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·25 de setembro de 2026
Situação de defensor deixa São Paulo de mãos atadas

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O São Paulo esbarra em um dilema sem solução simples à vista: o que fazer com o lateral-esquerdo Enzo Díaz. Contratado no ano passado junto ao River Plate, o argentino não treina mais nem com o elenco principal comandado por Dorival Júnior, nem com o grupo de jogadores oficialmente fora dos planos da comissão técnica — uma situação intermediária que reflete a própria indefinição do caso.
Nas últimas semanas, o São Paulo liberou Enzo Díaz para buscar um novo clube. O Racing, da Argentina, chegou a demonstrar interesse concreto, mas o lateral tem preferência declarada por mercados fora da América do Sul — postura que, somada ao avanço do calendário internacional, reduziu drasticamente suas alternativas reais de destino.
Hoje, o jogador só pode deixar o São Paulo rumo a ligas ainda com janela de transferências aberta: Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Vietnã, Comores, Líbia, Etiópia e Senegal. Todos os demais mercados relevantes já fecharam suas respectivas janelas — o que praticamente elimina a possibilidade de uma saída para a Europa Ocidental ou para ligas de maior visibilidade, justamente o tipo de destino que o próprio jogador parecia priorizar.
O impasse não se resume à falta de propostas atrativas. Enzo Díaz tem contrato com o São Paulo até o fim de 2028 e, segundo a apuração, não tem se mostrado disposto a negociar uma rescisão amigável do vínculo. Do outro lado, o próprio clube reconhece não ter, neste momento, condições financeiras de pagar para se livrar do jogador antecipadamente — um efeito direto da crise financeira que o São Paulo enfrenta ao longo de toda a temporada.
A oferta do Racing, que agradava à diretoria como solução mais viável, simplesmente não empolgou o lateral, que atualmente está na Argentina enquanto aguarda a definição do próprio futuro profissional.
A situação de Enzo Díaz contrasta com a de outro jogador em situação parecida no elenco: o lateral-direito Cédric, também fora dos planos da comissão técnica, optou por seguir treinando no CFA de Cotia, separado do restante do grupo, mas ainda sob responsabilidade estrutural do clube para manutenção do condicionamento físico.
Enzo Díaz escolheu rota distinta: pressionou para ser liberado das estruturas do São Paulo e cuidar da própria preparação física por conta própria, fora do dia a dia do clube — uma diferença de postura que ilustra o desgaste mais acentuado da relação entre o jogador e a atual gestão do departamento de futebol.
O afastamento de Enzo Díaz remonta ao período pós-Copa do Mundo, quando o jogador e seu estafe passaram a questionar valores em atraso junto ao clube e demonstraram publicamente insatisfação com a situação financeira geral do elenco. O São Paulo, por sua vez, nega qualquer relação direta entre esse atrito e a perda de espaço do lateral, atribuindo o afastamento a uma queda de rendimento nos treinamentos que, segundo a avaliação interna da comissão técnica, inviabilizaria sua continuidade como opção regular no time.
Diante da indefinição em torno de Enzo Díaz, o São Paulo já havia se antecipado no mercado, contratando Iago para disputar a lateral-esquerda com Wendell. O reforço, inclusive, avançou rapidamente na hierarquia da posição e já assumiu a titularidade — cenário que reduz ainda mais a pressão interna do clube para resolver o caso do argentino com urgência.
Contratado no ano passado, Enzo Díaz soma 76 partidas disputadas e um gol marcado com a camisa do São Paulo. Sua última atuação oficial pelo clube aconteceu em 31 de maio, na derrota por 1 a 0 para o Remo, pelo Campeonato Brasileiro — ou seja, o jogador já está afastado do time titular há praticamente quatro meses, sem previsão de desfecho para a própria situação contratual.








































