Nosso Palestra
·11 de agosto de 2026
Sem River nem Boca no mata-mata, o Brasil tem o caminho mais aberto da história para o oitavo título seguido da Libertadores

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·11 de agosto de 2026

O futebol sul-americano chegou a um ponto histórico. Desde 2019, quando o Flamengo quebrou um jejum de 38 anos ao vencer o River Plate na final de Lima, nenhum clube fora do Brasil levantou a taça da Copa Libertadores. Sete edições seguidas, sete campeões brasileiros: Flamengo (2019, 2022 e 2025), Palmeiras (2020 e 2021), Fluminense (2023) e Botafogo (2024). O empate histórico com a Argentina, que chegou a 2018 com 25 títulos contra 18 do Brasil, foi alcançado e o placar agora é de 25 a 25. A edição de 2026 começa as oitavas de final em agosto com seis clubes brasileiros entre os dezesseis que avançaram, e sem River Plate nem Boca Juniors no mata-mata pela primeira vez desde 2014.
A fase de grupos revela um Flamengo que terminou a primeira fase com a melhor campanha de todos os 32 participantes, 16 pontos em seis jogos, cinco vitórias, um empate e saldo de gols de +12. Nenhum clube de nenhum país chegou perto. O domínio brasileiro se reflete também na tabela geral, já que seis dos dezesseis classificados às oitavas são brasileiros, o maior contingente de um único país no mata-mata. Para quem acompanha a competição e quer apostar na Libertadores, esse contexto é o ponto de partida mais relevante para avaliar os mercados disponíveis. Para quem busca palpites Libertadores ou quer entender quem tem mais chance de ganhar a Libertadores neste momento do mata-mata, a campanha do Flamengo na fase de grupos é o dado mais relevante disponível.
O mata-mata começa em 11 de agosto, com os jogos de ida, e os de volta acontecem na semana seguinte. A chave mais comentada é o confronto entre Cruzeiro e Flamengo, dois clubes brasileiros que se enfrentam nas oitavas num duelo que seria digno de uma semifinal. Outros duelos de destaque incluem Fluminense contra Independiente Rivadavia (ARG), Palmeiras contra Cerro Porteño (PAR), Mirassol contra LDU (ECU) e Corinthians contra Rosario Central (ARG). Para acompanhar os mercados de cada confronto em tempo real, a Stake.bet.br mantém odds atualizadas para cada jogo do mata-mata.
O Flamengo de Leonardo Jardim chegou às oitavas de final invicto e com números impressionantes. Cinco vitórias e um empate, 14 gols marcados e apenas 2 sofridos no grupo A, que incluía Estudiantes, Independiente Medellín e Cusco. O único tropeço foi o empate por 1 a 1 em La Plata contra o Estudiantes, na terceira rodada, jogo que custou a saída de Arrascaeta ainda no primeiro tempo com lesão no ombro direito. O uruguaio, camisa 10 e peça central do sistema de Jardim, foi substituído antes dos 20 minutos e foi direto ao hospital para exames de imagem.
A lesão de Arrascaeta é a preocupação mais concreta do Flamengo para o mata-mata. Além disso, é sabida a tensão entre o diretor de futebol José Boto e o departamento médico do clube, nas semanas anteriores ao início do mata-mata, sobre divergências quanto ao tratamento de atletas e à gestão da carga de trabalho, num calendário que combina Brasileirão e Libertadores. Jardim, que manteve invencibilidade na fase de grupos apesar dos conflitos, terá o desafio de manter a coesão do grupo num confronto direto contra o Cruzeiro de Artur Jorge.
O confronto Cruzeiro x Flamengo nas oitavas é inédito na história da Libertadores e carrega simbolismo adicional. Artur Jorge, técnico do Cruzeiro, foi o treinador que levou o Botafogo ao título em 2024. Ele conhece melhor do que ninguém os mecanismos que fazem um clube brasileiro vencer a Libertadores, e aplicará esse conhecimento contra o clube mais vitorioso da competição nos últimos anos. O Cruzeiro terminou a fase de grupos em segundo no grupo D, com 11 pontos, após eliminar o Boca Juniors (que terminou em terceiro e foi eliminado) e perder apenas para o Universidad Católica do Chile. Cinquenta anos depois do primeiro título continental, em 1976, o clube mineiro tenta avançar além das oitavas pela primeira vez em 29 anos.
O Palmeiras terminou a fase de grupos em segundo no grupo F, com 11 pontos, atrás do Cerro Porteño paraguaio. A campanha incluiu uma derrota e um empate para o líder do grupo, além de um empate com o Junior Barranquilla na abertura. Abel Ferreira, que já venceu a Libertadores duas vezes pelo clube, enfrenta o mesmo adversário nas oitavas, num duelo que reproduz a dinâmica do grupo mas agora no formato eliminatório.
O Palmeiras tem características estruturais que o diferenciam do Flamengo para o mata-mata: maior profundidade de elenco, um técnico com mais experiência no torneio e a tradição de desempenhos que melhoram nas fases decisivas. Abel Ferreira nunca foi eliminado nas quartas ou semifinais da Libertadores. Nos dois títulos (2020 e 2021), chegou à final e venceu. No vice de 2025, perdeu apenas na decisão para o próprio Flamengo, num jogo disputado no mesmo Estádio Centenário de Montevidéu que vai sediar a final desta edição.
O retorno do trio paraguaio (Gómez, Sosa e o meia Mauricio) após a Copa do Mundo, com moral elevado pela campanha histórica do Paraguai que chegou às quartas antes de ser eliminado pela França, reforça o elenco num momento em que a competição exige o nível máximo. Flaco López, artilheiro do clube com 14 gols e 8 assistências no primeiro semestre, é o nome que os adversários mais temem no mata-mata.
A eliminação do Boca Juniors na fase de grupos e a ausência do River Plate desde a fase classificatória representam o momento mais fraco da Argentina na Libertadores em pelo menos uma década. O Boca terminou em terceiro no grupo D, com 7 pontos, após perder para Barcelona do Equador (1 a 0) e para o Universidad Católica (1 a 0 na última rodada, jogo que o eliminou). A CNN Brasil reportou que o clube demitiu o técnico Claudio Úbeda após a eliminação, numa decisão que resume a crise do futebol argentino no continente neste momento.
O River Plate sequer se classificou para a fase de grupos. A última vez que os dois maiores clubes da Argentina estiveram simultaneamente fora do mata-mata foi em 2014. O vácuo deixado pelos dois gigantes portenhos beneficia diretamente os clubes brasileiros, que se veem sem o adversário histórico mais difícil nas fases decisivas. Antes do início do torneio, o analista Eugênio Leal já sinalizava o cenário: “O Brasil está cada vez mais à frente dos outros países em termos de Libertadores. E este ano o River não joga. Por isso, só o Boca Juniors aparece como um candidato de fora do país.” Com a queda precoce do Boca ainda na fase de grupos, eliminado após derrota para o Universidad Católica na última rodada, esse vácuo se aprofundou ainda mais do que o analista havia antecipado.
A sequência de sete títulos consecutivos do futebol brasileiro na Libertadores é mais impressionante quando analisada edição por edição, porque não foi construída por um único clube dominante, mas por quatro clubes diferentes.
Em 2019, o Flamengo venceu o River Plate na final de Lima por 2 a 1, com dois gols de Gabriel Barbosa nos acréscimos depois de estar perdendo. Foi o primeiro título continental do clube em 38 anos e o primeiro sinal de que algo estrutural havia mudado no futebol brasileiro. Em 2020, o Palmeiras venceu o Santos por 1 a 0 numa final 100% brasileira disputada no Maracanã, com gol de Breno Lopes no último minuto da prorrogação. Em 2021, o mesmo Palmeiras voltou à final e venceu o Flamengo por 2 a 1 no Centenário de Montevidéu, com o famoso gol de Deyverson na prorrogação, num confronto que mostrou que a hegemonia não era de um único clube mas de um futebol inteiro.
Em 2022, o Flamengo reconquistou o título ao vencer o Athletico-PR por 1 a 0 numa final novamente 100% brasileira, no Guayaquil equatoriano. Em 2023, o Fluminense surpreendeu ao bater o Boca Juniors por 2 a 1 no Maracanã, numa das finais mais emocionantes da história recente, com gol de Germán Cano no segundo tempo da prorrogação. Em 2024, o Botafogo de Artur Jorge venceu o Atlético Mineiro por 3 a 1 em Buenos Aires, numa final que consolidou o ciclo vitorioso e revelou o técnico que agora comanda o Cruzeiro nas oitavas desta edição. Em 2025, o Flamengo de Leonardo Jardim fechou o ciclo mais recente ao vencer o Palmeiras de Abel Ferreira por 1 a 0 no Centenário, num confronto que se repete como possibilidade real de final em novembro.
Cinco das sete finais foram 100% brasileiras. Os únicos intrusos foram o River Plate em 2019 e o Boca Juniors em 2023, justamente os dois clubes ausentes desta edição. A sequência não é coincidência, mas o resultado de investimentos crescentes, estruturas profissionais e um calendário que preparou os clubes brasileiros para competir em alto nível por períodos prolongados.
Sem argentinos tradicionais no mata-mata, os candidatos externos mais relevantes são Independiente Rivadavia (ARG), Rosario Central (ARG), Cerro Porteño (PAR) e Independiente del Valle (ECU). O Independiente Rivadavia terminou a fase de grupos com 16 pontos, empatado com o Flamengo, mas com saldo inferior. O clube de Mendoza, que disputa apenas sua segunda Libertadores na história, liderou o grupo C com folga e reencontra o Fluminense nas oitavas, segundo colocado da mesma chave num sorteio que, excepcionalmente, cruzou os dois primeiros classificados do mesmo grupo. O Rosario Central terminou com 13 pontos no grupo H, com campanha sólida que incluiu apenas uma derrota.
O Cerro Porteño paraguaio, que liderou o grupo do Palmeiras com 13 pontos, é o adversário mais difícil que o Verdão poderia ter nas oitavas. O clube de Assunção tem histórico recente de campanhas sólidas na Libertadores e conhece bem as características do adversário após os confrontos na fase de grupos.
Para quem acompanha a Libertadores com olho nas apostas, o mata-mata oferece mercados mais variados e com melhor valor do que a fase de grupos, porque o contexto de cada confronto é mais definido e a informação sobre elencos, lesões e forma recente está mais disponível. Por isso, muitos apostadores também acompanham prognósticos da Libertadores antes de definir suas entradas, comparando análises e estatísticas para identificar oportunidades em diferentes mercados.
O mercado de campeão tem o Flamengo como favorito na maioria das plataformas, reflexo da melhor campanha da fase de grupos. Palmeiras aparece em segundo, com Abel Ferreira como o técnico mais experiente na competição entre todos os classificados. O mercado de “clube brasileiro campeão” (apostas que cobrem qualquer clube do país, não um específico) oferece odds da Libertadores comprimidas que refletem a hegemonia histórica, mas ainda assim pode ter valor dependendo da plataforma.
Para as oitavas especificamente, o confronto Cruzeiro x Flamengo é o mais equilibrado entre os oito duelos. Os dois clubes se conhecem bem pelo Brasileirão, o que reduz a vantagem de adaptação que times estrangeiros às vezes enfrentam contra brasileiros. O mercado de resultado agregado para esse confronto é o que mais movimenta volume de apostas Libertadores no Brasil, e as odds de empate no agregado (que levaria à decisão por pênaltis) tendem a oferecer valor por ser um cenário subestimado nas cotações iniciais.
O artilheiro da competição é um mercado de longo prazo que o apostador brasileiro costuma ignorar em favor de apostas de resultado imediato, mas que pode ser lucrativo. Flaco López do Palmeiras e Pedro do Flamengo são os nomes com mais chances de liderar a artilharia, com odds iniciais que ainda não refletem completamente o desempenho dos dois no primeiro semestre. Igor Thiago, do Brentford, não está na competição, o que elimina um nome que poderia ter sido relevante nesse mercado.
Para quem pretende apostar na Libertadores no restante do mata-mata, o histórico recente favorece claramente o Brasil, mas os detalhes de cada confronto continuam sendo o que define uma aposta no campeão da Libertadores bem informada.
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