Suárez ainda não superou mágoa com o Barça: "disseram que eu estava velho"

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Depois de seis anos no Barcelona, Luis Suárez deixou o time no início da atual temporada, mas ainda não digeriu completamente a situação. Hoje defendendo o Atlético de Madrid, o atacante uruguaio guarda mágoa pela forma como foi tratado pelo clube catalão, principalmente depois de tudo o que fez por lá.

São 13 títulos conquistados, 198 gols marcados e 283 partidas disputadas e ainda assim Suárez foi "descartado" pelo Barcelona. Muita gente não entendeu a postura do clube, entre eles Lionel Messi, seu companheiro de time e amigo pessoal, e até o próprio atacante.

Em meio a uma boa temporada pelo Atleti, Suárez deu uma entrevista à France Football na qual voltou a falar sobre sua saída do Barça e toda a decepção que sentiu com o clube que, segundo ele, não lhe respeitou como deveria. "Me disseram que eu estava velho e não poderia mais jogar em alto nível por um clube com a grandeza do Barça".

"Acho que eu merecia algum respeito, me dizerem que não me queriam mais. Foi uma decisão que eu não pude evitar. Senti que não estavam mais contando comigo", disse o atacante. “Se eu não tivesse feito nada em um clube como o Barça por três ou quatro temporadas, eu teria entendido. Mas, todos os anos no Barça, marquei mais de 20 gols por temporada. Sempre tive boas estatísticas, atrás apenas do Leo (Messi). Eu joguei por seis anos no Barça mantendo um certo nível e vivendo à altura do que se esperava de mim". 

O uruguaio deixa bem claro que a questão que tem com o clube não é em relação a dispensa dele, mas sim em como esta dispensa foi feita. “No Barça as circunstâncias mudaram, o clube precisava de mudanças. E eu aceitei. A única coisa que me incomodou foi a maneira como [aconteceu]. Acho que merecia algum respeito", explicou.

A ida para o Atlético, segundo Suárez, foi uma decisão totalmente dele, sem participação do Barcelona. O clube, à época, não queria que o destino do atacante fosse o clube colchonero. "O Barça me expulsou, eles me disseram que não estavam mais contando comigo. Depois disso, coube a mim, não foi o clube que decidiu. Uma coisa é quando você ainda tem vários anos de contrato e o clube quer vender você, mas então o clube me disse que de qualquer forma eles não estavam contando comigo. Eles simplesmente não me queriam mais".

Mas a mudança não foi fácil, nem para o atacante e nem para sua família. "A parte mais difícil é quando se tem uma família que há seis anos está acostumada a viver no mesmo lugar. Ter que explicar aos meus filhos que vamos mudar quando eles tinham seus amigos e seus hábitos em Barcelona, isso foi o mais difícil. Ainda mais durante uma pandemia, com as dificuldades atuais, especialmente na convivência com as pessoas aqui em Madri. Eles sentem falta dos amigos, como sentem falta da família de minha esposa em Barcelona". 

"Mas é preciso ver também o lado positivo: eu não ia ser feliz onde as pessoas não me queriam mais. Agora minha família sente que eu estou feliz e isso é o principal", falou o atacante, que já tem 16 gols marcados pelo novo clube.