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·08 de agosto de 2026
Tatiana Rizzo amarra-se ao Benfica até 2027 e assume o papel de guia numa equipa por refazer

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Três épocas. É esse o horizonte que Tatiana Rizzo garantiu junto do Benfica, com a renovação de contrato a estender o vínculo até 2027. Não é uma prenda qualquer para os adeptos das águias no voleibol, é a manutenção de uma das peças mais seguras do sistema defensivo encarnado.
A argentina joga na posição de líbera, aquela função ingrata que raramente rouba os holofotes mas que decide jogos nos detalhes, na recepção limpa, na bola recuperada quando já ninguém confiava nela. Internacional pela seleção argentina, Rizzo traz à equipa uma bagagem que não se compra em qualquer mercado, e o Benfica sabe bem o valor disso.
As palavras da própria jogadora dizem tudo sobre a decisão. Rizzo afirmou que o Benfica é como a sua casa, e frases assim, ditas por quem já jogou noutros palcos e podia escolher outro caminho, pesam mais do que qualquer comunicado.
Mas o mais interessante desta renovação está no que vem a seguir. Rizzo estabeleceu como prioridade colocar o Benfica nos lugares cimeiros, um objetivo claro e sem rodeios. E há ainda uma segunda missão, talvez mais delicada que a primeira, contribuir para a integração de uma equipa bastante renovada.
Aqui está o verdadeiro ângulo desta história. Não se trata apenas de manter uma boa jogadora, trata-se de garantir um ponto de equilíbrio numa equipa que vai mudar muita coisa à sua volta. Em plantéis refeitos, quem já conhece os corredores do pavilhão e a exigência do emblema vale ouro. Rizzo não é só líbera, passa a ser também uma espécie de âncora emocional para as caras novas que aí vêm.
Com este contrato assinado, o Benfica garante estabilidade numa posição chave e ganha tempo para construir o resto do puzzle à volta de uma certeza. E certezas, no desporto, não abundam.
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