Jogada10
·27 de fevereiro de 2026
Serie A acumula prejuízos bilionários e amplia crise financeira

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·27 de fevereiro de 2026

Segundo levantamento da Calcio Finanza, 13 das 20 equipes da Serie A terminaram a temporada 2024/25 com prejuízo financeiro. Ao todo, o déficit líquido agregado dos clubes foi de 349 milhões de euros (R$ 2,1 bilhões), que simboliza o momento delicado financeiro e esportivo do futebol italiano ao longo dos últimos anos. Desde 2009/10, os clubes italianos não conquistam um título de Champions e, a partir de 2016/17, acumulam perdas totais de 3,9 bilhões de euros (R$ 23,6 bilhões), com média de 427 milhões de euros (R$ 2,6 milhões) por temporada.
Considerada a principal liga da Europa ao longo da década de 1980, 1990 e 2000, a Serie A perdeu o status após escândalos de manipulação de resultados e queda no protagonismo internacional, com baixa competitividade da liga e pouco apelo comercial. Com isso, após sucessivas vendas para novos donos e tentativas de competir com equipes de outros países, os clubes italianos enfrentam desequilíbrio financeiro e aumento do endividamento.
“O futebol italiano tem um passado muito vitorioso, seja nos seus clubes como na sua seleção. Porém, parece ter demorado a acompanhar a modernização estrutural e comercial vista em outros mercados, em especial em relação a outras ligas europeias. A Serie A enfrenta problemas em infraestrutura, dificuldades de expansão de receitas e aumento dos custos operacionais, custos específicos e gerais, como em todo o mercado do futebol. Como consequência, o desequilíbrio financeiro se tornou recorrente, com prejuízos ano após ano e crescimento do endividamento dos clubes. Ou seja, torna-se urgente uma reformulação baseada em sustentabilidade e reposicionamento internacional”, explica Moises Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças do futebol.

Allianz Stadium, casa da Juvetnus, em Turim -Foto: Stefano Guidi/Getty Images
Além disso, outro aspecto relevante para o baixo faturamento comparado às demais ligas do mundo é a defasagem infraestrutural. Hoje, grande parte dos estádios da Itália é considerada ultrapassada pela Uefa. Somente o Allianz Stadium, da Juventus, e o Atleti Azzurri d’Italia, da Atalanta, considerados exceções à regra. A construção de novas arenas na Itália sofre empecilhos financeiros, pois estádios antigos geram menos receita e impedem investimentos em melhorias. Em comparação com a Premier League, os clubes italianos faturam 40% menos em dias de jogo.
“A rentabilidade das arenas e estádios é um ponto crucial para o desenvolvimento financeiro dos clubes no futebol mundial. Isto porque a capacidade de gerar receita para além dos dias de jogo é essencial. Tanto para atrair novas marcas parceiras, quanto para promover ativações e ações inovadoras junto aos torcedores. Hoje, as equipes italianas enfrentam um momento financeiro delicado, fruto de estádios pouco rentáveis”, afirma Heraldo Evans, Diretor Comercial da Recoma, empresa especializada em infraestrutura esportiva, e detém o naming rights do Campeonato Brasileiro de Boxe, entre outras competições em diversas modalidades.









































