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·09 de abril de 2026

Sapunaru: “André Villas-Boas foi mais do que um treinador, foi um psicólogo”

Imagem do artigo:Sapunaru: “André Villas-Boas foi mais do que um treinador, foi um psicólogo”

Em passagem pelo Porto para matar saudades, Cristian Sapunaru falou a A BOLA e recordou alguns dos momentos mais marcantes vividos de dragão ao peito. Foram muitos. A trajectória do romeno, que também foi orientado por Vítor Pereira, no FC Porto, entre 2008 e 2012, ficou ligada ao sucesso e às conquistas. Nesse período, somou dez títulos oficiais: três campeonatos nacionais (2008/09, 2010/11 e 2011/12), três Taças de Portugal (2008/09, 2009/10 e 2010/11) e três Supertaças Cândido de Oliveira (2009, 2010 e 2011).

O míster [André Villas-Boas] era jovem, nós éramos jovens, e isso criou uma ligação muito próxima entre nós e ele. Além disso, não nos preocupávamos tanto com os erros, mas sim em aprender com eles. Por estar mais próximo da nossa idade, ele compreendeu-nos muito melhor

A fotografia do percurso do defesa ganha maior relevo com a extraordinária temporada de 2010/11, sob as ordens de André Villas-Boas, de quem fala com afecto e admiração. Com AVB, Sapunaru foi titular indiscutível e viveu o ano mais vitorioso da carreira, sendo peça importante na conquista da quádrupla coroa – Liga Europa, Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Supertaça -, alinhando na final europeia em Dublin frente ao SC Braga e mantendo presença regular no percurso invicto dos dragões. Nessa época fez 41 jogos oficiais, afirmando-se como um dos elementos com mais minutos no plantel, símbolo de entrega, determinação e forte ligação aos adeptos portistas. Com Vítor Pereira atravessou uma fase de transição e menor protagonismo, ainda assim com nova dose de títulos e dedicação.


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A época 2010/11 dispensa apresentações. Mas pergunto-lhe: como foi trabalhar com André Villas-Boas, na altura um treinador tão jovem?

– Acho que esse também foi o ponto forte: o míster era jovem, nós éramos jovens, e isso criou uma ligação muito próxima entre nós e ele. Além disso, não nos preocupávamos tanto com os erros, mas sim em aprender com eles. Por estar mais próximo da nossa idade, ele compreendeu-nos muito melhor e foi rapidamente assimilado no vestiário. Para além de ter sido um bom treinador, também foi um bom psicólogo, porque soube exactamente do que cada um de nós precisava e deu uma oportunidade a todos.

– A paixão pelo FC Porto, a fome de afirmação, o carácter e o facto de ser um excelente pedagogo, tendo em conta a sua ‘tenra idade’ nesta profissão.

– Toda a equipa técnica daquele ano foi muito empenhada e ajudou-nos muito em tudo o que pôde e em tudo o que foi necessário, mas não creio que ninguém tenha sido mais dedicado e mais responsável do que o míster.

– Acho que os resultados desse ano dizem tudo, demonstrando também a relação que o míster tinha com a sua equipa técnica.

– Um momento à parte, e muito especial, foi antes da final em Dublin, na reunião técnica antes do jogo. Logo após terminar a conversa, o míster pediu-nos para ficarmos mais alguns minutos porque tinha algo para nos mostrar. E colocou um vídeo com todas as famílias dos jogadores a desejarem-nos boa sorte e a dizer que estavam connosco independentemente do que acontecesse. Espero que ele não fique chateado por eu contar isto, mas foi um momento mesmo muito especial!

Um momento à parte, e muito especial, foi antes da final em Dublin, na reunião técnica antes do jogo. Logo após terminar a conversa, o míster pediu-nos para ficarmos mais alguns minutos porque tinha algo para nos mostrar. E colocou um vídeo com todas as famílias dos jogadores a desejarem-nos boa sorte e a dizer que estavam connosco independentemente do que acontecesse

«TODOS OS TROFÉUS SÃO PARA CONQUISTAR»

Convicto, Sapunaru acredita que o FC Porto tem tudo para repetir a temporada histórica de 2011. O antigo defesa deposita total confiança no trabalho de Francesco Farioli e no grupo de jogadores, certo de que os dragões vão lutar por vencer todas as competições em que estão inseridos.

– Não gosto de falar sobre as diferenças entre os treinadores com quem trabalhei, cada um teve os seus pontos fortes. Posso apenas dizer que a experiência com o míster André Villas-Boas foi única!

Olhando para este FC Porto, acredita que é capaz de repetir o vosso feito de 2011?

– A 100 por cento. Têm tudo o que é preciso para ganhar tudo!

– Tendo em conta que falamos do FC Porto e da tradição deste clube, qualquer troféu em disputa deve ser conquistado. Tenho 100 por cento de certeza de que o míster Farioli, juntamente com os jogadores, vai tentar ganhar ambas as competições e dará tudo por isso.

Tenho 100 por cento de certeza de que o míster Farioli, juntamente com os jogadores, vai tentar ganhar ambas as competições e dará tudo por isso.

– São dois jogadores jovens, valiosos, de quem gosto, e acredito que estão a contribuir seriamente para tudo o que está a acontecer este ano no clube.

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