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·31 de março de 2026

Sob risco de 10 anos de prisão, Rafa Mir pede julgamento público em processo por estupro

Imagem do artigo:Sob risco de 10 anos de prisão, Rafa Mir pede julgamento público em processo por estupro

A defesa de Rafa Mir, do Elche, colocou duas decisões no centro do processo em que o atacante responde à denúncia de estupro na Espanha: sustentar que não houve crime e exigir que o julgamento ocorra de forma pública. Os advogados contestam o pedido da acusação por sessões à porta fechada, enquanto o Ministério Público solicita pena de 10 anos e seis meses.

Sob orientação de Jaime Campaner, a defesa do atacante alega que não há justificativa legal para restringir o acesso às audiências. Os representantes defendem ainda a capacidade da exposição pública em avaliar, com clareza, as provas e os depoimentos do processo.


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“Nada justifica que o desenrolar do julgamento caia no sigilo de ser realizado à porta fechada. Não é apresentada qualquer razão pelo requerente para tal restrição radical que priva o escrutínio público da confiabilidade e suficiência das provas apresentadas pela acusação e, muito particularmente, do depoimento do queixoso. Tal como apresentado pela acusação com o objetivo de perturbar a presunção de inocência do acusado”.

O que a defesa de Rafa Mir sustenta?

Os advogados afirmam que houve relação consensual e situam o conflito em um momento posterior entre as envolvidas. Neste sentido, alegam que desenrolou-se, após o ato sexual, um um desentendimento entre as duas mulheres inseridas no caso.

Esse ponto ajuda a explicar, na leitura da defesa, o que ocorreu na sequência. De acordo com os representantes, a atuação da segurança privada e da polícia local aconteceu por causa desse impasse, mas não por uma conduta criminosa atribuída ao jogador.

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Atacante celebra seu primeiro gol na LaLiga pelo Sevilla – Foto: Fran Santiago/Getty Images

Documentos que sustentam a versão

A argumentação se apoia nos registros feitos na noite do incidente. Isso porque, de acordo com os advogados, os boletins de ocorrência inicialmente não mencionam crimes contra a liberdade sexual. Seguindo a versão, os documentos registram apenas uma discussão sobre a saída de um amigo com o atleta.

Os representantes ainda mencionam que a alegação de briga física envolvendo um dos acompanhantes está registrado separadamente no documento. Com base nesses elementos, a defesa sustenta que a narrativa de agressão sexual surgiu apenas depois dos fatos inicialmente registrados. Levantando, assim, suspeitas quanto à acusação.

Situação atual do processo

O caso segue sob investigação, e o Ministério Público da Espanha mantém o pedido de pena de 10 anos e seis meses para o atacante. Emprestado pelo Sevilla ao Elche, Mir afirma que está calmo e aguarda o julgamento para apresentar sua versão dos fatos no tribunal.

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