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·28 de agosto de 2026
Santo Dérbi: Marcos se aposenta do Palmeiras e tem noite de canonização

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A última vez de Marcos em um Dérbi aconteceu exatamente há 15 anos. O dia 28 de agosto de 2011 foi o último do goleiro no clássico que ajudou o marcar como um dos maiores da história do clube em 112 anos.
As dores no joelho impediram Marcos de ter uma sequência em 2011, no último ano como profissional. Após o Dérbi em Presidente Prudente, foram somente mais quatro partidas, a última delas em 18 de setembro, no empate diante do Avaí por 1 a 1, em Florianópolis.
– É difícil de falar para vocês, ele além de ser palmeirense, ele vibrava com tudo aquilo, queria o melhor, buscava sempre alguma coisa, não queria que o Palmeiras, se tivesse algum prejuízo com ele, podia ser técnico, podia não ser técnico, mas não queria nunca isso. Então, eu prefiro parar, eu prefiro ver o que vai ser a minha vida. É difícil parar ou dizer que não vai mais jogar por causa disso ou por causa daquilo, porque todo jogador sente um baque muito grande, mas o Marcos é essa pessoa diferente que não teve problema parar, não – diz Felipão, em conversa com o NOSSO PALESTRA para o especial Santo Dérbi.
‘Ele: ‘Me dói, vou parar, acabou’. Não procurou tirar proveito de qualquer coisa, ele procurou ser Palmeiras’ Felipão, sobre a decisão de Marcos encerrar a carreira
Apesar de encerrar a carreira somente em 2011, o problema no joelho esquerdo começou anos antes. Nas oitavas de final da Libertadores, contra o Sport, Marcos já sofria com dores.
– Ele te um joelho mais arqueado, com um amortecedor que ele perdeu um pedaço, então, aí ele sofria muito e aí ele chegou uma hora que ele começou a ficar desconfortável, pesado, ainda assim, o jogo lá de em Recife, ele já brigava – comenta Rubens Sampaio.
Um ano após encerrar oficialmente a carreira, Marcos teve a despedida em partida no Pacaembu, na virada do dia 11 para 12 de dezembro de 2012. A noite da canonização foi o último encontro com o palmeirense dentro de campo.
– O Marcos representava a frase do refrão do hino, defesa que ninguém passa. Então o palmeirense sempre ia para o jogo com aquela certeza da segurança que o Marcos transmitia para o palmeirense dentro de campo e ele representava o palmeirense assim, na frase do hino, defesa que ninguém passa. Com o Marcos no gol, o Marcos representava o palmeirense – explica José Mariano Barrella, responsável por trabalhar como gandula de Marcos nos jogos do Palestra Italia nos anos 1990.
‘Para mim o Dérbi representa a certeza de que o Palmeiras é o pavor na vida do torcedor, do adversário. Desde o primeiro jogo, em 1917, no dia 6 de maio, a vitória por 3 a 0, acendeu essa rivalidade e justamente no ano que foi a formação desse time do Palestra Itália que tornou o futebol um esporte popular’ José Mariano Barrella, torcedor do Palmeiras
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