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·13 de janeiro de 2026

SPFC Massis se prepara para assumir Presidência, Mercado da Bola, Justiça, Muricy, Crespo e mais

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O cenário do São Paulo em janeiro de 2026 é de crise política, com o presidente Júlio Casares sob risco de impeachment, o vice Harry Massis se preparando para assumir interinamente, o mercado da bola travado, Muricy Ramalho encaminhando saída e Crespo pressionando por reforços.​

Harry Massis e a sucessão

O vice-presidente Harry Massis Júnior é quem assumiria o comando do São Paulo em caso de impeachment de Júlio Casares. Se o pedido for aprovado pelo Conselho Deliberativo, Massis tomaria a presidência interinamente até o fim do mandato, em dezembro de 2026, quando ocorreriam novas eleições.​

Massis, de 80 anos e sócio do clube há mais de 60 anos, já confirmou que aceita assumir o cargo se necessário, e fontes indicam que ele já votou a favor do impeachment de Casares. A diretoria está em um limbo político, com o departamento de futebol paralisado até que o futuro institucional do clube seja definido.​

Justiça e o processo de impeachment

O processo de impeachment de Casares entrou na Justiça, com conselheiros de oposição entrando com ação para garantir voto híbrido (presencial e online) e manter o quórum de dois terços (171 votos) para a destituição. A juíza Luciane Cristina Silva Tavares concedeu liminar determinando que a reunião do Conselho Deliberativo seja híbrida e entendendo o quórum diferente.

A decisão judicial altera o rumo da votação, que estava marcada apenas para votação presencial, e aumenta a pressão sobre Casares, que insiste em dizer que sua gestão não feriu o estatuto e que as acusações são movidas por interesses eleitorais.​

Mercado da bola travado

O São Paulo praticamente encerrou a negociação por Allan, do Flamengo, após o clube carioca exigir a troca por Marcos Antônio, o que o Tricolor recusou. Sem Allan, o clube agora foca em testar Hugo Leonardo e buscar outras opções no mercado, mas sem pressa, já que a janela vai até março.​ Crespo quer ao menos mais 3 a 4 reforços para 2026.

Muricy Ramalho encaminhando saída

Muricy Ramalho, coordenador de futebol, está muito descontente com o cenário político e esportivo do clube e deve deixar o cargo de forma antecipada, antes do fim do contrato, em dezembro de 2026. Ele já comunicou a pessoas próximas que não pretende seguir na função e que está cansado do ambiente conturbado no Morumbi.​

Muricy havia dito que 2026 seria “muito mais difícil” que 2025, por conta das restrições financeiras e do calendário apertado, e que o São Paulo precisaria fazer “coisas diferentes” para reforçar o elenco. Agora, com a crise institucional, sua saída parece cada vez mais próxima, deixando Rui Costa como principal responsável pelo futebol.​

Crespo sob pressão

Hernán Crespo segue no comando técnico, mas sob forte pressão por resultados e por um elenco enxuto demais para disputar quatro competições (Paulistão, Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana). Ele já deixou claro que o time atual não tem profundidade suficiente e pediu reforços urgentes para suportar a carga de jogos e viagens.

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