AVANTE MEU TRICOLOR
·03 de junho de 2026
São Paulo é o 4º clube com maior faturamento no Brasil e um dos poucos que teve superávit em 2025

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·03 de junho de 2026

O São Paulo já informou seu balanço financeiro referente a 2025, com uma receita recorde de R$ 1,085 bilhão (alta de 47%) e retorno ao superávit, de R$ 56,9 milhões, após seu maior déficit da história, em 2024. Apesar dos dados positivos, o Conselho Deliberativo voltou a rejeitar o balancete apresentado pelo presidente Harry Massis Júnior.
Este retrato está longe de ser tão simples, e é justamente aí que se sustentou a resistência interna à aprovação das contas. O principal ponto de atenção está na composição dessa receita recorde. Do total de R$ 835,9 milhões gerados pelo futebol (77% do bolo), R$ 283,8 milhões vieram de negociações de atletas, quase o dobro do previsto inicialmente.
No entanto, em âmbito nacional, os números do Tricolor se destacaram, colocando o clube do Morumbi na 4ª colocação entre as agremiações que tiveram maior receita na temporada passada.
O São Paulo só ficou abaixo do Flamengo (R$ 2,08 bilhões), Palmeiras (R$ 1,78 bilhão) e Botafogo (R$ 1,4 bilhão), em levantamento realizado pelo site Globo Esporte. O Fluminense completa o top-5 da lista com faturamento de R$ 1,02 bilhão.
Já a relação das equipes brasileiras com superávit no último ano é baixa, com apenas nove clubes dentre as 24 analisadas. E o Tricolor foi o 5º melhor, com seus R$ 56,9 milhões de lucro em 2025.
Flamengo, Palmeiras, Vasco e Mirassol, nesta ordem, tiveram valores acima do São Paulo na temporada passada. Completam a lista de times com balanço positivo Grêmio, Bragantino, Juventude e Internacional.
O Botafogo, com grande receita total, foi o 2º clube com maior déficit em 2025, com R$ 290,8 milhões. O Fluminense também entrou na lista, em 12º lugar, com R$ 51,5 milhões negativos. O Atlético-MG lidera o ranking, com R$ 882,1 milhões de saldo no vermelho, e o Corinthians foi o 4º pior, com R$ 143,4 milhões.
Se a torcida tricolor acha que a SAF é a grande solução ao clube, é bom ficar atento. Além de Atlético e Botafogo, outras quatro SAFs também apresentaram prejuízos superiores a R$ 100 milhões no exercício: Bahia (R$ 154,6 milhões), Cruzeiro (R$ 114,9 milhões), Coritiba (R$ 113,9 milhões) e Fortaleza (R$ 120,1 milhões), como apontou o GE.
“Não vejo como coincidência o fato de muitas SAFs aparecerem entre os maiores déficits. A primeira onda das SAFs no Brasil aconteceu justamente em clubes que estavam entre os mais pressionados financeiramente, com alto nível de endividamento, problemas de caixa e passivos acumulados há muitos anos”, analisou Pedro Weber, sócio da Chenus, empresa especializada em investimentos no esporte.
“Em alguns casos, além da herança recebida, também faltou maior diligência na definição dos limites de alavancagem que os novos acionistas poderiam assumir dentro da operação. Alguns projetos acabaram acelerando investimento esportivo sem que a estrutura financeira estivesse completamente estabilizada”, completou o especialista.







































