Revista Colorada
·16 de setembro de 2026
Sonda é direto sobre o Inter: “Vou torcer, mas o time é ruim”

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·16 de setembro de 2026

Pontos-chave
Doação de R$ 20 milhões de Delcir Sonda ao Inter
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Delcir Sonda doou R$ 20 milhões para quitar salários atrasados do Inter.
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A doação foi motivada pelo vínculo com o clube e pelo risco de rebaixamento à Série B.
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Sonda criticou o desempenho técnico do time dirigindo: “o time é muito ruim”.
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Ele criticou a gestão de Alessandro Barcellos, citando negligência e dívida próxima de R$ 1 bilhão.
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Há questionamento sobre uso dos R$ 109 milhões da Liga Forte União e investigação ampliada pelo Conselho Deliberativo.
O Inter recebeu R$ 20 milhões em doação de Delcir Sonda na última semana, num gesto motivado pelo vínculo do empresário com o clube e pela gravidade do momento financeiro que ameaça levar a equipe à Série B.
O dinheiro serviu para saldar salários atrasados dos jogadores, em meio ao momento delicado que colocou o time na briga contra o descenso no Brasileirão. Sonda demonstrou apreensão com o que pode acontecer caso o quadro não se reverta.
Em entrevista ao ge nesta terça-feira (15), o empresário justificou o gesto pelo temor de um prejuízo ainda maior ao clube: “Quis dar uma força. Se cair, fica muito mais difícil se levantar. Você perde mais de R$ 100 milhões em receitas”.
Sonda liberou os recursos na véspera do confronto contra a Chapecoense. Naquele momento, o Inter acumulava dez jogos sem vitória e estava na luta contra o rebaixamento. Para o empresário, o duelo poderia definir os rumos da temporada.
“Vi o time desse jeito e pensei que dificilmente teria chance caso não vencesse no sábado. O jogo era muito importante para o Inter e liguei para ajudar e tentar dar sorte”, explicou sobre sua decisão de intervir financeiramente.
A vitória por 2 a 1 sobre os catarinenses mostrou a importância daquele momento, mas ainda não tirou o Inter da zona de perigo. Restam 11 partidas para a reversão.
Apesar do resultado positivo, Sonda manteve as críticas ao nível técnico do elenco dirigido por Paulo Pezzolano. “Vou torcer, mas o time é muito ruim”, disse durante a entrevista. Para o empresário, a doação não muda sua avaliação sobre o desempenho do time em campo.
A diretoria convidou Sonda para acompanhar a delegação de perto neste fim de semana, quando o Inter estará em São Paulo para o duelo contra o time de Dorival Júnior, marcado para sábado no Morumbis. O empresário ainda não confirmou presença, pois precisa encaixar o compromisso em sua agenda.
O descontentamento de Sonda também envolve a gestão do presidente Alessandro Barcellos. Para o investidor, os seis anos de administração revelam negligência que agravou as situações financeira e esportiva do clube. A dívida da instituição já se aproxima de R$ 1 bilhão.
“A gestão é péssima e só nos complicou. Quebrou tudo. Devia ter montado uma equipe de trabalho muito melhor. Você precisa ser humilde e gerir com cuidado. Não pode deixar uma dívida dessas sem fazer nada para combater”, criticou Sonda, evidenciando sua frustração com as decisões administrativas dos últimos anos.
Conselheiros também questionam a gestão dos R$ 109 milhões recebidos da Liga Forte União. Eles querem saber se os recursos foram usados para evitar o aumento do endividamento, em vez de reduzir a dívida existente. O Conselho Deliberativo ampliou a investigação sobre uma possível gestão temerária do presidente.
Barcellos já admitiu publicamente a existência de dívidas salariais com os jogadores. Os atrasos chegam a 45 dias e levaram alguns atletas a se recusar a concentrar para o clássico, sinal da crise interna do clube.
Sonda também criticou a aproximação de Barcellos com Elusmar Maggi durante o último processo eleitoral. Na época, havia expectativa de que o bilionário do agronegócio participasse do segundo mandato do presidente, o que não se concretizou.
“Não gostei do que aconteceu. Ele (Barcellos) bateu fotos com o cara do Centro-Oeste, que vem de uma família muito rica. Postou fotos, mas nunca foi próximo. Ele (Maggi) não é do futebol”, disparou Sonda.
Com a aproximação da próxima eleição do clube, Sonda mantém sua posição crítica e segue como figura central nas discussões sobre o futuro da instituição. A doação de R$ 20 milhões reflete a paixão pelo Inter e a disposição de intervir quando acredita que o clube está em risco.
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