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·21 de junho de 2026

São Paulo tem 4 confrontos contra Arábia Saudita; veja retrospecto

Imagem do artigo:São Paulo tem 4 confrontos contra Arábia Saudita; veja retrospecto

A Arábia Saudita é a seleção nacional que o Tricolor enfrentou mais vezes até hoje: foram quatro partidas e, curiosamente, as três primeiras foram bem complicadas, terminando todas empatadas. No final de 1979 ocorreram dois jogos, ambos em território estrangeiro: 1 a 1 no estádio Prince Faisal bin Fahd, em Riad, e o mesmo placar no Prince Abdullah Al Faisal, em Jeddah, nos dias 13 e 15 de dezembro (com gols de Getúlio, no primeiro, e Neca, no segundo.

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O terceiro confronto, em meados de 1980, foi no MorumBIS, mas nem por isso foi mais fácil. 2 a 2, tentos anotados por Serginho e Assis. Vale ressaltar que esses embates foram propostos pelo treinador da seleção saudita, que mantinha uma grande ligação com o Tricolor – afinal, pouco tempo antes, foi Campeão Brasileiro pelo clube: Rubens Minelli. O ex-treinador são-paulino preparava a seleção do Oriente Médio para os jogos asiáticos das eliminatórias da Copa de 1982.


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Aqui será destacado, porém, o quarto confronto, ainda em meio a esses preparativos árabes. No dia 22 de setembro de 1981, São Paulo e a seleção saudita voltaram a se enfrentar no Morumbi. O Tricolor, nas mãos do técnico Formiga, vinha se recuperando no Campeonato Paulista. Antes, havia perdido para Ferroviária, Ponte Preta e Guarani, mas nos jogos anteriores ao confronto internacional emplacara boas vitórias contra Francana, Taubaté e XV de Jaú, apesar dos empates nas partidas mais difíceis, contra Portuguesa e Corinthians.

Mas o grande chamariz para esse jogo era a “apresentação” de uma possível nova contratação. Isso mesmo, possível, não era certo que o atleta em questão jogasse pelo Tricolor depois desse amistoso. Acontece que esse jogador era Rivellino, ex-jogador de Seleção Brasileira e do Al Hilal, justamente da Arábia Saudita. O craque, apesar de “juntar seu pé-de-meia” no Oriente Médio, buscava propostas para voltar ao futebol no Brasil e tudo estava, ainda, em negociação.

Apesar dessa novidade “bombástica”, a torcida são-paulina não se empolgou com o evento, que valeria também o Troféu Nabi Abi Chedid, apenas dois mil e tantos torcedores foram ao “Cícero Pompeu de Toledo” para presenciar o jogo. Apesar do clima frio fora das quatro linhas, o jogo foi quente dentro delas, ao menos, para os onze vestidos com a camisa listrada do Tricolor.

Com dez minutos de jogo, Éverton abriu o placar para o time da casa após pênalti sofrido por Paulo César e não marcado pela arbitragem: a bola sobrou para o meia só tocar para as redes. Sem descansar, o mesmo Everton ampliou o resultado dois minutos depois, quando avançou pela esquerda, driblou o marcador e bateu cruzado. Nesse ritmo frenético, Paulo César marcou o terceiro ainda com 15 minutos – esse, após lançamento de Rivellino para Serginho. O jogo já estava decidido e mal havia começado, apesar dos sauditas terem descontado aos 20 minutos, por falha da defesa tricolor.

Na etapa final, o São Paulo só teve o trabalho de controlar a leve pressão árabe, que não ameaçava a meta de Waldir Peres. Perto do fim do jogo, o incansável Paulo César marcou mais dois gols com a característica do ponta: velocidade aliada a técnica, tocando com categoria da entrada da área e driblando o zagueiro e chutando forte. Resultado: 5 a 1 para o São Paulo!

Por fim, Rivellino nunca mais vestiu o manto são-paulino. As negociações com os árabes não foram para frente.

22.09.1981. Amistoso InternacionalSão Paulo (SP). Estádio do MorumBISSÃO PAULO 5 x 1 SELEÇÃO DA ARÁBIA SAUDITA

SPFC: Toinho; Getúlio (Flavinho), Nei, Gassem e Heriberto; Élvio, Éverton e Rivellino; Paulo César, Serginho Chulapa (Luís Fernando Gaúcho) e Tatu (Márcio Araújo). Técnico: Formiga. Gols: Éverton, 10/1; Éverton, 12/1; Paulo César, 15/1; Paulo César, 39/2; Paulo César, 41/2

Arábia Saudita: Salem Maruan; Abdalla Orap (Husseid), Saleh Al-Naime, Ahmed Bifale e Mohamed Jaaudi (Wabay); Onda Abdalla, Sarur (Majed Ahmed Abdullah Al Mohammed), Fahad Moravi (Abed Drabhu) e Shaiab Al-Nasissa (Khalifa); Saud e Youssef. Técnico: Rubens Minelli. Gols: Shaiab, 20/1

Árbitro: José de Assis AragãoRenda: CR$ 378.300,00Público: 2.522 pagantes

Por Michael Serra / Arquivo Histórico João Farah

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