São Paulo pode ter de vender jogadores em massa no fim de 2026 para ajustar folha | OneFootball

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·01 de outubro de 2026

São Paulo pode ter de vender jogadores em massa no fim de 2026 para ajustar folha

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São Paulo pode ter de vender jogadores em massa no fim de 2026 para ajustar folha

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Com proibição das bets, São Paulo e outros clubes preveem “venda em massa” de jogadores para equilibrar contas. Tricolor pode perder R$ 95 mi/ano de patrocínio.


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O São Paulo pode ter de negociar jogadores em profusão no fim de 2026 para ajustar a folha salarial caso a proibição das casas de apostas (bets) no Brasil seja mantida.

Nos bastidores, clubes da Série A já falam em “venda em massa” de atletas como forma de fazer caixa e honrar compromissos financeiros, segundo apuração do colunista Rodrigo Mattos, do UOL.

Impacto das bets no orçamento do São Paulo

O Tricolor tem contrato de R$ 95 milhões por ano com a Superbet, valor que representa cerca de 23,5% da folha salarial mensal do elenco profissional.

Com a Medida Provisória que proíbe patrocínio de bets no futebol, publicada em 26/09/2026, o clube pode perder essa receita de forma abrupta, gerando um rombo de aproximadamente R$ 7,9 milhões por mês no orçamento.

Cenário de “venda em massa” nos clubes

Segundo Rodrigo Mattos, a tendência é que vários clubes, incluindo o São Paulo, precisem:

  • Vender jogadores para gerar caixa imediato;
  • Reduzir a folha salarial de forma drástica;
  • Buscar novos patrocínios por valores muito mais baixos.

O colunista alertou que, se muitos clubes estiverem sem patrocínio máster ao mesmo tempo, haverá uma desvalorização geral no mercado, já que vários times estariam buscando novos parceiros simultaneamente.

Outros clubes na mesma situação

O cenário não é exclusivo do São Paulo. Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Fluminense, Vasco, Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro e Santos também têm contratos relevantes com bets e podem ser obrigados a revisar planejamentos de contratações e gastos de futebol.

O Flamengo, por exemplo, calcula uma perda potencial de aproximadamente R$ 400 milhões anuais caso o cenário envolvendo o mercado de apostas resulte na interrupção de receitas previstas.

Prazo para retirada das marcas

Pelas regras da MP, as empresas de apostas terão até 5 de outubro de 2026 para retirar materiais publicitários e de patrocínio de camisas, placas e estádios.

Os clubes agora aguardam definições do Governo Federal sobre eventuais linhas de crédito ou medidas de transição para evitar um colapso financeiro imediato.

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