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·09 de março de 2026

Sem vencer últimos seis jogos, maior campeão mato-grossense quebra jejum de 18 anos

Imagem do artigo:Sem vencer últimos seis jogos, maior campeão mato-grossense quebra jejum de 18 anos

Econômico nos gols, consistente na defesa e letal nas penalidades. O Mixto colocou um ponto final no seu jejum de quase duas décadas e conquistou o Campeonato Mato-Grossense. O maior campeão do estado colocou a sua 25ª taça na galeria com uma campanha, no mínimo, curiosa.

A concretização do título veio neste domingo na decisão do estadual diante do Luverdense. Depois de 180 minutos sem gols (jogo de ida e de volta), o Mixto superou o rival nas penalidades por 5 a 3 e levantou a taça em Lucas do Rio Verde.


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Na semifinal, o Tigre também havia conquistado a classificação com o auxílio das penalidades, após dois empates, desta vez em 1 a 1, contra o CEOV Operário. Sem vencer nenhum dos quatro jogos da fase de mata-mata da competição, o Mixto celebrou o título com uma campanha marcada pelos empates.

Além dos resultados de igualdade na semi e na decisão, o clube cuiabano foi derrotado na rodada final contra o Nova Mutum e ficou no empate com o Sport Sinop, em 0 a 0, na penúltima partida da fase classificatória, emplacando seis jogos consecutivos sem vencer na reta decisiva do estadual.

Na campanha geral, o Mixto venceu quatro jogos, empatou sete vezes e sofreu apenas duas derrotas, tendo 15 gols marcados e apenas seis tomados.

No meio do caminho para o título, o Tigre ainda desviou a sua atenção para a Copa do Brasil e derrubou o Botafogo da Paraíba... nos pênaltis novamente. A terceira vitória do Mixto na marca fatal veio depois do empate em 1 a 1 no tempo normal.

Di Maria Artilheiro, Goleiro experiente e treinador jovem

A campanha do Mixto foi construída por um elenco jovem com média de 25 anos e apenas quatro jogadores acima dos 30 anos. As apostas nas lideranças experientes pontuais foram certeiras e tiveram protagonismo na conquista.

Mais velho do elenco aos 37 anos, Glaycon foi o herói do Tigre. O goleiro foi o pilar defensivo do time durante a competição e brilhou nas três disputas de pênaltis da temporada.

Além do arqueiro, superam a marca dos 30 anos o seu substituto Gustavo Silva, o meia Robson Lopes e o zagueiro Jackson, com experiência por Internacional, Palmeiras, Fortaleza e Bahia.

A aposta na jovialidade no elenco começou pela escolha do treinador. Lucas Isotton, de 40 anos, está na sua segunda temporada no Mixto e apenas na terceira experiência como técnico na carreira, conquistando o seu primeiro título do currículo.

No setor ofensivo, quem decidiu para o Tigre foi o homônimo de um craque argentino. Com seis gols, Di María foi o artilheiro do Campeonato Mato-Grossense.

Cria do Americano, o atacante, xará do argentino, desembarcou em Cuiabá nesta temporada após destaque nas divisões de acesso do Paulistão e do Cariocão.

Fim do jejum do maior campeão

Com a conquista do final de semana, o Mixto saiu da fila de 18 anos sem títulos na elite do futebol mato-grossense. O clube cuiabano viveu o calvário no futebol estadual com a queda para a segunda divisão em 2020.

De volta à elite em 2023 com o título da Série B, o Tigre havia caído nas semifinais dos últimos dois anos e amadureceu o retorno das conquistas. 

Sem chegar em uma final desde 2013, quando perdeu para o Cuiabá nos pênaltis, o Mixto celebrou o seu 24° títulos mato-grossense e aumentou a sua distância como maior campeão estadual. Apesar da seca de glórias, o Tigre chegou a onze título a mais do que o Dourado, segundo maior campeão.

O título do Mixto também resulta na interrupção da hegemonia do Cuiabá nas últimas décadas. Desde 2011, pela primeira vez o Dourado passa por duas temporadas sem conquistar o estadual. Nos últimos 16 anos, o clube venceu 11 edições e, agora, teve o monopólio freado por Primavera em 2025 e Mixto em 2026.

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