Nosso Palestra
·23 de agosto de 2026
Santo Dérbi: ‘Banana’ para rival, vestiário em êxtase e Marcos nos braços da torcida

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A comemoração pela vaga na final da Copa Libertadores de 2000 começou logo após a defesa de Marcos no pênalti cobrado por Marcelinho Carioca. A primeira imagem foi justamente de Felipão, correndo a caminho do vestiário.
Uma das imagens da classificação é a de Felipão mandando uma “banana” para os torcedores rivais presentes na arquibancada do Morumbi. Mais de duas décadas depois, o ex-treinador do Palmeiras reconhece que não deveria ter feito, mas explica o quanto o momento era especial.
– Isso também está marcado, não é? Está marcado, mas eu não devia ter feito aquilo. Os corintianos não merecem. Mas era o momento, era o jogo – diz Felipão, ao NOSSO PALESTRA.
“Nós somos sanguíneos, e o Marcos é assim também. Então, já passou, já tenho a minha boa amizade com os corinthianos também, mas eu lembro, claro, que eu tenho uma imagem bem na minha retina aqui de tudo aquilo que eu fiz, que não deveria ter feito. Mas, por nós palmeirenses, foi muito bem aceito” Felipão, sobre a “banana” para a torcida rival no Dérbi de 2000
Para quem viveu aquele momento de perto, acredita que foi a maior comemoração já vista dentro de um vestiário. O Dérbi mais importante da história terminou com a vitória palmeirense e, consequentemente, com a segunda classificação seguida contra o rival.
– Acho que a maior comemoração de vestiário que eu vi, espontânea e de intensidade, de explosão. Eu não me lembro de um vestiário de uma felicidade espontânea. Foi uma catarse – recorda Rubens Sampaio, ex-médico do Palmeiras, ao NP.
“Os caras batendo nos armários, cantando hino, entrou todo mundo, do mais velho ao mais novo, do mais graduado ao nada graduado. Dérbi é aquilo ali” Rubens Sampaio, sobre a festa no vestiário

Imagem de IA com PVC e Marcos em encontro inusitado após a semi de 2000
O êxtase do campo e vestiário passou para as ruas da capital paulista e invadiu a madrugada de quarta-feira. Palmeirenses presentes no estádio foram para as redondezas do Palestra Italia celebrar a classificação, quando, de repente, o Santo aparece em carne e osso em um posto de gasolina próximo do estádio.
– A história do pênalti do Marcelinho é incrível. Quando eu saí, eu não estava trabalhando naquele jogo, mas eu estava naquele jogo, com o meu tio Silvio, nós descemos do jogo, a gente tomou uma cerveja numa barraquinha do lado do Morumbi, e o Silvio falou: “vamos tomar saideira lá no posto da Sumaré”, que era aquele posto Texaco, que hoje é posto Ipiranga. E aí nós fomos para lá e chegamos duas e pouco da manhã. Estava uma galera, posto lotado de gente tomando cerveja, e colocavam uma latinha de cerveja em cada lado, como se fosse um gol, e vinha alguém bater o pênalti, batia, alguém caía, defendia o pênalti no canto direito, e o posto explodia – recorda Paulo Vinícius Coelho, antes de prosseguir:
– E, do nada, eram as quatro da manhã, a gente já estava lá fazia uma hora e pouco, três e meia da manhã, quatro da manhã, vem um carro, uma Blazer gigante. Quando eu olho, sai o posto inteiro correndo atrás daquele carro. O que está acontecendo? Quando eu olho, é a Sônia, mulher do Marcos, que está dirigindo, e o Marcos com o corpo para fora no carro e os caras passando a mão no Marcos, assim. O Marcos com meio corpo para fora do carro e a torcida do Palmeiras passando a mão como se fosse contemplando um santo – finaliza PVC.
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