Hugogil.pt
·07 de agosto de 2026
Seis golos, dois penáltis bem apanhados e o Benfica a um passo do play-off da Liga Europa

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Rafa resolveu logo aos três minutos. Ficou tudo dito sobre as intenções do Benfica. Bah puxou pela direita, Barreiro serviu atrasado e o internacional português apareceu no sítio certo para o 1-0. A partir daí, o jogo teve um único sentido, Prestianni a assustar Reus por duas vezes, Barreiro a bater à porta, e a Luz a perceber cedo que a noite ia ser fácil.
O 2-0 chegou aos 23 minutos, com Tomás Araújo a saltar mais alto do que toda a gente para cabecear um canto de Sudakov. Simples assim. O central, que entrou no onze por troca com um lugar agora ocupado noutro clube, deu a resposta que se pede a quem herda a titularidade, presença de área e golo no momento certo.
O Hearts ainda assustou, com uma bola na barra por Mendy antes do intervalo. Prova de que a equipa escocesa não veio para se limitar a defender. Mas o Benfica respondeu com um penálti que não teve grande história para contar, Prestianni foi claramente derrubado dentro da área e Pavlidis converteu, aos 42′. Contacto óbvio, decisão simples. É bom que sejam todos assim.
Já o golo anulado a Pavlidis na segunda parte merece outro tipo de leitura, essa sim mais fina. As imagens sugerem que a posição podia até ter sido legal, e é aqui que o protocolo do VAR mostra a sua face mais delicada. Nas marcações de fora de jogo, a margem de erro entre um jogador em posição legal e um jogador irregular pode ser um pé, por vezes menos, e a decisão fica dependente da qualidade das linhas traçadas e do fotograma exato do passe. Não há indignação a fazer aqui. Há apenas a constatação de que este é o tipo de lance em que a tecnologia devia dar certezas e por vezes só dá uma fotografia com dúvidas. Se a posição fosse mesmo legal, a goleada teria sido ainda mais pesada. E isso diz tudo sobre a diferença que houve em campo.
Na segunda parte, o domínio nem precisou de argumentos novos. Prestianni marcou aos 59′, com um remate em arco que valeu o 4-0. O Hearts ainda reduziu por Renaud, num contra-ataque isolado, mas pouco mudou no filme do jogo. O Benfica fechou as contas com autoridade, Jhon Durán a marcar aos 86′ após assistência de Schjelderup, e o próprio norueguês a converter outro penálti, já em tempo de compensação, para fixar o 6-1 final.
Os números confirmam o que os olhos viram, 19 remates contra 7, 11 enquadrados, 67 por cento de posse de bola. Não é só uma vitória larga. É a fotografia de uma equipa que, quando entra concentrada, não dá hipótese a quem está do outro lado. Com uma vantagem de cinco golos para a 2.ª mão, a 13 de agosto em Edimburgo, seria preciso um milagre escocês para inverter isto. E milagres não costumam aparecer contra equipas a jogar a este nível. Fica a eliminatória praticamente arrumada. E fica também um bom sinal para quem quer ver este Benfica a entrar na Liga Betclic, já no domingo, com o Académico de Viseu na Luz.







































