Central do Timão
·27 de fevereiro de 2026
Técnico do Corinthians Futsal comenta alterações na LNF e fala sobre reforços para a equipe

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·27 de fevereiro de 2026

Na última terça-feira (24), o elenco de futsal do Corinthians para a temporada de 2026 foi apresentado na sala de imprensa da Neo Química Arena. Na última temporada, o Alvinegro conquistou dois títulos (Taça São Paulo e Torneo Internacional Mucho Más) e ficou com três vices (Supercopa Gramado, Liga Nacional de Futsal e Campeonato Paulista).
Para 2026, o clube do Parque São Jorge, visando reduzir gastos no departamento de esportes terrestres em virtude de sua grave crise financeira, promoveu uma reformulação no seu elenco e, inicialmente, irá priorizar a utilização de atletas vindos de suas categorias de base. Até o momento, foram contratados apenas dois atletas: o ala Kevin William, de 23 anos, e o pivô Fabinho, de 37. Os dois estavam no Ferroviária Pinda e Praia Clube, respectivamente.

Foto: Beto Miller/Agência Corinthians
Na virada do ano, deixaram a equipe de futsal do Corinthians: o fixo Marlon, os alas Luisinho, Luizinho Brizzi, Edimar e Igor Carioca, além dos pivôs Deives (aposentadoria) e Israel Neto. Em relação aos atletas que vinham atuando nas categorias de base, não fazem mais parte do clube: Hélio Neves. Iván Monteros, Mineiro, Axel Muñoz, Andrey e Yann.
Em entrevista coletiva, o técnico Fernando Malafaia comentou sobre a reformulação do elenco do Corinthians em relação ao último ano, utilização de atletas revelados nas categorias de base, papel dos mais experientes na recepção dos mais jovens, mudanças na quantidade de times na Liga Nacional e análise de 2025.
Confira abaixo as respostas de Fernando Malafaia na coletiva:
Primeiras semanas de trabalho, mudanças no elenco, utilização de atletas da base e momento financeiro do clube
“Na realidade, a gente está trabalhando dentro daquilo que é o escopo financeiro do clube hoje, das exigências. Dizer para vocês que a gente precisa e necessita de um ou dois reforços é a realidade. Mas isso também não me traz nenhum transtorno. Estou muito satisfeito com o que a gente tem encontrado nessas três primeiras semanas de trabalho. Aos dois novos jogadores, eu tenho absoluta certeza de que eles vão representar dignamente o Corinthians, assim como os jovens talentos que vieram das categorias de base, em trabalhos bem realizados ao longo de suas carreiras, e aqueles que permaneceram. Tenho absoluta certeza de que o ingrediente vai ser legal. Mais uma vez, a gente está reconstruindo. De 2024 para 2025, a gente reconstruiu e a gente teve êxito no trabalho coletivo. Faltou um pouquinho? Faltou um pouquinho. Mas eu tenho absoluta certeza de que a estrada vai ser bem calçada dessa vez também.”
“Isso, na realidade, é uma extensão daquilo que é feito dentro do Corinthians. O Corinthians tinha que ser referência para tudo o que acontece dentro da instituição. Agora, o que a gente respira é esporte. E ali tem, sem dúvida, bons profissionais que fazem com que isso aconteça. E é esse entrelaço que a gente está tentando aumentar, não só eu, evidentemente, mas todo o staff, para que a gente tenha um congraçamento muito maior, um entendimento muito maior com relação ao que está sendo feito nas categorias de base, no Sub-16, no Sub-18, no Sub-20. Fortalecer aquilo que é a nossa matéria-prima, que são os atletas criados dentro do Corinthians, que entendem absolutamente o que é ser Corinthians, o que é viver Corinthians. Eu fico muito satisfeito de estar participando dessa engrenagem e aproveitando vários atletas que virão mais das categorias de base.”
Relação de dia a dia dos mais experientes com os mais jovens do grupo corinthiano
“Para mim, a maior dificuldade são os experientes. Não é que eles devem receber os mais novos de uma forma diferente que não seja aquela forma que nós, que somos educados, recebemos. É oportunizando aos atletas novos mais informações, dando a eles a oportunidade de serem ouvidos. E isso, eu vou ser bastante honesto com você, esse grupo tem me mostrado bastante. No dia a dia, eu tenho percebido que eles estão juntos, chamam a atenção dos mais novos, os mais novos não deixam de se posicionar, então o primeiro passo foi dado. Agora, ali na hora, no jogo, no 40 por 20, e no dia a dia de preparação, eles têm que entender que eles têm a mesma caminhada que os mais velhos.”
“Não é porque é mais velho que vai ter alguma preferência ou vai ter alguma situação diferente. Todos serão tratados da mesma forma. Mas me deixa muito feliz o que um está proporcionando ao outro. Mesmo os que têm mais tempo de casa ofertando aos que são novos, para que a gente tenha exatamente a união das forças. Então está muito legal. A química, a primeira química, é essa. A partir daí, a química é o nível competitivo e a capacidade de interagir com o jogo e as necessidades dele.”
Análise da temporada de 2025
“A temporada foi muito bacana e, ao mesmo tempo, quando a gente chega em todas as finais, é evidente que o desgaste é muito grande. E a gente teve uma sabedoria muito grande dos departamentos que são os que comandam essa estrada. Eu não achei que a gente chegou desgastado. O último jogo do ano foi em 13 de dezembro, a final contra o Jaraguá. Se você olhar para trás, olha a estrada que foi construída, porque a gente chegou em todas as finais. Portanto, nós tivemos muito mais jogos do que os outros que não chegaram. Acho que a gente chegou dentro daquilo que era possível chegar.”
Projeção para 2026
“Acho que é uma temporada boa e há uma valorização enorme do campeonato. Mas eu acho que a primeira coisa que a gente tem que entender é: chegou aqui, então tem trabalho. Tem trabalho do staff, tem trabalho da diretoria, tem trabalho daqueles que estão por trás da gente, não vamos deixar faltar absolutamente nada. Tem trabalhos diários dos atletas, da comissão técnica. Se nós chegamos em todas (as finais), é porque todos tivemos um trabalho bacana. E chegamos às finais. Você tem que olhar com carinho o que foi feito.”
Mudança no formato da Liga Nacional – de 24 para 16 times – e volta a falar sobre reformulação no elenco
“De 2024 para 2025, nós mudamos muitos jogadores. E de 2025 para 2026, infelizmente, algumas coisas aconteceram e nos levaram a também modificar algumas situações que não estavam previstas. Mas não há problema. A reconstrução, como eu falei, ela vai acontecer com muita serenidade, com muito trabalho no dia a dia. E o trabalho não é em quadra só, o trabalho é no todo, para que a gente consiga fazer a mentalidade vencedora que foi construída em 24 para 25. A gente identificou que, evidentemente, precisava de jogadores que entendessem o que é a história do Corinthians. A partir daí, a gente tem um nível de erro muito menor. Porque a gente já entendeu, teve êxito em 25 e agora nós estamos em 26.”
“Essa pergunta é boa, porque modificou (o formato). A partir daí, o recado é dado para os atletas, porque nós temos 15 jogos e 16 times. Olha quantos jogos ficaram para trás. Não haverá jogos com expectativa baixa. Todos os 15 jogos serão jogos decisivos. Então essa já é a primeira modificação. Os atletas têm que entender que cada jogo hoje não vale só três pontos. Vale estar dentro do playoff. E premiam-se os quatro primeiros. Essa é a briga que a gente tem que estar, entre os quatro primeiros. Então a luta vai ser de exigir esse amor do início ao fim. O primeiro entendimento dos atletas tem que ser dessa natureza. Se modificou a forma de se colocar diante da competição.”
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Sexta e sábado: 10h15 | 12h | 14h45
Domingo: 9h20 | 11h | 13h50









































