Central do Timão
·01 de março de 2026
Técnico do Corinthians analisa eliminação nas semifinais do Paulistão e comenta período livre para treinamentos

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Na noite do último sábado (28), o Corinthians enfrentou o Novorizontino, no Estádio Jorge Ismael de Biasi, o Jorjão, em duelo válido pelas semifinais do Campeonato Paulista de 2026, e acabou sendo superado pelo placar de 1 x 0, se despedindo do estadual. Na competição, o Alvinegro teve quatro vitórias, três empates e três derrotas – 11 gols marcados e oito sofridos.
Em entrevista coletiva logo após o encerramento da partida, o técnico Dorival Júnior comentou sobre o tempo livre para treinamentos que a equipe terá a partir desta semana. O clube do Parque São Jorge retorna aos gramados somente no próximo dia 11 de março (quarta-feira), às 21h30 (de Brasília), em Itaquera, pela quinta rodada do Brasileirão, para enfrentar o Coritiba. Na competição nacional, a equipe corinthiana é a terceira colocada com sete pontos – duas vitórias, um empate e uma derrota.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
O período sem jogos, também, servirá para que o Alvinegro recupere alguns atletas que estão no departamento médico e outros em recondicionamento físico, como por exemplo Felipe Longo, Matheus Pereira, Zakaria Labyad, Kaio César e Yuri Alberto. O meia inglês Jesse Lingard, que desembarcou em São Paulo na manhã deste domingo (1), também se enquadra nesse aspecto e passará por exames médicos nesta segunda antes de ser oficialmente anunciado.
“Ajuda qualquer equipe (semana livre). Você vai ter tempo de trabalhar, de recuperar e de condicionar a sua equipe. Isso é muito importante. Agora, a campanha que o Corinthians vem fazendo (no Brasileirão) é uma campanha digna. Nós estamos hoje, não sei, na quarta ou quinta colocação. Se não fosse o primeiro resultado que tivemos (derrota para o Bahia), nós estaríamos muito próximos da liderança da competição, mas não é esse o objetivo nesse momento.”
“É encorparmos ainda mais a nossa equipe e provocarmos um ano muito melhor do que foi o ano anterior. E eu tenho certeza de que isso vai acontecer, se tudo aquilo que nós estamos planejando para a nossa equipe der certo, vai valer a pena. Não estamos forçando nada, estamos buscando oportunidades no mercado que têm sido importantes para todos nós”, iniciou.
Em seguida, acrescentou que o elenco corinthiano terá um período de treinos maior do que no início deste ano. Após a conquista da Copa do Brasil, no dia 21 de dezembro de 2025, o Alvinegro se reapresentou no CT Dr. Joaquim Grava já no dia 3 de janeiro, tendo estreado na temporada oito dias depois, diante da Ponte Preta, na Neo Química Arena, pelo Paulistão. Agora, até a próxima partida, o clube do Parque São Jorge terá um ‘hiato’ de dez dias livres.
“É o tempo que nós não tivemos no início do ano. Tivemos oito dias para uma estreia. Já com jogos decisivos e importantes, não poderíamos bobear no Campeonato Paulista, já enfrentando clássicos, abertura do Campeonato Brasileiro. Foi bem puxado para uma equipe que descansou apenas dez dias. Estou muito satisfeito com aquilo que eu estou vendo, a entrega que está existindo, e o Corinthians poderia ter tido uma sorte melhor.”
Logo na sequência, fez uma análise da partida e reconheceu o mérito do Novorizontino, que teve a melhor campanha geral do estadual, eliminado Santos e Corinthians nas quartas e semifinais, respectivamente, com 22 pontos acumulados no total: “Nós jogamos para isso. Não foi um jogo brilhante, mas nós jogamos, merecendo talvez um outro resultado. Não aconteceu, temos que reconhecer o valor da equipe do Novorizontino e abraçá-los por esse momento que estão vivendo.”
“Não é que o plano não tenha dado certo; foi um jogo extremamente disputado. Enfrentamos a equipe de melhor campanha, um adversário agressivo que, embora não priorize a posse, é letal na criação e na finalização. Jogamos de maneira correta, circulando por fora do bloco para evitar as transições rápidas que eles tanto buscam. Não demos o espaço que eles queriam para retomar a bola por dentro e espetar o contra-ataque”, continuou.
Posteriormente, ainda ponderou sobre a estratégia do Corinthians para a partida e lamentou que, em um erro na partida, o adversário tenha sido eficiente e aberto o marcador. Além disso, reconheceu o mérito do adversário pela classificação: “Não é que o plano não tenha dado certo; foi um jogo extremamente disputado. Enfrentamos a equipe de melhor campanha, um adversário agressivo que, embora não priorize a posse, é letal na criação e na finalização. Jogamos de maneira correta, circulando por fora do bloco para evitar as transições rápidas que eles tanto buscam. Não demos o espaço que eles queriam para retomar a bola por dentro e espetar o contra-ataque.”
“Infelizmente, um erro mínimo nos custou a derrota — o único erro defensivo real que cometemos. No primeiro tempo, tivemos uma oportunidade semelhante com o Bidu atacando as costas da marcação, mas não fomos felizes na conclusão. Fomos consistentes e controlamos a posse, mas faltou efetividade. O Novorizontino está de parabéns pela campanha e chega à final com méritos. É preciso reconhecer e enaltecer quando o adversário tem valor, e esse foi o caso”, afirmou.
O comandante do Corinthians também relembrou sua campanha com o São Caetano em 2007, quando foi vice-campeão estadual perdendo para o Santos na decisão, ao citar o fato de que o Novorizontino acabou sendo ‘subestimado’ ao longo do torneio.
“Fui vice-campeão com uma equipe que tinha sido rebaixada no Campeonato Brasileiro e, na abertura do ano de 2007, foi vice-campeão paulista. Demos uma resposta brilhante em campo com o São Caetano, eliminando o São Paulo nesta mesma fase (semifinal), por 4 a 1, em pleno Morumbi. Aquela campanha não só nos levou à final contra o Santos, como revelou talentos para todo o país, como o meia Douglas, que depois se tornaria ídolo aqui no Corinthians. Essa experiência me ensinou que, com organização e trabalho, é possível transformar a desconfiança em protagonismo.”
“Quem não percebeu a evolução do Novorizontino nos últimos anos não está valorizando o que eles conquistaram. É uma equipe capacitada e muito bem treinada pelo Enderson Moreira. Se tivéssemos tentado forçar o jogo pelo meio, contra uma marcação tão agressiva e bem posicionada, o risco seria enorme. Jogamos da maneira correta, circulando a bola. Não foi uma partida brilhante tecnicamente de nenhum dos lados, mas foi disputada com dignidade. Tivemos chances, mas eles foram letais na única oportunidade clara que tiveram. O futebol, às vezes, se resume a essa felicidade na conclusão”, disse.
Dorival também foi questionado sobre o desempenho de Memphis Depay na partida, jogando na função de centroavante, assim como na Seleção dos Países Baixos. Até o momento, na temporada, são 10 partidas, com apenas uma assistência e nenhum gol marcado: “Ele joga assim na sua seleção, não vejo problema nenhum. É um jogador que sabe definir como ninguém, só não teve a bola da partida de repente à sua disposição.”
Por fim, o treinador do Corinthians falou sobre a janela de transferências da equipe. Os clubes tem até o próximo dia 3 de março, terça-feira, para contratarem jogadores. Para começar 2026, foram adquiridos e oficializados os seguintes atletas: o zagueiro Gabriel Paulista, o lateral-direito Pedro Milans, o volante Allan, o meio-campista Matheus Pereira, o meia Zakaria Labyad, além do atacante Kaio César. O meia inglês, Jesse Lingard, está prestes a ser anunciado. Ele também ressaltou a importância de não perder jogadores em virtude do calendário exigente – Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil.
“(Por mim) Ninguém sairia. Ninguém. Nós ainda não temos uma equipe formada. Nós estamos encontrando um encaixe. Isso demanda tempo. Não é porque nós ganhamos a Copa do Brasil e está tudo mil maravilhas. Já acabou, já ficou. Já foi lá para trás. Foi do ano passado. A partir deste ano, nós temos que ter uma equipe mais forte. Nós teremos um nível de exigência muito maior. Nós não podemos passar os apertos que passamos o Campeonato Brasileiro. Daqui a pouco, como agora, nós temos três jogadores do departamento médico.”
“Nós precisamos de muito mais opções pra que, a gente melhorando o nosso grupo, possamos fortalecê-lo e aí sim possamos ser cobrados. Do contrário, é muito difícil você dar uma resposta, acontecendo o que aconteceu ano passado. Dois, três jogadores dentro do departamento médico no mesmo momento. É impossível isso. Ou a gente se estabelece, ou a gente vai ficar no meio do caminho. E para ficar no meio do caminho, eu não fico. Eu vim aqui porque me prometeram uma condição e eu estou trabalhando para que tudo isso se materialize. Agora nós não podemos ficar montando equipe a todo momento. Nós temos que melhorar aquilo que nós já temos. E, para melhorar, nós não podemos perder aqueles que já estão“, finalizou.
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