Sérgio e Francisco Conceição recordam a passagem pelo FC Porto em entrevista: “É o nosso clube de coração” | OneFootball

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·31 de março de 2026

Sérgio e Francisco Conceição recordam a passagem pelo FC Porto em entrevista: “É o nosso clube de coração”

Imagem do artigo:Sérgio e Francisco Conceição recordam a passagem pelo FC Porto em entrevista: “É o nosso clube de coração”

Sérgio e Francisco Conceição deram, esta terça-feira, uma longa entrevista ao portal norte-americano The Athletic, na qual abordaram vários temas, a começar pelo período de ambos no FC Porto, onde o pai proporcionou ao filho a estreia no mais alto nível.

Francisco Conceição, internacional português que actua atualmente na Juventus, começou por lembrar uma transferência que acabou por marcar a sua carreira: “Saí do Sporting para o FC Porto, o clube do meu coração e da minha família. O meu pai jogou e treinou lá durante muito tempo. Foi o clube mais importante dos meus anos de formação, onde cheguei pela primeira vez a uma primeira equipa na minha vida, com o meu pai como treinador”.


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“Do FC Porto, saí para o Ajax. Senti que era a transferência certa para mim. Tinha acabado de ser campeão português. Eu queria evoluir como jogador. Não correu como eu esperava, e só lá estive durante um ano. Isso só me deixou mais faminto, quanto regressei ao FC Porto, para demonstrar o quão bom eu era. Foi a decisão certa. Cheguei à seleção nacional portuguesa”, apontou.

“Saí para a Juventus, em 2024. Uma vez mais, foi o passo certo, para um clube enorme, numa fase em que queria voltar a conquistar títulos. A Serie A é muito tática. Para os avançados, é muito mais difícil marcar golos, é muito mais difícil que as tuas qualidades venham ao de cima. As equipas jogam com uma linha de cinco na defesa, e o principal é não sofrer, mas tudo isto me torna num melhor jogador. Estou feliz, na Juventus, e o meu principal objetivo é conquistar títulos, na Juventus”, acrescentou.

“O meu primeiro título, no FC Porto, acabou com o ciclo vencedor de quatro anos do Benfica”

Sérgio Conceição, por sua vez, centrou-se nas duas passagens ao serviço do FC Porto, a primeira das quais enquanto jogador: “Eu saí [em 1998, para a Lazio]. Valeu a pena. Houve vários momentos isolados que nos levaram ao nosso objetivo principal, que os jogos resultassem em títulos. Eu penso sempre nos objetivos da equipa, em primeiro lugar. Agora, há um ou dois momentos individuais que me permanecem na memória, devido ao contexto e ao momento”.

“Estou a pensar no meu golo [pela Lazio], na Supertaça de Itália, contra a Juventus de [Zinédine] Zidane e [Alessandro] Del Piero – vencemos, por 2-1, no estádio da Juventus, e o meu golo decidiu o jogo. Os três golos contra a Alemanha [por Portugal], no Campeoanto da Europa de 2000, e a Bota de Ouro, na Bélgica, [ao serviço do Standard Liège], como melhor jogador da temporada, lá… Depois, diria que todos os jogos que levaram aos dez títulos que conquistei”, refletiu.

O antigo internacional português voltou depois a falar do percurso como treinador no Estádio do Dragão: “O meu primeiro título, no FC Porto [em 2017/18] foi um momento muito especial. Acabou com o ciclo vencedor de quatro anos do Benfica. Como jogador, ajudei o FC Porto a conquistar cinco títulos nacionais de seguida, foi o ciclo de maior sucesso da história do clube, e, como treinador, conquistei três títulos nacionais pelo FC Porto, o último dos quais o 30.º na história do clube”.

“Estes momentos representam o culminar de trabalho árduo e paixão. E há momentos difíceis, enquanto jogador: uma derrota ou outra deixam sempre a sua marca. Venci 70% das finais que disputei. Houve algumas finais que perdi, e foi quase sempre no desempate por grandes penalidades. Perder com o Sporting, no Jamor, por duas vezes no desempate por grandes penalidades, a primeira das quais no Sporting de Braga e a segunda no FC Porto… Foi doloroso”, concluiu.

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