Jogada10
·03 de abril de 2026
São Paulo deve renovar com a New Balance apesar de receber proposta

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·03 de abril de 2026

O São Paulo terá uma decisão estratégica na próxima segunda-feira (06/4). O Conselho Deliberativo votará a ampliação do contrato com a New Balance, que pode estender o vínculo até 2032. Apesar do acordo já ter sido costurado pela diretoria, o aval do órgão ainda é necessário para oficializar a renovação.
Ao mesmo tempo, o clube analisa uma investida da Penalty, que apresentou proposta para voltar a estampar os uniformes do Tricolor. A informação foi dada primeiramente pelo portal ”ge”.
A negociação com a fornecedora atual foi liderada pelo departamento de marketing, sob comando de Eduardo Toni, aprovada pelo Conselho de Administração e assinada em dezembro de 2025, ainda na gestão de Julio Casares. Mesmo assim, o acordo enfrenta resistência interna. Parte dos conselheiros considera o prazo longo e os valores abaixo do potencial do clube, o que gerou até uma tentativa de retirada do tema da pauta para ampliar o debate.
Pelo modelo proposto, a New Balance oferece um contrato de sete anos, a partir de 2026, com garantia mínima de cerca de R$ 40 milhões por temporada. Com bônus atrelados a desempenho esportivo, vendas e metas comerciais, esse valor pode alcançar R$ 60 milhões anuais.
Além disso, há previsão de R$ 17 milhões em luvas, diluídos ao longo do contrato, que pode atingir aproximadamente R$ 307 milhões no total. Um crescimento estimado de 20% em relação ao acordo atual.
Embora tenha sido assinado no fim de 2025, o contrato ficou travado nos bastidores. O processo de impeachment de Julio Casares interrompeu os trâmites e deixou a negociação suspensa. Nesse intervalo, o vazamento dos termos aumentou a pressão política dentro do clube.

São Paulo recebe outra proposta, mas deve permanecer com a New Balance – Foto: Divulgação
Já sob a presidência de Harry Massis, o São Paulo passou a ouvir a concorrência. Representantes da Penalty, apresentaram uma oferta que prevê cerca de R$ 40 milhões anuais considerando luvas, com pagamento imediato de R$ 14 milhões na assinatura. No entanto, sem variáveis, o valor fixo anual gira em torno de R$ 28 milhões.
Por outro lado, a marca brasileira oferece bônus mais robustos por metas esportivas, podendo chegar a R$ 9,8 milhões, levemente acima do teto previsto pela New Balance. Ainda assim, o contrato total estimado é inferior, na casa de R$ 210 milhões até 2032.
Na análise interna, a diretoria também avalia o modelo de exploração comercial. A proposta da Penalty inclui o controle das lojas físicas e do e-commerce, o que pode representar perda de cerca de R$ 2,5 milhões anuais ao clube. Em contrapartida, a New Balance prevê participação direta do São Paulo nas vendas, com garantia mínima de R$ 15 milhões por temporada, mesmo em cenários de baixa comercialização.
Outro ponto relevante é a multa rescisória prevista no contrato com a fornecedora americana, que começa em R$ 200 milhões e diminui progressivamente até R$ 50 milhões ao longo da vigência.
Além dos números, o histórico também pesa. A relação entre São Paulo e Penalty teve atritos no passado. A parceria, entre 2013 e 2015, terminou de forma antecipada após atrasos nos pagamentos por parte da empresa.
Apesar de ainda manter diálogo com a Penalty, a diretoria aguarda a definição do Conselho Deliberativo. Caso o acordo com a New Balance não acabe sendo aprovado, o contrato assinado em dezembro prevê anulação automática, sem qualquer multa para o clube.









































