Portal dos Dragões
·15 de agosto de 2026
“Sou muito competitiva e muito batalhadora”, garante Fátima Pinto

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Fátima Pinto regressa a Portugal para integrar a equipa de futebol feminino do FC Porto, num ano de estreia na Primeira Divisão que a internacional antevê com ambição e exigência. A nova camisola 18 aponta à competitividade do grupo, à partilha de experiência com as colegas e à importância de levar os adeptos para perto da equipa. Feliz pelo reencontro com o futebol português, garantiu: “É mesmo muito bom.”
Num momento de construção e afirmação, Fátima Pinto chega ao FC Porto com a bagagem de quem conhece outros contextos competitivos, mas sem abdicar da disponibilidade para aprender. A mensagem atravessa cada resposta: a experiência só ganha verdadeiro peso quando é colocada ao serviço de um plantel que pretende crescer e lutar no topo.
Questionada sobre o regresso a Portugal, a médio não escondeu a satisfação por representar o FC Porto e por encontrar um contexto alinhado com a sua ambição competitiva.
“Sinto-me muito feliz por poder voltar a Portugal e representar um grande clube como o FC Porto. É mesmo muito bom.”, afirmou. “É sempre muito bom voltar a Portugal e poder estar num clube como o FC Porto é ainda melhor. Significa poder estar a um grande nível, numa equipa competitiva e que procura estar no seu melhor. É isso que eu também procuro, estar numa equipa que quer estar no topo.”
O entusiasmo de Fátima Pinto não surge apenas como celebração de um regresso. É também a identificação com uma equipa que, nas suas palavras, procura manter uma fasquia elevada.
A experiência acumulada na Primeira Divisão e noutras ligas é uma das valências que a jogadora leva para o balneário azul e branco. Ainda assim, a nova número 18 recusou apresentar-se apenas como referência, sublinhando a importância da troca dentro do grupo.
“É bom ter uma bagagem de Primeira Divisão e de outras ligas, mas estou cá também para aprender com as minhas colegas.”, explicou. “Obviamente também lhes tentarei passar tudo o que sei e toda a minha experiência. Mas sim, acho que é algo bom que pode acrescentar também.”
Há, nesta ideia, uma visão colectiva do papel que pretende assumir: aprender com o presente sem guardar para si o que trouxe do percurso anterior. A experiência aparece como ponto de partida, não como lugar de chegada.
As passagens pela Liga Espanhola e pela Liga Francesa também moldaram a forma como Fátima Pinto olha para o jogo. A intensidade desses campeonatos é uma das marcas que espera transportar para Portugal.
“A verdade é que são contextos muito diferentes da nossa liga. Tanto a Liga Espanhola como a Liga Francesa são muito diferentes uma da outra.”, analisou. “O tipo de futebol também é diferente. A intensidade é sem dúvida muito alta e é bom também poder trazer isso para cá.”
A comparação não serve para estabelecer hierarquias, mas para vincar a diversidade de experiências que leva consigo. Num plantel em crescimento, essa vivência pode traduzir-se em exigência diária.
O caminho do FC Porto no futebol feminino não lhe passou despercebido antes da chegada. Fátima Pinto guardou uma imagem em particular, ligada ao primeiro jogo no Estádio do Dragão frente à UD Leiria.
“Lembro-me perfeitamente do primeiro jogo no Estádio do Dragão, contra a UD Leiria, e foi uma imagem que gostei muito de ver.”, recordou. “Isso conta, por si só, um bocadinho do que é o percurso do FC Porto. Espero que daqui para a frente continue a ser assim e que possamos encher o estádio.”
O desejo de ver o estádio cheio liga-se à dimensão que a jogadora reconhece no projecto. Para Fátima Pinto, essa proximidade pode acompanhar o percurso da equipa daqui em diante.
No retrato que faz do plantel, a futebolista encontra juventude, rostos conhecidos e uma fome competitiva que considera decisiva. A combinação entre diferentes etapas de carreira é, para si, uma das promessas do grupo.
“Estou muito feliz por rever algumas caras que já conheço e, em relação ao plantel, temos muitas miúdas jovens que acho que também têm aquela fome competitiva. Não é que nós, mais velhas, não tenhamos, mas vai ser muito interessante nesse sentido também de trazer as jovens juntamente com a experiência e poder fazer algo com todas.”
A coexistência entre irreverência e bagagem surge como uma oportunidade para construir uma equipa mais completa. A ambição, essa, não fica reservada a uma geração.
Sobre a responsabilidade das jogadoras mais experientes, Fátima Pinto foi directa ao apontar o caminho que entende necessário para as mais novas.
“Acho que temos de fazer as mais novas crescer nesse sentido e perceber a competitividade, perceber que isto é o mais alto nível e que estamos a representar um grande clube, por isso temos de dar tudo e dar o passo em frente.”
É uma exigência que vai além do discurso de integração. Representar o FC Porto, defende, obriga a perceber a dimensão do desafio e a responder-lhe com tudo.
Quando se descreve, Fátima Pinto separa claramente a pessoa da jogadora. Fora das quatro linhas assume descontração; dentro delas, prevalece a seriedade competitiva.
“Sou uma pessoa muito diferente dentro e fora de campo.”, descreveu. “Acho que fora das quatro linhas sou muito descontraída, mas lá dentro é seriedade máxima, sou muito competitiva, sou muito batalhadora e quando estou a jogar é sempre com seriedade máxima.”
O retrato ajuda a explicar o tom das suas palavras: tranquilidade fora do jogo, intensidade total quando a bola começa a rolar. É essa faceta que pretende colocar à disposição da equipa.
A estreia ainda não foi pensada em demasia, mas a expectativa já existe.
“Ainda não tive muito tempo para pensar, mas acho que vai ser muito bonito.”
A brevidade da resposta deixa espaço à antecipação de um momento que a jogadora encara com entusiasmo. Antes disso, há uma apresentação que gostaria de viver com as bancadas próximas.
Fátima Pinto pediu uma presença forte dos adeptos no estádio, considerando esse apoio um impulso relevante para uma época de estreia na Primeira Divisão.
“Gostava de ver o estádio com muitos adeptos e acho que isso seria um bom empurrão para a nossa época e para o ano de estreia na Primeira Divisão. Se logo no primeiro jogo conseguirmos ver que temos os adeptos connosco, acho que também é um empurrãozinho extra muito importante.”
O apelo prolonga a ideia de uma equipa que quer crescer com quem a acompanha. Num ano de adaptação e novidade, a força vinda das bancadas é vista como parte importante do caminho.
A nova camisola 18 deixou, por isso, uma mensagem clara para os adeptos, pedindo que acompanhem a equipa neste início de percurso ao mais alto nível.
“Venham ver o futebol feminino, apoiem-nos e empurrem-nos, que vamos precisar também.”, apelou. “É o primeiro ano ao mais alto nível, é sempre difícil, há uma adaptação, há muita coisa nova, mas sem dúvida que o empurrãozinho deles é sempre uma força extra.”
Fátima Pinto assume as dificuldades naturais de uma nova etapa, mas não diminui a ambição. Entre competitividade, experiência e apoio, o FC Porto ganha uma jogadora que promete viver cada desafio com seriedade máxima.







































