Jogada10
·23 de fevereiro de 2026
Scarpa reencontra Bigode após caso de criptomoedas: “Muitas emoções”

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·23 de fevereiro de 2026

Gustavo Scarpa reencontrou-se pela primeira vez em campo com Willian Bigode, no jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro, no último domingo (22), na Arena MRV. O meia do Atlético e o atacante do América-MG ficaram frente a frente três anos após o processo na Justiça no caso das criptomoedas.
Eles se cumprimentaram antes de a bola rolar, com aperto de mãos. No entanto, durante o jogo, ficaram perto em alguns lances, Mas sem disputa direta. Após o empate em 1 a 1, Scarpa falou sobre a situação.
“Muitas emoções. Muita coisa que passa na cabeça, mas, antes de deixar qualquer raiva ou qualquer sentimento tomar conta, eu sou profissional, me segurei ali. Foi um momento diferente”, disse o meia, antes de completar:
“Está quase acabando na primeira instância. Já teve uma decisão desfavorável no processo do Mayke, o que indica que o desfecho, no meu caso, será o mesmo. Não tem muito o que fazer, é preto no branco. O cara decidiu ir para o lado da mentira, deixou a amizade de lado”.
Scarpa chegou ao Galo em 2024, enquanto Bigode está no Coelho desde o ano passado. Contudo, o reencontro ocorreu somente no último domingo. Afinal, no Estadual de 2025, Willian não foi inscrito a tempo de participar da competição. Em seguida, os times não se enfrentaram ao longo do ano por competições nacional. Já na primeira fase do Mineiro deste ano, o atacante do América-MG estava lesionado.
No início de 2023, reportagem do “Fantástico” revelou que Mayke e Gustavo Scarpa haviam investido cerca de R$ 10,4 milhões em criptomoedas em uma empresa indicada por Willian. Os três eram amigos desde os tempos de Palmeiras.

Scarpa cobra milhões de Willian Bigode na Justiça – Foto: Pedro Souza / Atlético
Entretanto, os valores deveriam ter sido resgatados em 2022, o que não aconteceu. Assim, Scarpa e Mayke acionaram a Justiça para tentar recuperar o dinheiro e, desde então, o processo segue em andamento.
Scarpa diz em boletim de ocorrência que investiu R$ 6,3 milhões, enquanto o lateral Mayke aportou mais R$ 4 milhões na empresa Xland Holding Ltda. A promessa era de que o rendimento seria de 3,5% a 5% ao mês. O juiz do caso diz que há indícios claros de pirâmide financeira.
A dupla revelou à polícia que fizeram negócio por indicação de Willian Bigode, dono da empresa WLJC Gestão Financeira.
Gustavo Scarpa conseguiu o bloqueio dos salários de Willian, na época jogador do Santos, em 2024. No início do ano passado, Mayke teve ganho de causa parcial concedido pela Justiça.









































