Portal dos Dragões
·15 de setembro de 2026
Sete dos 15 golos do FC Porto nascem de bolas paradas

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O primeiro clássico do campeonato aproxima-se e tudo aponta para um encontro de margens reduzidas, daqueles em que os pormenores podem fazer a diferença. Entre os vários aspetos em destaque, sobressai a eficácia do FC Porto nas bolas paradas, uma das principais características da equipa de Francesco Farioli, que já vinha da temporada anterior. Dos 15 golos apontados pelos portistas no campeonato, quase metade surgiu na sequência de cantos, livres ou grandes penalidades, sendo que a maioria teve influência direta na soma de pontos.
“São situações que podem mudar a dinâmica do jogo e que têm muito impacto. Tudo isto é consequência do trabalho que fazemos durante a semana. É uma ferramenta a que recorremos desde a época passada e a que dedicamos muitas horas nos treinos. Os jogadores acreditam muito no que fazem e, entre o tempo, a qualidade e a crença, as coisas acabam por surgir. Isto faz parte do jogo, é muito importante estar ligado ofensiva e defensivamente”, sublinhou Francesco Farioli depois da partida frente ao Casa Pia, na qual três dos quatro golos dos dragões nasceram de lances de bola parada.
A análise aos resultados confirma o peso dessa estratégia. As vitórias diante de Alverca, Moreirense e Casa Pia foram influenciadas por jogadas estudadas, o que significa que seis dos 18 pontos somados pelo FC Porto resultaram diretamente dessa eficácia. Sem esses lances, os três encontros teriam terminado empatados.
As bolas paradas tornaram-se, assim, uma imagem de marca do campeão nacional e uma solução adicional para ultrapassar partidas fechadas ou resolver duelos taticamente difíceis. Poderão, por isso, assumir um papel importante no clássico de domingo, frente ao Benfica. Ainda assim, é curioso notar que nenhum dos golos marcados aos encarnados na época passada surgiu dessa forma.
O trabalho específico desenvolvido no Olival, com Lino Godinho e Lucho González a assumirem uma parte significativa da preparação, tem permitido ao FC Porto distinguir-se neste capítulo. Ao fim de seis jornadas, a equipa soma três golos de canto, outros três de penálti e um na sequência de um livre indireto. Na temporada anterior, os dragões marcaram 15 vezes após cantos – mais do que nas três épocas anteriores em conjunto – e acrescentaram ainda sete golos de grande penalidade.
A campanha começou com dois penáltis convertidos frente ao Alverca, na jornada inaugural. Seguiu-se o primeiro golo de canto, em Vila do Conde, com Gabri a servir Nehuén Pérez. Até ao momento, apenas os triunfos diante de Arouca e Ac. Viseu não incluíram qualquer golo de bola parada. Contra o Moreirense, William Gomes bateu um livre lateral diretamente para a cabeça de Bednarek. Já em Rio Maior, André Silva e Kiwior marcaram na sequência de cantos, enquanto o terceiro golo foi apontado de penálti.







































