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·15 de setembro de 2026
Sede no litoral, mando de campo na capital e DNA árabe: Clube gaúcho inova com técnico do Bahrein

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Caçula na elite do futebol gaúcho nesta temporada, o Monsoon tem entre as suas peculiaridades o seu DNA ligado ao mundo árabe desde a sua criação e, nesta semana, reforçou os seus laços com a região, apostando em um treinador nascido no Bahrein.
O clube gaúcho iniciou a sua preparação para 2027 anunciando a contratação do técnico Aref Al-Asmi. O bareinita, de 57 anos, será um pioneiro no futebol brasileiro e chega para colocar a sua larga experiência no futebol árabe à serviço do Monsoon.
O treinador foi uma escolha do próprio dono da SAF do clube, Vitor Hugo, que trabalhou com Aref no Oriente Médio durante a sua carreira como atleta.
"Não vai ser uma comunicação 100% clara, mas, obviamente, temos pessoas na comissão técnica que falam português. Ele fala árabe e desenrola o treino em francês e espanhol, se precisar. As palavras que a gente usa durante os treinamentos e jogos são sempre as mesmas. Não é um vasto vocabulário que você precisa pra ensinar um jogador", disse o mandatário em entrevista ao jornal GZH.
Antes de inovar com a chegada de um técnico árabe, o Monsoon já havia acumulado apostas em ex-jogadores de expressão no futebol nacional. No início do Gauchão, a equipe foi comandada por Paulo Baier, que ficou por oito jogos no cargo e acabou demitido com apenas uma vitória.
Para suceder os ex-meia, o Monsoon apostou em Arílson, com passagens importantes pela dupla Gre-Nal como jogador. A segunda aposta do clube conquistou o objetivo principal da temporada e livrou o time do rebaixamento no Gauchão, mas encerrou a sua trajetória após a eliminação precoce na Copa FGF.
O novo técnico árabe tem previsão de chegada em solo gaúcho em novembro para iniciar a preparação para o Gauchão 2027 e recuperar o vínculo do clube com o Oriente Médio.
Com a promessa de ser uma força emergente no futebol gaúcho, o Monsoon nasceu fruto de uma parceria entre dois gaúchos e um mecenas indiano. O clube foi adotado pelo grupo de mesmo nome com sede em Dubai e comandado pelo bilionário Sumant Sharma.
A escolha do nome, além da homenagem ao conglomerado responsável por financiar o projeto, também é uma referência à origem da palavra, que, em árabe, remete aos ventos que mudam de direção de acordo com as estações do ano, relacionando o clube a uma tempestade para os adversários.
O vendaval, no entanto, se tornou em uma brisa em pouco tempo e o corte de investimento vindo de Dubai trouxe um ciclone de dívidas para o jovem clube. A crise financeira gerou inúmeras cobranças na justiça e uma estagnação no projeto que havia gerado um acesso da terceira para a segunda divisão, logo no primeiro ano.
Com as dívidas sufocando a situação financeira do clube, o Monsoon passou por uma reformulação precoce nos seus primeiros anos de vida e teve a sua SAF vendida ao ex-jogador Vitor Hugo.
O novo mandatário assumiu o clube com o compromisso de quitar as pendências e remodelar a identidade do clube, mantendo as origens. Uma das primeiras mudanças do Monsoon foi a troca de CEP, deixando a sua sede na capital para criar raízes no litoral norte.
Em parceria com a prefeitura de Capão da Canoa, o clube instalou a sua base na praia gaúcha e iniciou um projeto para erguer um estádio na cidade. Enquanto a nova casa ainda não está pronta, o clube segue viajando até Porto Alegre para atuar na região metropolitana do estado.
Em 2027, o Monsoon disputará a sua terceira temporada consecutiva na elite do futebol gaúcho em seis anos de existência e apostará no vínculo entre litoral, capital e Oriente Médio para seguir surpreendendo na região sul do Brasil.







































