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·10 de fevereiro de 2026

Tapetão? Federação paralisa Estadual à espera de julgamento da Justiça

Imagem do artigo:Tapetão? Federação paralisa Estadual à espera de julgamento da Justiça

O Campeonato Potiguar de 2026 foi suspenso nessa segunda-feira (9) após um colapso jurídico que colocou em xeque toda a competição. A decisão da Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) ocorre em meio a punições severas aplicadas a clubes por irregularidades no registro de atletas, com destaque para o caso do América-RN, que vive um contraste extremo entre desempenho esportivo e situação legal.

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Foto: Gabriel Leite/América-RN


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Dentro de campo, o América-RN terminou a primeira fase invicto, com 17 pontos em sete jogos, a melhor campanha do campeonato. No domingo, a equipe goleou o Santa Cruz por 3 a 0 e confirmou a liderança esportiva. No tribunal, porém, o cenário é oposto. O clube foi punido com a perda de 18 pontos por escalar jogadores considerados irregulares, caiu para a sétima posição, com saldo negativo de pontuação, e passou a figurar na zona de rebaixamento.

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Tabela do Campeonato Potiguar – Foto: Reprodução/Internet

A suspensão do campeonato foi adotada como medida preventiva. A FNF avaliou que permitir o início das semifinais sem a definição jurídica definitiva poderia gerar a anulação de todo o mata-mata, caso o América-RN ou outros clubes consigam reverter as punições em instâncias superiores. Além do América, o Potyguar Seridoense também foi punido, com a perda de 15 pontos, o que altera diretamente a classificação final e os confrontos da próxima fase.

O problema central está relacionado ao registro de atletas. De acordo com os julgamentos, os clubes utilizaram jogadores cujos contratos não cumpriram integralmente as exigências do Regulamento Específico da Competição. Embora os atletas constassem no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, o regulamento estadual exige o protocolo prévio dos contratos junto à FNF dentro de um prazo específico. O descumprimento dessa norma caracteriza a utilização de atletas sem condição legal de jogo.

No caso do América-RN, a punição elevada se explica pela reincidência. Os atletas considerados irregulares foram utilizados em várias partidas. Pelo artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o clube perde os pontos conquistados nos jogos em que houve a infração e ainda sofre a penalidade adicional de três pontos por partida, o que resultou na perda total de 18 pontos.

A defesa do América sustenta que houve falha no sistema de registro da federação ou da CBF. O clube afirma ter enviado a documentação dentro do prazo e argumenta que não houve má-fé, mas sim um erro burocrático no processamento dos dados. A tese será levada ao Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte e, em caso de manutenção da punição, ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

Enquanto o impasse não é resolvido, o campeonato permanece paralisado. Para os clubes de menor orçamento, a suspensão representa impacto financeiro imediato, com contratos a vencer, folhas salariais sem jogos para gerar receita e planejamento comprometido para equipes que não possuem calendário nacional no restante da temporada.

O Potiguar de 2026 corre o risco de ser decidido fora de campo. A distância entre o título simbólico da melhor campanha e o rebaixamento é, neste momento, definida exclusivamente por decisões jurídicas, deixando clubes, atletas e torcedores em compasso de espera.

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