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·23 de março de 2026

Seria bom se desse pra culpar a Chappell Roan por isso aí também

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A gente já sabia que estava diante de um fim de semana um pouco diferente quando o organizador de eventos - e nas horas vagas jogador de futebol - Gonzalo Plata não foi nem relacionado para a partida mas a principal notícia sobre o Flamengo era a enteada de um dos nossos atletas ter sido destratada e/ou ameaçada e/ou agredida e/ou metralhada  pelo segurança de uma cantora pop.

E ainda que seja incerto o grau de responsabilidade da artista americana Chappell Roan na sequência de eventos que levou às lágrimas a pequena Ada Law - filha do relacionamento de Catherine Harding, atual esposa de Jorginho, com o ator Jude Law - é bem claro o grau de vacilo apresentado pelo Flamengo no empate deste domingo, diante do Corinthians.


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Não que não seja possível debater atenuantes diante da arbitragem confusa. Evertton Araujo merecia mesmo ser expulso? Houve pênalti em Carrascal? Jorginho em dado momento não levou uma cotovelada no rosto, dada talvez por um atleta corinthiano fã demais de canções como “Good Luck Babe” e “Pink Pony Club”? Podemos debater isso por horas, ainda que seja necessário debater também, por exemplo, se não foi pênalti a entrada bisonha cometida por Ayrton Lucas dentro de nossa área.

Mas nada disso muda o fato de que o Flamengo conseguiu encontrar maneiras de tornar complicada uma partida que, de começo, se apresentava bem convidativa. Afinal, com menos de cinco minutos do primeiro tempo a pressão na saída de bola havia funcionado e, num erro da equipe adversária, Pedro havia deixado Paquetá na cara do gol para abrir o placar. 1x0 Flamengo, uma vantagem importante num jogo fora de casa, era jogar com inteligência e decidir a partida, certo?

Errado. Quinze minutos depois o placar já estava empatado, a equipe rubro-negra já estava desorganizada em campo e o jogo havia se tornado uma sequência de passes errados com momentos de empurra empurra em que, esparsamente, se praticava algo semelhante ao futebol, como no lindo chute de Arrascaeta defendido por Hugo Souza.

E foi exatamente dos pés do uruguaio que surgiu um dos vacilos definidores da partida, quando, mesmo vendo um companheiro livre para finalizar dentro da área, Arrasca preferiu tentar mais um drible, desperdiçou a chance de gol e criou o bizarro lance que resultou na expulsão de Evertton. E se no 11 contra 11 o Flamengo não vinha se garantindo, não ia ser com um a menos que as coisas iriam acontecer.

Porque obviamente, temos que dar crédito para a organização tática e a dedicação da equipe, que segurou o placar mesmo em desvantagem numérica. Mas isso não muda o fato de que tornamos dramático um jogo que poderia ser simples e tivemos vários dos mesmos erros absurdos cometidos pelos mesmos culpados de sempre - Wallace Yan segue o campeão panamericano na modalidade “ideia errada”, Ayrton Lucas é um jogador que não precisa ser vendido, mas sim atirado pela próxima de transferências.

Diante do contexto o empate não é tão ruim, mas diante das nossas ambições, não podemos nos dar ao luxo de complicar jogos dessa forma. Um clube com a qualidade do Flamengo não pode fazer com a noite da sua torcida o mesmo que a artista Chappell Roan fez com a manhã da enteada do Jorginho.

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