 3 a 2, a decisão foi para as penalidades, como previu Pracidelli. Mesmo com os cantos treinados, Marcos insistiu em pular para o lado contrário, até fazer o combinado na quinta e última cobrança, justamente a de Marcelinho.

– Se você ver o vídeo dessa penalidade, o Marcelinho põe a bola ali na marca, levanta e se afasta. Ele bate e já sai para comemorar. Quando ele bateu, ele olhou para comemorar e já viu o Marcos pulando e fazendo a defesa – relata Carlos Pracidelli.

No elevador com inimigo

Presente no estádio do Morumbi, Helô colocou em prática o que havia decidido fazer um ano ano antes. Após ficar nervosa na decisão por pênaltis da final em 1999, a jornalista decidiu que jamais iria ver as penalidades do Palmeiras. O juramento persiste até os dias de hoje.

Depois de andar pelos corredores do estádio enquanto as cobranças aconteciam, Helô se dirigiu para o vestiário após a classificação. Uma situação inusitada aconteceu no momento seguinte da euforia pela vitória, novamente sobre o maior rival.

– Eu me lembro da esposa do Marcelinho e dos filhos pequenos, no elevador, e ela triste. Aí não teve outro jeito. Desculpa, alguém tem que chorar, alguém tem que chorar, que sejam vocês – finaliza Helô.

Santo 7

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