Central do Timão
·03 de fevereiro de 2026
Técnico do Corinthians analisa conquista da Supercopa e valoriza plano de jogo seguido pela equipe

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·03 de fevereiro de 2026

Na tarde do último domingo (1), o Corinthians encarou o Flamengo, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, em jogo válido pela final da Supercopa do Brasil, e acabou vencendo pelo placar de 2 x 0. Os gols do Alvinegro foram marcados por Gabriel Paulista e Yuri Alberto. O resultado fez com que a equipe conquistasse a competição pela segunda vez em sua história, sendo a primeira em 1991, contra o mesmo adversário, por 1 x 0, no Estádio do Morumbi.
Em entrevista coletiva instantes após a definição do título corinthiano, o técnico Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva aos jornalistas no Mané Garrincha e foi questionado sobre as comparações do elenco corinthiano com o time flamenguista. O comandante, ciente das diferenças entre ambos, valorizou a atuação coletiva da equipe alvinegra, ressaltando o plano de jogo seguido como esperado e, consequentemente, neutralizando os melhores aspectos do oponente.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
“Bom, as comparações são reais, isso daí nós temos que ter consciência e temos que trabalhar para que possamos ter um dia um elenco. Comparado a esse elenco do Flamengo, em todos os aspectos, é muito bem montada. Eu acho que nós tivemos uma disposição muito grande. Seguimos um plano de jogo bem definido, os jogadores acreditaram naquilo que estavam realizando, fazendo em campo. Todas as determinações que que passamos, eu acho que foram fundamentais para que nós pudéssemos fazer uma marcação pressionando a todo momento a saída de bola do Flamengo que é um ponto altamente positivo da equipe adversária. Eu acredito que tenhamos tido coisas muito boas ao longo dos 90 minutos, porque alternamos os movimentos, modificamos a forma de jogar, nas alterações também buscamos neutralizar aquilo que de melhor o Flamengo sempre apresenta.”
“Eu acho que hoje o Flamengo encontrou muitas dificuldades no jogo de aproximação que eles têm, que é que impressiona muito. Acho que nós tivemos paciência, tranquilidade. Fizemos uma jogada ensaiada exaustivamente, repetida exaustivamente, que deu resultados, foram fundamentais para a definição do placar. Eu acho que respeitando muito a equipe adversária, mas nós saímos aqui hoje com um resultado construído pela capacidade que nós tivemos. Primeiro, de entendermos, de respeitarmos o adversário, acreditarmos num plano de jogo que foi desenvolvido, que foi estudado, passado e por eles acreditado para que nós pudéssemos ter o rendimento que tivemos”, iniciou.
Posteriormente, enalteceu todo o trabalho além do campo que vem sendo realizado nos últimos meses pelo Corinthians. Mesmo diante de dificuldades administrativas, foram três títulos conquistados em pouco menos de um ano (Paulistão e Copa do Brasil, em 2025, além da Supercopa, neste início de 2026). Dorival ainda ressaltou a necessidade de entendimento do momento de transição da instituição e, ao mesmo tempo, a criação de uma nova identidade/mentalidade para que o clube do Parque São Jorge siga conquistando dentro de campo.
“Eu acho que é um trabalho em equipe, não é um trabalho solitário. É um trabalho onde todos se entregaram muito, nascemos uma equipe muito competente por trás. Nós temos um grupo de analistas que já estão debruçados no nosso próximo adversário. Eu acho que isso é um fato muito importante, que nos passam subsídios a todo momento para que possamos manipular, mexer com as peças dentro dos nossos treinamentos, buscando jogadas alternativas que possam nos proporcionarem situações positivas dentro de uma partida. Nós estudamos muito toda a equipe do Flamengo. Não só nessa partida, na partida anterior já havia acontecido. Tínhamos tido a iniciativa de sermos uma equipe impressionante a todo momento.”
“E isso é o que nos levou a inibir muito as ações que a equipe adversária apresentava. Eu acho que é um momento importante do Corinthians, de uma busca por uma nova identidade, uma reafirmação em todo o processo. É isso que eu espero que aconteça daqui para frente. Que não fiquemos parados nas comemorações dessas duas conquistas, mas acima de tudo nos mexendo a todo momento para que possamos, reencontrar aí a melhor condição possível e façamos de 2026 um ano muito importante para a reestruturação completa da equipe, naturalmente, torcendo também pela realidade, recomposição do clube”, continuou.
Em seguida, relembrou sua chegada ao Corinthians, na reta final de abril, onde o clube havia acabado de ser campeão estadual e estava em vias de sofrer um processo de impeachment do então presidente Augusto Melo. O treinador ainda citou, à época, as diversas notícias negativas que saíam nos mais diversos veículos de imprensa. Internamente, ressaltou a necessidade de ‘estancar’ coisas que manchassem a imagem institucional do clube.
“Eu acho assim, tem muito trabalho em cima. Muito trabalho de muitas pessoas. Não é o trabalho da comissão técnica, não, do Dorival, não. É um trabalho muito sério, de uma reestruturação. Eu acho que desde o primeiro dia que eu cheguei aqui, me incomodava ouvir todas as semanas com notícias negativas. E aí do clube Corinthians e no geral. E eu falei isso aí, inclusive, ao presidente anterior que aqui estava. E agradecendo a iniciativa que ele teve de me dar a oportunidade de estar à frente do Corinthians também, depois como presidente Osmar. É que a gente precisava gerar um pouco essas notícias ruins, negativas, que aconteciam a todo momento dentro do clube. Que a gente precisava de um fato novo, de uma nova situação, de um novo momento. que nós precisávamos trabalhar mais para que pudéssemos encontrar um caminho um pouco mais limpo para que nós estivéssemos só focados no dia a dia do seu treinamento, pensando única e exclusivamente na melhor condição possível para os atletas.”
Ele ainda acrescentou citando o tetracampeonato da Copa do Brasil (1995, 2002, 2009 e 2025), conquistado ao vencer o Vasco da Gama, no Estádio do Maracanã. Durante a campanha, o Alvinegro despachou equipes consideradas favoritas (Palmeiras e Cruzeiro) e, em tese, superiores, com maior capacidade de realizar grandes investimentos, além de uma situação financeira superior. O técnico corinthiano citou, também, a campanha da equipe no último Brasileirão, onde o clube do Parque São Jorge ficou apenas no meio da tabela, com 47 pontos, sendo que muitas vezes fazia boas partidas – mas acabavam não sendo traduzidas em resultados positivos por fatores como falta de eficiência e o alto número de desfalques.
“Da parte deles também, entenderam que teriam uma responsabilidade muito grande pela frente. Eu acho que a conquista da Copa do Brasil não é um título aleatório da maneira como aconteceu. Uma equipe tomando apenas acho que três gols na competição. Fazendo resultados muito interessantes, todos eles fora de casa, vencendo todos os jogos lá fora, contra grandes adversários, adversários que estavam muito mais formados do que a gente naquele momento. Então eu acho assim, que é uma somatória de tudo aquilo que foi desenvolvido no ano passado. Por isso que eu falava para vocês, dentro do próprio campeonato brasileiro, os resultados não espelham aquilo que o Corinthians vinha fazendo. O Corinthians fazia boas partidas, dominava seus jogos, às vezes tomava um gol, saía com derrotas incríveis, ganhando jogos, não conseguia ampliar os placares, saía com derrotas. Então, a gente via coisas boas acontecendo.“
“Agora, nós tivemos inúmeras dificuldades no ano anterior. que comprometeram muito o andamento da nossa equipe ao longo de todo o processo. Mas de um modo geral, eu fico muito feliz de ter ajudado a participar de um momento de uma recuperação de um clube que ninguém acreditava que nós poderíamos estar em uma final de competição. Os jogadores foram muito fiéis a isso, que foi proposto ao entendimento que eles tiveram, a dedicação e a doação. Eu me sinto orgulhoso de estar à frente de um elenco que se dispôs a ir buscar. Mesmo talvez não tendo reconhecimento. Que? Que muitos tiveram. e que não foi o nosso caso. Mas ainda assim, nós Eu acho que provocamos uma situação em que tenhamos merecido. Esse momento é o importante”, acrescentou.
Dorival Júnior fez uma análise do processo de evolução dos meio-campistas André Luiz e Breno Bidon, de 19 e 20 anos, respectivamente, ambos revelados na base corinthiana. O primeiro foi promovido ao longo do segundo semestre do ano passado e, mesmo com pouco tempo de profissional, chama a atenção da torcida pela sua imposição física e capacidade de desarmar e chegar na área. O camisa 7, por sua vez, está no time principal desde o início de 2024, quando foi eleito o craque na campanha do Timãozinho na Copa São Paulo. Em pouco mais de 100 jogos no elenco profissional, são três gols e três assistências, além de outros três títulos ganhos – titular em todos eles: Paulistão (2025), Copa do Brasil (2025) e Supercopa (2026).
“Eu acho que é uma satisfação você Está podendo acompanhar o crescimento de um jogador como esse. Eu sempre acreditei que o jogador atinge uma certa maturidade a partir do momento que ele complete de 70 a 120 jogos com a camisa do seu clube. Naturalmente, essa variação acontece a não ser Aqueles que são extra classe que atingem esse momento um pouquinho antes. Mas são dois jogadores aí de um ótimo nível, tem demonstrado isso, por isso. assumiram uma titularidade dentro da equipe, pelo merecimento que tiveram. Jogadores que estão se preparando muito, nos dando uma resposta muito importante, acompanhando o crescimento do Bidon a cada momento. É uma satisfação poder ver a evolução de um atleta como ele. E eu espero que ele continue aqui. Não tenha limites aí que possa buscar ainda melhores condições ao longo de toda a sua vida”, disse.
Por fim, foi perguntado sobre os ‘segredos’ do Corinthians em torneios eliminatórios, onde muitas vezes a equipe consegue render acima do esperado e encarar adversários considerados superiores de igual para igual. Em sua resposta, citou como exemplo a dificuldade de repetir o time considerado titular em muitas ocasiões no ano passado por aspectos como lesão e suspensão.
“Eu acho que não é só isso. Eu acho que nós tivemos uma quebra ao longo de todo o campeonato brasileiro. Isso daí nos custou muito caro. Eu não me lembro de ter conseguido ter, por exemplo, Carrillo, Garro, Memphis e Yuri mais do que seis, sete vezes, contando com o tempo. Oito, dez vezes, contando com os jogos da Copa do Brasil. Todos eles em condições de eu poder fazer a opção de repente contar com os quatro ou não. Então, Eu acho que isso daí acaba quebrando muito o rendimento de um grupo, de uma equipe que ver nesses jogadores referenciais, que são muito importantes para a nossa formação.”
“Com eles, eu acho que a nossa equipe se fortalece muito e todos passam a acreditar ainda mais. Faltando as nossas dificuldades, elas aumentam. Então pra mim isso foi um ponto que desequilibrou demais no ano anterior. Por isso que eu estou trabalhando muito com o Marcelo, presidente, para que nós possamos ter um elenco um pouquinho mais homogêneo, um pouquinho mais próximo da entendendo a nossa realidade, mas dentro das condições que nós precisamos, para que possamos ter um campeonato um pouco mais regular. no ano seguinte, ou melhor, dentro desse ano”, finalizou.
Há quase um ano no Corinthians, Dorival Jr já acumula dois títulos pelo clube: Copa do Brasil (2025) e Supercopa do Brasil (2026). Em 51 jogos comandando o Alvinegro, são 21 vitórias, 14 empates e 16 derrotas – 56 gols marcados e 49 sofridos – 51% de aproveitamento.
Depois de conquistar a Supercopa do Brasil, batendo o Flamengo com autoridade, o clube do Parque São Jorge retornará aos gramados nesta quinta-feira (5), às 20h30 (de Brasília), para enfrentar o Capivariano, na Neo Química Arena, pela sexta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista.
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