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·20 de julho de 2026
Seis sedes, três continentes... e mais seleções? Copa de 2030 começa em 1.419 dias

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A Espanha ainda comemora o título conquistado, mas as outras nações já estão contando os 1.419 dias que faltam para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2030. Depois da maior edição de todos os tempos, com 104 jogos, o Mundial se prepara para ainda mais novidades: seis sedes em três continentes e, talvez, um novo aumento de participantes.
A 24ª edição da Copa é especial por se tratar do 100º aniversário da primeira edição. Tal celebração justifica a inclusão de três sedes sul-americanas (Uruguai, Argentina e Paraguai) à proposta vencedora que tinha Espanha, Marrocos e Portugal como anfitriões. E o centenário é argumento para o aumento de mais 16 classificados, elevando para 64 o número de participantes.
Enquanto ainda existe uma indefinição sobre quantas seleções vão se classificar e, consequentemente, a fórmula de disputa, vamos ao que já sabemos da próxima Copa.
O primeiro jogo da Copa já tem data e local definido: 8 de junho de 2030, um sábado, na cidade de Montevidéu, no Uruguai, palco da primeira disputa, lá em 1930. No dia seguinte, mais dois jogos aconteceriam, sendo um na Argentina - como reconhecimento ao papel do país, vice-campeão no primeiro torneio - e um no Paraguai - cuja escolha foi justificada por ser sede da Conmebol, a única confederação existente na época da primeira Copa.
Nesses três primeiros jogos seriam realizadas cerimônias de comemoração do centenário, deixando as cerimônias de abertura propriamente ditas para os primeiros jogos nos outros três anfitriões, que receberão os demais 101 jogos.
E por questões de logística envolvendo os seis países envolvidos em jogos na América do Sul, a Copa seria paralisada até o dia 13 de junho, quando então seria retomada a disputa. Tudo isso para que as seleções que tiverem que viajar mais tenham 10 dias de descanso entre a estreia e o segundo jogo, já em solo europeu ou africano.
A final está marcada para 21 de julho, ainda sem uma sede determinada.
Se sabemos que a Copa vai começar em Montevidéu, Buenos Aires e Assunção, as demais sedes ainda não foram definidas pela Fifa. A candidatura original apresentou proposta de 11 estádios na Espanha, seis no Marrocos e três em Portugal.
As candidatas espanholas têm as prováveis obviedades Madri e Barcelona, com a renovação do Santiago Bernabéu e do Camp Nou, além do relativamente novo estádio Metropolitano, também localizado na capital. Em Barcelona ainda há a tentativa do RCDE Stadium, casa do Espanyol, de receber alguns jogos. Bilbao, La Coruña, Las Palmas, Málaga, San Sebástian, Sevilha e Zaragoza são outras pretendentes.
No Marrocos temos Casablanca, Agadir, Fés, Marrakesh, Rabat e Tánger como candidatas, com algumas arenas já construídas e o novíssimo Grand Stade Hassan II, que está sendo construído na capital do país e teria capacidade para 115 mil expectadores, brigando até mesmo para receber a decisão.
Em Portugal são duas cidades apontadas para receber jogos, sendo a capital Lisboa com dois locais, o Estádio da Luz e José Alvalade, casas do Benfica e do Sporting, respectivamente, e, no Porto, o Estádio do Dragão.
A aceitação da Copa com 48 seleções animou a Fifa em seu projeto de elevar para 64 o número de participantes, já que isso significaria mais jogos e, consequentemente, maior arrecadação. O centenário do torneio é usado como justificativa para incluir mais 16 classificados, alegando que a data precisaria ser comemorada por mais países.
Caso a proposta de uma Copa com 64 seleções vá adiante, as sedes sul-americanas poderiam acabar recebendo um grupo cada, aumentando suas participações no torneio. A ideia, contudo, ainda vai ser analisada, segundo declaração de Gianni Infantino, presidente da Fifa, nos últimos dias. A entidade, posteriormente, comunicou que "uma proposta para analisar a Copa do Mundo da Fifa com 64 equipes para comemorar o centenário da competição em 2030 foi espontaneamente levantada por uma membro do Conselho da Fifa no item "diversos" da agenda, perto do fim da reunião do Conselho, realizada em 5 de março de 2025. A ideia foi reconhecida, pois a Fifa tem o dever de analisar qualquer proposta de um de seus membros do Conselho."
A sugestão foi do uruguaio Ignacio Alonso e recebeu apoio de Alejando Domínguez, presidente da Conmebol e vice da Fifa. O assunto foi colocado na pauta na reunião de outubro do ano passado, mas não foi discutido, encontrando resistência da Uefa, Concacaf e da AFC.







































