Jogada10
·15 de setembro de 2026
STJ recebe recurso da defesa de Bruno Henrique em caso sobre apostas

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·15 de setembro de 2026

Bruno Henrique continua como alvo da Justiça Comum por uma acusação de estelionato relacionada ao cartão amarelo que recebeu em uma partida do Flamengo pelo Brasileirão de 2023. Assim, o atacante é suspeito de ter provocado a advertência para favorecer apostadores. Na última semana, o recurso apresentado pela defesa chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A informação é da “Uol”.
O ministro Joel Ilan Paciornik recebeu o caso e agora deve analisar os argumentos apresentados pelos advogados do jogador. A defesa questiona a aplicação da acusação de estelionato e busca impedir o avanço da ação nessa esfera. O processo já passou pela segunda instância da Justiça do Distrito Federal.
A investigação começou em novembro de 2024, após três casas identificarem movimentações consideradas anormais em apostas relacionadas a cartões para Bruno Henrique na partida entre Flamengo e Santos. Assim, Polícia Federal e o Ministério Público passaram a apurar o episódio, que também resultou em uma operação de busca e apreensão contra os investigados.
O atacante também enfrentou a Justiça Desportiva pelo caso. Em novembro do ano passado, recebeu inicialmente uma punição de 12 jogos de suspensão. Em última instância, a pena acabou convertida em uma multa de R$ 100 mil. Paralelamente, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) apresentou denúncia contra o jogador na Justiça Comum.

Bruno Henrique em ação com a camisa do Flamengo na temporada – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
O episódio ocorreu nos acréscimos da partida entre Flamengo e Santos, pela 31ª rodada do Brasileirão de 2023, no Mané Garrincha, em Brasília. Na ocasião, o Peixe venceu por 2 a 1, enquanto Bruno Henrique recebeu cartão amarelo e, pouco depois, acabou expulso por reclamação.
O primeiro cartão saiu após o atacante tentar cometer uma falta em Soteldo, que havia aplicado uma caneta no jogador perto da linha de escanteio. Nesse sentido, o atleta recebeu a advertência e, na sequência, foi até o árbitro Rafael Rodrigo Klein para reclamar de forma acintosa.
A reação do atacante levou o árbitro a mostrar o cartão vermelho. Assim, o cartão chamou a atenção das casas de apostas, que identificaram um volume fora do padrão em apostas sobre cartões para Bruno Henrique naquela partida.
Dessa forma, a investigação levou a Polícia Federal a realizar buscas e apreensões. Os agentes apreenderam o celular de Bruno Henrique e o aparelho de seu irmão, Wander. As autoridades analisaram as conversas entre os dois, que depois serviram como elementos nos julgamentos relacionados ao caso.
Entre os investigados também estão Wander Nunes Pinto Júnior, irmão do atacante, Ludymilla Araújo Lima, cunhada do jogador, e Poliana Ester Nunes Cardoso, prima do atleta. Andryl Sales Nascimento dos Reis, Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Rafaela Cristina Elias Bassan e Max Evangelista Amorim também aparecem no caso.
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