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·17 de setembro de 2026
Sexto na lista? Raphinha pode resgatar tradição perdida de artilheiros brasileiros no Espanhol

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·17 de setembro de 2026

O assunto começa a soar repetido, mas é impossível não falar de Raphinha neste início de temporada avassalador do Barcelona. Com hat-trick na goleada pesada de 7 a 2 sobre o Racing Santander, o atacante brasileiro ultrapassou a marca dos 10 gols na temporada, nove na Liga Espanhola, onde é artilheiro e candidato a resgatar uma tradição perdida de brasileiros no topo da lista de goleadores na Espanha.
Os feitos de Raphinha são muitos. Alguns que nem mesmo Messi conseguiu no Barcelona, como marcar nos cinco primeiros jogos da temporada. O atacante encerrou a série goleadora no sexto jogo - contribuiu "apenas" com duas assistências. No jogo seguinte emendou o hat-trick contra o Racing. Os seus 11 gols na temporada fazem do brasileiro o primeiro entre as cinco principais ligas da Europa a alcançar a marca dos dois dígitos em gols em 2026/27.
No Espanhol, Raphinha soma nove gols. Dois a mais que seu companheiro Lamine Yamal e seu rival Kylian Mbappé, dois nomes que devem despontar nos prêmios de melhores do mundo da temporada passada. Sem o mesmo apelo midiático, o atacante da seleção brasileira vai abrindo vantagem na briga pela artilharia. E persegue os feitos de lendas do futebol brasileiro.
O peso do passado é enorme. O último brasileiro a conseguir o feito foi Ronaldo...
Em um tempo em que os grandes craques dificilmente se arriscavam além das fronteiras de seus países, o Brasil exportou pequenas amostras de seu talento entre as décadas de 50 e 60. Evaristo de Macedo foi um craque pioneiro e chegou a atingir a marca dos 20 gols nas temporadas 1958/59 e 1961/62, mas não foi artilheiro das duas - perdeu o posto para Di Stéfano e Juan Seminario, respectivamente.
O Campeonato Espanhol teve seu primeiro artilheiro pouco depois, em 1966/67, com Waldo e seus 24 gols pelo Valencia. Para quem não reconhece o nome, o atacante é somente o maior goleador da história do Fluminense (contabilizando jogos amistosos) e tornou-se uma lenda na Espanha, onde é até hoje o segundo maior goleador da história do Valencia.
A espera pelo segundo nome foi longa. Na temporada 1988/89, Baltazar surpreendeu a Espanha ao encerrar a série de quatro "Pichichis" de Hugo Sánchez. Foram 36 gols pelo Atlético de Madrid. Uma temporada praticamente perfeita para o atacante, que teve uma estranha carreira de momentos excepcionais, como o gol decisivo para o título brasileiro do Grêmio em 1981, mas também de muitos baixos e irregularidade.
Em 1992/93 foi a vez de Bebeto, com 28 gols pelo Deportivo La Coruña, seguido em 1993/94 por Romário e seus prometidos 30 gols. A dupla, rival na Espanha, vive na memória do torcedor brasileiro como uma das maiores da história da seleção brasileira, responsável diretamente pelo tetracampeonato em 1994.
Romário voltou logo ao Brasil, cansado da vida na Europa, mas seu "herdeiro" manteve a tradição em 1996/97. Ronaldo seguiu literalmente os passos de seu ídolo e trocou PSV pelo Barça prometendo gols - e entregou 34 no Espanhol (47 na sua única temporada pelo clube, a melhor da carreira). Um verdadeiro Fenômeno.
Ronaldo foi o último artilheiro brasileiro na Espanha. O único a conseguir o feito duas vezes - a outra foi em 2003/04. Nenhuma outra nacionalidade estrangeira emplacou tantos nomes diferentes como o Brasil entre os artilheiros locais.
Real Madrid e Barcelona seguiram apostando em craques brasileiros, mas nenhum com o desempenho goleador de seus antecessores. Ao menos até agora...







































