Esporte News Mundo
·01 de fevereiro de 2026
Situação inusitada de arbitragem muda o rumo da Supercopa; entenda

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·01 de fevereiro de 2026

A final da Supercopa do Brasil 2026, entre Flamengo e Corinthians, ficou marcada por um episódio raro e altamente impactante de aplicação do protocolo do VAR no Estádio Mané Garrincha. A confusão aconteceu nos acréscimos do primeiro tempo e mudou completamente o cenário da decisão antes mesmo de a bola rolar na etapa final.
No último lance do primeiro tempo, o meia Jorge Carrascal, do Flamengo, se envolveu em uma disputa fora da bola com Breno Bidon, do Corinthians. As imagens mostraram uma agressão do colombiano, com uso do braço no rosto do adversário. O árbitro Rafael Klein, porém, não assinalou falta, cartão ou qualquer infração no momento e encerrou o primeiro tempo logo em seguida. As duas equipes deixaram o campo acreditando que o jogo seguiria normalmente no segundo tempo, com 11 jogadores de cada lado e vantagem corintiana no placar.

Rafael Klein, árbitro da final – Foto: Letícia Martins/EC Bahia
Enquanto os atletas já estavam nos vestiários, a equipe do VAR, comandada por Rodolpho Toski Marques, seguiu revisando o lance. Como o segundo tempo ainda não havia sido reiniciado, o protocolo da FIFA e da IFAB permitia a intervenção. No retorno das equipes ao gramado, antes da autorização para a saída de bola, o árbitro foi chamado ao monitor e, após a análise das imagens, aplicou cartão vermelho direto em Carrascal por conduta violenta.
A decisão é amparada pela Regra 5 do Livro de Regras e pelo Manual do VAR, que autorizam a revisão mesmo após o apito do intervalo, desde que o jogo não tenha sido reiniciado. Na prática, o segundo tempo começou com o Flamengo já em desvantagem numérica, sem ter tido a possibilidade de usar o intervalo para reorganizar o time com um jogador a menos.

Flamengo x Corinthians – Foto: Wagner Meier/Getty Images
O impacto foi imediato. O técnico Filipe Luís precisou ajustar a equipe de forma emergencial, já com a bola prestes a rolar, enquanto o Corinthians voltou ao campo com o cenário tático claro e a vantagem consolidada. A situação gerou forte sensação de prejuízo esportivo do lado rubro-negro, não pela correção da expulsão em si, mas pelo momento em que ela foi aplicada.
Casos semelhantes são extremamente raros, mas não inéditos. Situações parecidas já ocorreram em partidas da Copa do Mundo de 2018 e da Premier League, quando árbitros precisaram chamar jogadores de volta para aplicar decisões após revisões tardias do VAR.








































