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·25 de agosto de 2026
São Paulo em alerta: 3 meses de salários atrasados, promessa de caça aos ratos no Social e Conselho e cobrança pesada à Diretoria

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São Paulo em alerta: 3 meses de salários atrasados, promessa de caça aos ratos no Social e Conselho e cobrança pesada à Diretoria
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As principais torcidas organizadas do São Paulo — Torcida Independente, Dragões da Real e Falange Tricolor — divulgaram uma nota oficial conjunta em tom de alerta máximo diante da crise esportiva e administrativa vivida pelo clube.
Com o título “15 jogos que valem 96 anos”, as organizadas afirmam que o momento é ainda mais grave do que as crises enfrentadas pelo São Paulo em 2013 e 2017 e fazem um apelo para que a torcida permaneça ao lado do time na reta final do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana.
A manifestação foi divulgada após a derrota para a Chapecoense, resultado que aumentou a preocupação com a situação do Tricolor na tabela.
Logo no início da nota, as organizadas fazem uma comparação pesada com outros momentos turbulentos da história recente do clube.
“Agora é pior do que 2013. Agora é pior do que 2017. Agora não tem Profeta pra chegar. Agora SÓ a torcida pode salvar o São Paulo.”
A referência ao “Profeta” remete a Hernanes, que retornou ao São Paulo em 2017 e teve papel importante na reação da equipe naquela temporada, quando o clube também lutava contra o rebaixamento.
Desta vez, segundo as torcidas, não existe a expectativa de que um jogador consiga assumir sozinho o protagonismo para tirar o clube da crise.
O pedido é direto: torcedores, sócios-torcedores e organizados precisam estar juntos pelo São Paulo.
Segundo a nota, integrantes das três torcidas retornaram de Chapecó diretamente para o CT da Barra Funda após a derrota para a Chapecoense.
O objetivo foi realizar mais uma conversa com Dorival Júnior e os jogadores.
As torcidas afirmam que pediram ao elenco para não “soltar a mão” e continuar lutando pela recuperação do time.
“Pediram pra não soltarem a mão senão será irreversível.”
Na avaliação das organizadas, existe uma grave falta de comando no clube e os jogadores estariam desacreditados diante de promessas que não foram cumpridas.
O resultado, segundo o manifesto, seria um São Paulo extremamente irregular:
“Um time desequilibrado, que é capaz de vencer o segundo colocado e perder pro último.”
Um dos pontos mais fortes da segunda parte da nota envolve a situação financeira do elenco.
As torcidas afirmam que os jogadores estão novamente com salários atrasados, chegando, segundo o documento, a aproximadamente 90 dias.
Ainda de acordo com o manifesto, os atletas teriam evitado levar o problema à imprensa justamente para não tornar o ambiente ainda mais insustentável.
A situação financeira passa, portanto, a ser apresentada pelas organizadas como um dos argumentos para separar dois movimentos: apoio ao time dentro de campo e cobrança pesada sobre a administração do clube.
O manifesto deixa claro que as organizadas pretendem manter o apoio ao elenco durante os jogos, mas prometem intensificar a cobrança sobre dirigentes, conselheiros e grupos políticos do São Paulo.
“Nossa parte faremos, da recepção ao grito nos 90 minutos.”
A mensagem é que a torcida precisa empurrar o time nos 15 jogos restantes, enquanto as cobranças administrativas serão direcionadas a quem, na visão das organizadas, tem responsabilidade pela situação do clube.
Outro trecho da nota aborda diretamente a escolha da empresa responsável pela operação de ingressos do São Paulo.
As organizadas questionam a diferença entre a proposta da NewC, mencionada por elas como de R$ 500 milhões, e o acordo escolhido com a Ticketmaster, que envolve antecipação de aproximadamente R$ 140 milhões.
A pergunta feita no documento é direta:
“Quem abre mão de 360 milhões por um contrato menor?”
As torcidas exigem que os conselheiros expliquem detalhadamente a decisão e afirmam que querem conhecer os critérios utilizados para a escolha.
A nota também cita nominalmente diversos grupos políticos do São Paulo e direciona uma mensagem aos conselheiros ligados a essas correntes.
O manifesto afirma que todos deverão prestar esclarecimentos e que os interesses do clube precisam estar acima de disputas políticas internas.
Entre os grupos mencionados estão:
As organizadas afirmam que irão cobrar os conselheiros e prometem investigar quem estaria priorizando interesses políticos em detrimento do São Paulo.
Em um dos trechos mais contundentes, as torcidas prometem ampliar a pressão nos bastidores do clube.
“Acabou a mamata.”
A nota ainda fala em uma mobilização para identificar responsáveis pelo cenário administrativo e afirma que haverá cobrança aos grupos políticos que atuam no São Paulo.
O texto termina com uma promessa de atuação conjunta:
“Aguardem e verão uma torcida unida pelo bem do São Paulo FC e mais unida ainda caçando ratos nas alamedas do clube social.”
No aspecto esportivo, a principal novidade anunciada é a união das três organizadas nos estádios.
Independente, Dragões da Real e Falange Tricolor prometem unificar as baterias durante os próximos compromissos do São Paulo.
A intenção é criar uma única voz nas arquibancadas para apoiar a equipe na reta final da temporada.
A prioridade será o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana.
O título escolhido pelas organizadas resume o tamanho da preocupação.
A referência aos 96 anos de história do São Paulo busca reforçar que o clube está diante de uma reta final considerada decisiva para preservar uma das marcas mais celebradas de sua trajetória: nunca ter disputado a Série B do Campeonato Brasileiro.
Por isso, a mensagem das torcidas é dividida em duas frentes.
Dentro de campo, apoio total ao time.
Fora dele, cobrança máxima sobre a gestão.
A manifestação acontece justamente em um momento no qual o São Paulo precisa reagir no Brasileirão para afastar definitivamente o risco de rebaixamento e, paralelamente, manter vivo o sonho do título da Copa Sul-Americana.
A nota conjunta mostra que as principais torcidas organizadas decidiram deixar as diferenças de lado para atuar de maneira coordenada nos jogos restantes.
A promessa é de estádio cheio, apoio durante os 90 minutos e baterias unificadas.
Ao mesmo tempo, a cobrança sobre a administração deverá aumentar significativamente.
O recado final é inequívoco: as organizadas entendem que o momento exige união absoluta para salvar o São Paulo dentro de campo, mas não pretendem interromper as cobranças contra dirigentes e conselheiros.
A reta final da temporada, portanto, será disputada em duas frentes: o São Paulo precisará vencer no gramado e enfrentar uma pressão cada vez maior nos bastidores.







































