Nosso Palestra
·26 de agosto de 2026
Santo Dérbi: ‘Profexia’ e emoção no último título de Marcos pelo Palmeiras

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Os anos de 2006 e 2007 foram difíceis para Marcos com a camisa do Palmeiras. Problemas na coxa, ombro e antebraço o tiraram da Copa do Mundo e ele entrou em campo somente em 28 oportunidades. Recuperado, ele começa 2008 na reserva de Diego Cavalieri.
De volta ao clube depois de seis anos, Vanderlei Luxemburgo tinha pela frente o desafio de treinar o Palmeiras e voltar a conquistar um título pelo clube. Com Marcos recuperado, mas na reserva, o treinador traçou um objetivo de contar com o goleiro no Paulistão.
– Quando eu voltei ao Palmeiras, pude ter o prazer de trabalhar com ele mais uma vez e fazer ele se recuperar. O pessoal queria ali pará-lo e eu trabalhei para que ele pudesse ter uma vida profissional, que seguisse como atleta profissional. A participação no último título dele foi importante e os títulos que conquistamos juntos – comenta Vanderlei Luxemburgo, em entrevista para o especial Santo Dérbi, do NOSSO PALESTRA.
‘O Vanderlei foi um cara que fez diferença, porque ele falava para o Marcão: “O goleiro que pega a bola do jogo é você”, porque o Marcão argumentava com ele: “O Diego é bom para cacete, e tudo bem, mas ele falava, o goleiro que pega a bola do jogo é você” Rubens Sampaio, ex-médico do Palmeiras, sobre o retorno de Marcos à titularidade em 2008
Após um começo irregular no Paulistão, Vanderlei Luxemburgo decide colocar Marcos como titular já no mês de fevereiro, contra o Guaratinguetá, fora de casa, em um Quarta-Feira de Cinzas. O resultado, porém, não foi o esperado. Derrota por 3 a 0, mas com uma mensagem de otimismo de Venderlei Luxemburgo no vestiário, mesmo com a goleada sofrida.
– Em algum momento ali, do jeito que o jogo andou, o Vanderlei achou que a gente jogou bem, porque eu lembro dele no vestiário depois desse jogo, falando que o resultado do jogo não era o que a gente tinha jogado. Lembro, daquele jeito dele, vou falar agora: “Vocês podem escrever o que eu tô falando, a gente vai bater campeão. Tô falando que a gente vai bater campeão” – relembra Rubens Sampaio, ao NP.
Depois da derrota para o Guaratinguetá, o Palmeiras embalou em uma série positiva que passa pela vitória no clássico contra o Corinthians por 1 a 0, no Morumbi. O gol foi marcado por Valdivia, após chute de Kleber, que fez a estreia dele com a camisa do Verdão no torneio estadual. Recém-chegado, o atacante tinha atuado pela primeira vez na partida anterior, diante do CENE, pela Copa do Brasil.
– O Marcos é um dos caras mais sensacionais que eu conheci no futebol, um cara de uma humildade absurda – recorda Kleber Gladiador, sobre a convivência com Marcos.
‘É o maior clássico do país, na minha opinião. Eu joguei vários, joguei Cruzeiro e Atlético, joguei Inter e Grêmio, mas para mim, Palmeiras e Corinthians é o maior clássico do país. É onde para o estado, para a cidade de São Paulo, principalmente. Mexe com todas as pessoas, independente de qual competição está sendo. Quando é um Corinthians e Palmeiras, ninguém quer saber se é pelo Paulista, se é pela Copa São Paulo. É um clássico que realmente mexe com todo um país’ Kleber, sobre o que representa o Dérbi
A final do Campeonato Paulista entre Palmeiras e Ponte Preta ficou marcada pelo discurso emocionado de Marcos antes da equipe subir para o gramado no Palestra Italia com as palavras: “Não vou perder para a Ponte Preta nem a pau”. Os anos anteriores deixaram marcas no capitão, que desabafou antes da finalíssima e goleada por 5 a 0.
– Eu acho que o Marcão, cara, ali naquela final, acho que passou um filme na cabeça do Marcão, entendeu? Era um cara que, como eu disse, tem uma identificação muito grande com o Palmeiras, é torcedor do clube, né? Devia passar um filme ali na cabeça dele de tudo que vinha passando, né? – finaliza Kleber, presente naquela decisão e campeão pelo Palmeiras.
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